23/02/2005
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15h12
A adolescente de 15 anos, única sobrevivente da família que morreu por envenenamento de arsênico em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo), segue desaparecida. Ela foi vista pela última vez na tarde de segunda-feira, no velório da avó paterna --que morreu vítima de um ataque cardíaco.
Segundo o advogado da família, Daniel de Leão Keleti, não há pistas sobre a garota. "Até o momento, não há nenhuma informação oficial", disse.
Ontem, em entrevista à Folha Online, Keleti afirmou que a adolescente pode sofrer problemas de saúde caso não seja submetida a um tratamento, com urgência. Isso porque um laudo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) constatou que ainda há resquícios de arsênico no organismo da menina. "Se ela não receber um tratamento emergencial, pode sofrer atrofiamento dos membros periféricos", disse.
Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) confirmou que os pais e a irmã mais velha da adolescente morreram vítimas de envenenamento por arsênico. A Polícia Civil investiga a fonte da contaminação.
Desde as mortes, no final de janeiro, a adolescente mora com a avó materna.
Fuga
"Os parentes não notaram a falta de nenhum objeto de valor ou quantia em dinheiro. Para eles, a fuga foi motivada pelas pressões que a menina vem sofrendo, desde o ocorrido. Com a revelação deste possível problema de saúde, aumenta o anseio em localizá-la", afirmou o advogado.
O desaparecimento teria sido percebido pelos familiares, que precisaram acionar um chaveiro para abrir a porta do quarto da menina. A suspeita é que ela tenha pulado a janela e fugido.
Arsênico
O arsênico está presente na natureza, em doses mínimas, em alimentos como peixes, vegetais e cereais. A literatura médica descreve casos fatais de intoxicação por arsênico após ingestão oral em doses estimadas iguais ou superiores a 2g, dependendo da reação de cada organismo e da concentração da substância.
Durante as investigações, a Polícia Civil localizou frascos de arsênico e outras substâncias químicas na casa do médico, que era dono de uma farmácia e de um laboratório de manipulação.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre casos de envenenamento
Sobrevivente de família envenenada em Campinas segue desaparecida
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da Folha OnlineA adolescente de 15 anos, única sobrevivente da família que morreu por envenenamento de arsênico em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo), segue desaparecida. Ela foi vista pela última vez na tarde de segunda-feira, no velório da avó paterna --que morreu vítima de um ataque cardíaco.
Segundo o advogado da família, Daniel de Leão Keleti, não há pistas sobre a garota. "Até o momento, não há nenhuma informação oficial", disse.
Ontem, em entrevista à Folha Online, Keleti afirmou que a adolescente pode sofrer problemas de saúde caso não seja submetida a um tratamento, com urgência. Isso porque um laudo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) constatou que ainda há resquícios de arsênico no organismo da menina. "Se ela não receber um tratamento emergencial, pode sofrer atrofiamento dos membros periféricos", disse.
Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) confirmou que os pais e a irmã mais velha da adolescente morreram vítimas de envenenamento por arsênico. A Polícia Civil investiga a fonte da contaminação.
Desde as mortes, no final de janeiro, a adolescente mora com a avó materna.
Fuga
"Os parentes não notaram a falta de nenhum objeto de valor ou quantia em dinheiro. Para eles, a fuga foi motivada pelas pressões que a menina vem sofrendo, desde o ocorrido. Com a revelação deste possível problema de saúde, aumenta o anseio em localizá-la", afirmou o advogado.
O desaparecimento teria sido percebido pelos familiares, que precisaram acionar um chaveiro para abrir a porta do quarto da menina. A suspeita é que ela tenha pulado a janela e fugido.
Arsênico
O arsênico está presente na natureza, em doses mínimas, em alimentos como peixes, vegetais e cereais. A literatura médica descreve casos fatais de intoxicação por arsênico após ingestão oral em doses estimadas iguais ou superiores a 2g, dependendo da reação de cada organismo e da concentração da substância.
Durante as investigações, a Polícia Civil localizou frascos de arsênico e outras substâncias químicas na casa do médico, que era dono de uma farmácia e de um laboratório de manipulação.
Especial

