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Cotidiano
03/09/2005 - 23h14

Carroceiros de SP ganham de R$ 6 a R$ 10 por dia, aponta pesquisa

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da Folha Online

A maioria é do sexo masculino, tem entre 41 e 55 anos, vem da regiões Sudeste e Nordeste do Brasil e não completou o ensino fundamental. É esse o perfil dos carroceiros que trabalham nas ruas de São Paulo, segundo pesquisa da Prefeitura em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho.

Após entrevistar 500 carroceiros, o estudo chegou a conclusão que, diferentemente do que se pensava, grande parte das pessoas que vivem de catar as sobras do lixo na cidade já trabalharam no comércio formal, principalmente no ramo da construção civil.

A região de origem dos carroceiros é a Sudeste (50%) seguida do Nordeste (45%). A maioria nasceu em São Paulo (23%) e o restante fixou moradia na cidade há pelo menos 10 anos (10%) e 16 a 20 anos (10%).

Outro ponto interessante verificado na análise é o local de residência dos carroceiros. Grande parte reside em casas (55%), apenas a minoria mora na rua (23%) ou em albergues (14%). O local de moradia coincide com o de trabalho: 36% residem no Centro e 15% na Zona Sul. Dos entrevistados, 77% não apresentaram nenhum problema de saúde física, mental ou vícios.

Entre os nove pontos de concentração dos carroceiros na cidade, as regiões do Centro e Lapa aparecem como as principais, com 32% e 29% respectivamente. O motivo é a alta quantidade de resíduos jogados nas ruas nestes pontos. Entre os que são recolhidos pelos carroceiros destacam-se plástico, metal e papel, 53% e tecidos e outros com 17%.

O ganho médio no dia é de R$ 6 a R$ 10 (28%), seguido de R$ 11 a R$ 15 (21%), possibilitando uma renda de um a três salários mínimos.

Segundo o Movimento Nacional dos Carroceiros, há 20 mil carroceiros trabalhando hoje pela cidade.

O interesse por esses profissionais no mercado informal está associado ao projeto Tecendo Novos Caminhos, Secretaria Municipal do Trabalho. Nos últimos meses, o programa vem tentando implementar o empreendedorismo e a auto-sustentabilidade dos carroceiros, capacitando-os na área têxtil. Para tanto, estão fazendo um perfil desses profissionais.

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