05/10/2000
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12h44
da Folha Online
A defesa do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, excluiu o jornalista Pedro Luis Rodrigues, de Brasília, e José Carlos Melo, de São Paulo, do rol de testemunhas de seu cliente.
Pimenta Neves assassinou a ex-namorada Sandra Gomide,32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Ele está preso em uma delegacia do centro de São Paulo.
A Justiça de Ibiúna havia determinado que o número de testemunhas fosse diminuído de dez para oito.
Continuam como testemunhas Carole Neves, ex-mulher do jornalista, que mora em Washington, EUA; Roberto Muller Filho, diretor de redação do jornal eletrônico "Panorama Brasil", de São Paulo; o advogado Roberto D' Utra Vaz, também de São Paulo; o articulista do jornal "O Estado de S.Paulo" e comentarista da TV Cultura Washington Novaes, de Goiânia (GO); a editora de política do jornal "O Estado de S.Paulo", Iris Walquíria Campos, de São Paulo; a secretária da diretoria de "O Estado de S.Paulo", Leila Ventura, de São Paulo; Arnaldo Galvão, repórter do jornal "Valor Econômico", de São Paulo e o empresário Said Farah.
As testemunhas, por residirem fora de Ibiúna, serão ouvidas por carta, o que pode atrasar o processo contra o jornalista. Com a diminuição de testemunhas, são duas cartas a menos cujas respostas terão de ser aguardadas pela Justiça de Ibiúna.
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou hoje pedido de habeas corpus contra a prisão preventiva do jornalista.
A defesa poderá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília, ou apresentar um novo habeas corpus neste órgão.
Luiz Flávio Gomes, advogado de defesa contratado pela família de Sandra, disse que a decisão de hoje do TJ-SP deve favorecer acordo com a defesa para que as testemunhas do jornalista sejam apresentadas na comarca de Ibiúna, o que apressaria o processo, já que elas não precisariam ser ouvidas por carta.
Assim, o processo andaria mais rápido e uma sentença poderia precisar o tempo que Pimenta Neves ficará na prisão.
"A partir do resultado do habeas corpus, aumenta a chance de acordo", disse Gomes.
A família de Sandra comemorou a decisão do TJ-SP. "Estamos muito felizes com a decisão. Agora só em Brasília, onde pelo que eu sei será mais difícil", disse o irmão de Sandra, Nilton Gomide.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
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Defesa de Pimenta excluiu duas testemunhas
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FABIANE LEITEda Folha Online
A defesa do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, excluiu o jornalista Pedro Luis Rodrigues, de Brasília, e José Carlos Melo, de São Paulo, do rol de testemunhas de seu cliente.
Pimenta Neves assassinou a ex-namorada Sandra Gomide,32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo. Ele está preso em uma delegacia do centro de São Paulo.
A Justiça de Ibiúna havia determinado que o número de testemunhas fosse diminuído de dez para oito.
Continuam como testemunhas Carole Neves, ex-mulher do jornalista, que mora em Washington, EUA; Roberto Muller Filho, diretor de redação do jornal eletrônico "Panorama Brasil", de São Paulo; o advogado Roberto D' Utra Vaz, também de São Paulo; o articulista do jornal "O Estado de S.Paulo" e comentarista da TV Cultura Washington Novaes, de Goiânia (GO); a editora de política do jornal "O Estado de S.Paulo", Iris Walquíria Campos, de São Paulo; a secretária da diretoria de "O Estado de S.Paulo", Leila Ventura, de São Paulo; Arnaldo Galvão, repórter do jornal "Valor Econômico", de São Paulo e o empresário Said Farah.
As testemunhas, por residirem fora de Ibiúna, serão ouvidas por carta, o que pode atrasar o processo contra o jornalista. Com a diminuição de testemunhas, são duas cartas a menos cujas respostas terão de ser aguardadas pela Justiça de Ibiúna.
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou hoje pedido de habeas corpus contra a prisão preventiva do jornalista.
A defesa poderá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília, ou apresentar um novo habeas corpus neste órgão.
Luiz Flávio Gomes, advogado de defesa contratado pela família de Sandra, disse que a decisão de hoje do TJ-SP deve favorecer acordo com a defesa para que as testemunhas do jornalista sejam apresentadas na comarca de Ibiúna, o que apressaria o processo, já que elas não precisariam ser ouvidas por carta.
Assim, o processo andaria mais rápido e uma sentença poderia precisar o tempo que Pimenta Neves ficará na prisão.
"A partir do resultado do habeas corpus, aumenta a chance de acordo", disse Gomes.
A família de Sandra comemorou a decisão do TJ-SP. "Estamos muito felizes com a decisão. Agora só em Brasília, onde pelo que eu sei será mais difícil", disse o irmão de Sandra, Nilton Gomide.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
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