02/12/2005
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21h53
Dois soldados, um da Polícia Militar e outro do Corpo de Bombeiros, estão presos sob suspeita de ter matado a tiros um morador de rua e baleado outro, na quinta-feira (1º), em Belo Horizonte (MG). Um cabo da PM está preso acusado de ter registrado uma ocorrência para encobrir o crime.
Em nota divulgada à imprensa, as corporações afirmam que a suspeita é que o morador de rua morto tenha roubado uma empresária, no último dia 29 de novembro, por ordem dos três militares. O assassinato seria, portanto, uma "queima de arquivo".
Os disparos que mataram o morador de rua e feriram a companheira dele partiram de um homem que estava na garupa de uma motocicleta.
Para as corporações, o condutor era o soldado Anderson Veríssimo da Costa, do 34º Batalhão da PM, e o atirador era o também soldado Giuliano Márcio Cordeiro Matias, do 2º Batalhão de Bombeiros.
Minutos após o crime, o cabo da PM Eduardo Corrêa Maia, também do 34º Batalhão, segundo nota emitida pelas corporações, "gerou uma ocorrência policial falsa" sobre um assalto durante o qual as armas dele e a do colega Costa foram levadas pelos criminosos. O objetivo seria encobrir o extravio do revólver usado por Costa no crime.
Os militares foram presos na quinta, e o caso foi registrado na Delegacia Especializada de Crimes Contra a Vida. Eles responderão a um inquérito policial e a procedimentos administrativo-disciplinares que poderão culminar, inclusive, na demissão dos acusados.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre crimes envolvendo militares
PM e bombeiro são acusados de matar morador de rua a tiros em MG
da Folha OnlineDois soldados, um da Polícia Militar e outro do Corpo de Bombeiros, estão presos sob suspeita de ter matado a tiros um morador de rua e baleado outro, na quinta-feira (1º), em Belo Horizonte (MG). Um cabo da PM está preso acusado de ter registrado uma ocorrência para encobrir o crime.
Em nota divulgada à imprensa, as corporações afirmam que a suspeita é que o morador de rua morto tenha roubado uma empresária, no último dia 29 de novembro, por ordem dos três militares. O assassinato seria, portanto, uma "queima de arquivo".
Os disparos que mataram o morador de rua e feriram a companheira dele partiram de um homem que estava na garupa de uma motocicleta.
Para as corporações, o condutor era o soldado Anderson Veríssimo da Costa, do 34º Batalhão da PM, e o atirador era o também soldado Giuliano Márcio Cordeiro Matias, do 2º Batalhão de Bombeiros.
Minutos após o crime, o cabo da PM Eduardo Corrêa Maia, também do 34º Batalhão, segundo nota emitida pelas corporações, "gerou uma ocorrência policial falsa" sobre um assalto durante o qual as armas dele e a do colega Costa foram levadas pelos criminosos. O objetivo seria encobrir o extravio do revólver usado por Costa no crime.
Os militares foram presos na quinta, e o caso foi registrado na Delegacia Especializada de Crimes Contra a Vida. Eles responderão a um inquérito policial e a procedimentos administrativo-disciplinares que poderão culminar, inclusive, na demissão dos acusados.
Especial

