09/11/2005
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08h28
A 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu terça-feira (8), por maioria dos votos, liberdade aos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, acusados de envolvimento no assassinato do casal Richthofen, ocorrido em 2002, em São Paulo.
Trata-se de uma extensão dos efeitos do habeas corpus concedido no final de junho à filha das vítimas e também ré no processo, Suzane. Ela aguarda o julgamento em liberdade.
O casal Manfred e Marísia von Richthofen foi morto em casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo). As vítimas foram surpreendidas enquanto dormiam e golpeadas com bastões, ainda na cama. Suzane, o então namorado dela, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, e o irmão dele, Cristian, foram presos no dia 8 de novembro de 2002 e confessaram envolvimento no crime.
O crime teria sido motivado pela proibição do namoro de Suzane e Daniel e a conseqüente herança deixada pelo casal. Suzane afirmou que planejou a morte dos pais "por amor" ao namorado.
Os três são acusados de duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. São acusados também de fraude processual por terem alterado a cena do crime. O objetivo seria fazer a polícia acreditar na versão de latrocínio.
Seqüência
De acordo com depoimento prestado pelos acusados à polícia, antes do assassinato, o irmão de Suzane foi levado até um cybercafé --na ocasião, o garoto tinha 15 anos. Em seguida, ela e o namorado encontraram Cristian e seguiram para a casa. Suzane entrou e foi ao quarto dos pais para constatar que eles dormiam. Depois, acendeu a luz do corredor, e os rapazes golpearam o casal.
A biblioteca da casa foi revirada, para simular um assalto.
Em seguida, Cristian foi para casa, com o dinheiro levado dos Richthofen, enquanto Suzane e Daniel se livraram do material usado no crime. Na tentativa de forjar um álibi, os namorados passaram duas horas em um motel.
Depois, ambos pegaram o irmão de Suzane no cybercafé, retornam à casa e avisaram a polícia sobre o encontro dos corpos.
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da Folha OnlineA 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu terça-feira (8), por maioria dos votos, liberdade aos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, acusados de envolvimento no assassinato do casal Richthofen, ocorrido em 2002, em São Paulo.
Trata-se de uma extensão dos efeitos do habeas corpus concedido no final de junho à filha das vítimas e também ré no processo, Suzane. Ela aguarda o julgamento em liberdade.
O casal Manfred e Marísia von Richthofen foi morto em casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo). As vítimas foram surpreendidas enquanto dormiam e golpeadas com bastões, ainda na cama. Suzane, o então namorado dela, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, e o irmão dele, Cristian, foram presos no dia 8 de novembro de 2002 e confessaram envolvimento no crime.
O crime teria sido motivado pela proibição do namoro de Suzane e Daniel e a conseqüente herança deixada pelo casal. Suzane afirmou que planejou a morte dos pais "por amor" ao namorado.
Os três são acusados de duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. São acusados também de fraude processual por terem alterado a cena do crime. O objetivo seria fazer a polícia acreditar na versão de latrocínio.
Seqüência
De acordo com depoimento prestado pelos acusados à polícia, antes do assassinato, o irmão de Suzane foi levado até um cybercafé --na ocasião, o garoto tinha 15 anos. Em seguida, ela e o namorado encontraram Cristian e seguiram para a casa. Suzane entrou e foi ao quarto dos pais para constatar que eles dormiam. Depois, acendeu a luz do corredor, e os rapazes golpearam o casal.
A biblioteca da casa foi revirada, para simular um assalto.
Em seguida, Cristian foi para casa, com o dinheiro levado dos Richthofen, enquanto Suzane e Daniel se livraram do material usado no crime. Na tentativa de forjar um álibi, os namorados passaram duas horas em um motel.
Depois, ambos pegaram o irmão de Suzane no cybercafé, retornam à casa e avisaram a polícia sobre o encontro dos corpos.
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