05/10/2000
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16h16
A Associação Justiça para Sandra Gomide informou, por meio de comunicado, que a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de manter o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, na cadeia foi um "alívio".
O TJ negou os pedidos de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do jornalista e para transfer o réu para uma clínica particular.
Pimenta Neves está preso desde o dia 4 de setembro em uma delegacia no centro de São Paulo por ter matado a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que representa Pimenta nestes pedidos de habeas corpus, disse que vai recorrer ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
Leia a seguir o comunicado da associação:
"Não nos cabe apoiar ou aplaudir uma decisão tomada pelo Poder Judiciário, que é soberano para a aplicação da lei. Mas queremos exprimir diante da sociedade nosso profundo sentimento de alívio com a deliberação dos desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que hoje determinou por três votos a zero que o homicida de Sandra Gomide aguarde seu julgamento na cadeia.
O homicida matou friamente a Sandra no último dia 20 de agosto. Foi um crime premeditado e com requintes de crueldade e covardia, conforme novas testemunhas puderam comprovar ao serem ouvidas na semana passada no Fórum de Ibiuna.
Pimenta não é um réu comum. O homicida demonstrou o quanto foi capaz de pressionar jornalistas ligados a Sandra em todas as direções que a prejudicassem. Amigo de pessoas poderosas, nada nos assegura que deixaria agora de fazer o mesmo com as testemunhas do processo.
Além disso, o mesmo homicida é casado com uma cidadã norte-americana. Tem com ela duas filhas da mesma cidadania. Em liberdade, ele poderia fugir para os Estados Unidos - hipótese mais que provável - e sua extradição seria dificultada. O crime permaneceria impune.
No momento em que o país demonstra que exige uma revolução ética em suas instituições, o Judiciário deu um exemplo. Em nome da memória de Sandra queremos reafirmar o quanto nos sentimos reconfortados. Confiamos e continuaremos a confiar na Justiça."
Associação Justiça para Sandra Gomide
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Decisão de manter Pimenta na cadeia foi um alívio, diz associação
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da Folha OnlineA Associação Justiça para Sandra Gomide informou, por meio de comunicado, que a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de manter o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, na cadeia foi um "alívio".
O TJ negou os pedidos de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do jornalista e para transfer o réu para uma clínica particular.
Pimenta Neves está preso desde o dia 4 de setembro em uma delegacia no centro de São Paulo por ter matado a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que representa Pimenta nestes pedidos de habeas corpus, disse que vai recorrer ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
Leia a seguir o comunicado da associação:
"Não nos cabe apoiar ou aplaudir uma decisão tomada pelo Poder Judiciário, que é soberano para a aplicação da lei. Mas queremos exprimir diante da sociedade nosso profundo sentimento de alívio com a deliberação dos desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que hoje determinou por três votos a zero que o homicida de Sandra Gomide aguarde seu julgamento na cadeia.
O homicida matou friamente a Sandra no último dia 20 de agosto. Foi um crime premeditado e com requintes de crueldade e covardia, conforme novas testemunhas puderam comprovar ao serem ouvidas na semana passada no Fórum de Ibiuna.
Pimenta não é um réu comum. O homicida demonstrou o quanto foi capaz de pressionar jornalistas ligados a Sandra em todas as direções que a prejudicassem. Amigo de pessoas poderosas, nada nos assegura que deixaria agora de fazer o mesmo com as testemunhas do processo.
Além disso, o mesmo homicida é casado com uma cidadã norte-americana. Tem com ela duas filhas da mesma cidadania. Em liberdade, ele poderia fugir para os Estados Unidos - hipótese mais que provável - e sua extradição seria dificultada. O crime permaneceria impune.
No momento em que o país demonstra que exige uma revolução ética em suas instituições, o Judiciário deu um exemplo. Em nome da memória de Sandra queremos reafirmar o quanto nos sentimos reconfortados. Confiamos e continuaremos a confiar na Justiça."
Associação Justiça para Sandra Gomide
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