26/03/2005
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09h37
A Secretaria da Saúde de Morro Agudo (382 km de São Paulo) investiga as causas de um surto de diarréia que atingiu nesta semana pelo menos 70 crianças da cidade. Há a suspeita de que a contaminação possa ter ocorrido por ovos de Páscoa distribuídos na segunda-feira passada pela prefeitura para os alunos da rede pública.
Amostras do produto foram encaminhadas para o instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Também foram enviadas amostras de um suco --também distribuído aos alunos e produzido pela cozinha-piloto da prefeitura-- e de um lanche vendido por uma lanchonete particular da cidade.
Os alimentos foram apontados como os últimos ingeridos pelas crianças, que foram atendidas no hospital São Marcos. Todos os pacientes foram liberados após atendimento médico.
Segundo a secretária-assistente da Saúde de Morro Agudo, Patricia Cristiana Vitor, 28 anos, a principal suspeita recaía sobre o lanche vendido por um "carrinho" na cidade. "Acreditamos que pode ter sido isso porque alguns casos começaram a aparecer no domingo, e os ovos e o suco foram entregues somente na segunda-feira passada. Mas, como a maioria citou os três produtos, enviamos a amostra de todos os alimentos", disse.
Ainda segundo Patricia, um levantamento será concluído na próxima segunda-feira sobre a quantidade exata de crianças atendidas, já que apenas uma das pediatras do município encaminhou os casos para internação.
Apesar de não ter havido nenhum caso grave, segundo a assistente, o surto de diarréia causou preocupação na cidade por envolver crianças e também porque muitas pessoas relacionaram o caso com as mortes provocadas pela ingestão de caldo de cana em Santa Catarina. "As pessoas fazem a ligação. Mas não tem nada a ver. Não houve nenhum caso mais grave, nem de desidratação", afirmou.
Em Santa Catarina, cinco pessoas morreram e 31 foram contaminadas após tomar o caldo, mas nenhuma delas apresentou sintomas de diarréia (leia texto acima).
A reportagem tentou ontem, sem sucesso, ouvir o prefeito Gilberto Cesar Barbeti (PT). Na casa dele, ninguém atendeu a ligação.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre surtos de diarréia
Ovo de Páscoa pode ter intoxicado 70 crianças em SP
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da Folha de S.Paulo, em RibeirãoA Secretaria da Saúde de Morro Agudo (382 km de São Paulo) investiga as causas de um surto de diarréia que atingiu nesta semana pelo menos 70 crianças da cidade. Há a suspeita de que a contaminação possa ter ocorrido por ovos de Páscoa distribuídos na segunda-feira passada pela prefeitura para os alunos da rede pública.
Amostras do produto foram encaminhadas para o instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Também foram enviadas amostras de um suco --também distribuído aos alunos e produzido pela cozinha-piloto da prefeitura-- e de um lanche vendido por uma lanchonete particular da cidade.
Os alimentos foram apontados como os últimos ingeridos pelas crianças, que foram atendidas no hospital São Marcos. Todos os pacientes foram liberados após atendimento médico.
Segundo a secretária-assistente da Saúde de Morro Agudo, Patricia Cristiana Vitor, 28 anos, a principal suspeita recaía sobre o lanche vendido por um "carrinho" na cidade. "Acreditamos que pode ter sido isso porque alguns casos começaram a aparecer no domingo, e os ovos e o suco foram entregues somente na segunda-feira passada. Mas, como a maioria citou os três produtos, enviamos a amostra de todos os alimentos", disse.
Ainda segundo Patricia, um levantamento será concluído na próxima segunda-feira sobre a quantidade exata de crianças atendidas, já que apenas uma das pediatras do município encaminhou os casos para internação.
Apesar de não ter havido nenhum caso grave, segundo a assistente, o surto de diarréia causou preocupação na cidade por envolver crianças e também porque muitas pessoas relacionaram o caso com as mortes provocadas pela ingestão de caldo de cana em Santa Catarina. "As pessoas fazem a ligação. Mas não tem nada a ver. Não houve nenhum caso mais grave, nem de desidratação", afirmou.
Em Santa Catarina, cinco pessoas morreram e 31 foram contaminadas após tomar o caldo, mas nenhuma delas apresentou sintomas de diarréia (leia texto acima).
A reportagem tentou ontem, sem sucesso, ouvir o prefeito Gilberto Cesar Barbeti (PT). Na casa dele, ninguém atendeu a ligação.
Especial

