12/08/2005
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23h01
VICTOR RAMOS
da Folha de S.Paulo, em Fortaleza
A Polícia Federal investiga a possível utilização de motéis como esconderijos da quadrilha que assaltou a sede do Banco Central, em Fortaleza (CE), no último fim de semana. Foram levados R$ 164,8 milhões, no total. Trata-se do maior assalto a banco já registrado no país.
Os motéis investigados pertencem ao mesmo grupo da revenda de carros Brilhe Car, onde os ladrões teriam comprado veículos por R$ 980 mil, pagos com o dinheiro furtado, em cédulas de R$ 50. Dentro de três destes carros a PF já localizou quase R$ 5 milhões.
A hipótese de que algum motel possa ter sido usado para a fuga dos ladrões reforçou a suspeita da PF de um possível envolvimento dos donos da Brilhe Car, José Elizomartes Fernandes e Demerval Fernandes, no caso. Nesta sexta-feira, funcionários da empresa de segurança privada Servis, que faz a segurança externa do prédio do Banco Central, prestaram depoimento.
Eles foram falar sobre o serviço de segurança prestado aos moradores da casa onde possivelmente foi escondido o dinheiro em veículos comprados na Brilhe Car. A casa é de Moraes, segundo a PF. No portão da frente, há uma placa indicando que a casa é protegida pela Servis.
A PF confirmou que investiga também a possível utilização de um veleiro roubado há 30 dias no Rio Grande do Norte.
Para o delegado que preside as investigações, Eliomar Ferreira Lima Jr., a quadrilha pode ter feito uma "sangria" do dinheiro furtado, distribuindo-o para diferentes destinos, para dificultar as investigações.
Suspeitos
Ainda não foram divulgados os quatro retratos falados. Segundo o delegado, são investigados integrantes de diferentes quadrilhas, o que pode indicar que tenha havido até mesmo um consórcio de grupos diferentes para realizar o furto.
Entre essas quadrilhas investigadas está uma do Sudeste, a do "tatuzão", cujo líder, Moisés Teixeira da Silva, o Cabelo, está foragido desde 2001, e uma do interior do Ceará, do município de Boa Viagem.
Essa última tem entre seus integrantes um primo de Moraes, Robson de Souza Almeida, que chegou a ser preso sob acusação de participar de um assalto a uma empresa de transporte de valores, em 1999. Um dos carros comprados, uma Pajero preta, foi localizado pela PF na região de Boa Viagem, mas sem dinheiro.
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da Agência Folha, em FortalezaVICTOR RAMOS
da Folha de S.Paulo, em Fortaleza
A Polícia Federal investiga a possível utilização de motéis como esconderijos da quadrilha que assaltou a sede do Banco Central, em Fortaleza (CE), no último fim de semana. Foram levados R$ 164,8 milhões, no total. Trata-se do maior assalto a banco já registrado no país.
Os motéis investigados pertencem ao mesmo grupo da revenda de carros Brilhe Car, onde os ladrões teriam comprado veículos por R$ 980 mil, pagos com o dinheiro furtado, em cédulas de R$ 50. Dentro de três destes carros a PF já localizou quase R$ 5 milhões.
A hipótese de que algum motel possa ter sido usado para a fuga dos ladrões reforçou a suspeita da PF de um possível envolvimento dos donos da Brilhe Car, José Elizomartes Fernandes e Demerval Fernandes, no caso. Nesta sexta-feira, funcionários da empresa de segurança privada Servis, que faz a segurança externa do prédio do Banco Central, prestaram depoimento.
Eles foram falar sobre o serviço de segurança prestado aos moradores da casa onde possivelmente foi escondido o dinheiro em veículos comprados na Brilhe Car. A casa é de Moraes, segundo a PF. No portão da frente, há uma placa indicando que a casa é protegida pela Servis.
A PF confirmou que investiga também a possível utilização de um veleiro roubado há 30 dias no Rio Grande do Norte.
Para o delegado que preside as investigações, Eliomar Ferreira Lima Jr., a quadrilha pode ter feito uma "sangria" do dinheiro furtado, distribuindo-o para diferentes destinos, para dificultar as investigações.
Suspeitos
Ainda não foram divulgados os quatro retratos falados. Segundo o delegado, são investigados integrantes de diferentes quadrilhas, o que pode indicar que tenha havido até mesmo um consórcio de grupos diferentes para realizar o furto.
Entre essas quadrilhas investigadas está uma do Sudeste, a do "tatuzão", cujo líder, Moisés Teixeira da Silva, o Cabelo, está foragido desde 2001, e uma do interior do Ceará, do município de Boa Viagem.
Essa última tem entre seus integrantes um primo de Moraes, Robson de Souza Almeida, que chegou a ser preso sob acusação de participar de um assalto a uma empresa de transporte de valores, em 1999. Um dos carros comprados, uma Pajero preta, foi localizado pela PF na região de Boa Viagem, mas sem dinheiro.
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