23/12/2005
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12h01
da Folha Ribeirão
Uma pesquisa realizada na rodovia Washington Luís, em São Paulo, indica que o número de acidentes e de vítimas é maior nas proximidades dos radares de controle de velocidade. A tese de mestrado foi apresentada neste mês, pelo engenheiro Mário Gissu Yamada na USP de São Carlos.
A pesquisa mostrou que o índice de acidentes subiu mais num eixo de 2 km antes e 2 km depois dos aparelhos do que em trechos distantes deles. Próximo aos seis radares que operam desde 2003, houve aumento de 19,35% nos acidentes entre 2002 e 2004 --93 para 111. No mesmo período, o número de feridos ou mortos subiu 51,51%, de 33 para 50.
Em toda a rodovia, também em igual período, houve redução de 2,9% nos acidentes e aumento de 1,4% no número de vítimas.
"O motorista acelera depois do radar como forma de compensação e porque sabe que não haverá outra fiscalização logo depois", diz Antonio Coca Ferraz, professor-doutor e orientador da tese.
O estudo foi feito em 74 km da rodovia, entre São Carlos e Limeira. O trecho é administrado pela empresa Centrovias, fonte dos dados do estudo. No trecho de Limeira a São José do Rio Preto, a estrada, segundo a pesquisa 2005 da Confederação Nacional do Transporte, foi a melhor do país.
Em relação à velocidade, o estudo também mostra que o radar não é um controle efetivo --2 km após o radar é onde se concentra a maior porcentagem de veículos acima do limite: 26,9%. Em pontos distantes do radar, a média é de 21,8%. No radar, é de 10,3%.
A versão final do trabalho será enviada a órgãos de trânsito como Denatran, DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e Artesp (agência que regula os transportes rodoviários no Estado). "O estudo é significativo para apontar que o radar fixo não resolve como instrumento de segurança, mas apenas como fonte geradora de receita", disse Ferraz.
Procurada, a Centrovias disse que a instalação de radares fixos integra o contrato de concessão.
O DER defende o radar como medida de fiscalização e de segurança e diz querer acesso aos dados para avaliar a metodologia.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre radares
Acidente aumenta perto de radares, conclui estudo
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FABRÍCIO FREIRE GOMESda Folha Ribeirão
Uma pesquisa realizada na rodovia Washington Luís, em São Paulo, indica que o número de acidentes e de vítimas é maior nas proximidades dos radares de controle de velocidade. A tese de mestrado foi apresentada neste mês, pelo engenheiro Mário Gissu Yamada na USP de São Carlos.
A pesquisa mostrou que o índice de acidentes subiu mais num eixo de 2 km antes e 2 km depois dos aparelhos do que em trechos distantes deles. Próximo aos seis radares que operam desde 2003, houve aumento de 19,35% nos acidentes entre 2002 e 2004 --93 para 111. No mesmo período, o número de feridos ou mortos subiu 51,51%, de 33 para 50.
Em toda a rodovia, também em igual período, houve redução de 2,9% nos acidentes e aumento de 1,4% no número de vítimas.
"O motorista acelera depois do radar como forma de compensação e porque sabe que não haverá outra fiscalização logo depois", diz Antonio Coca Ferraz, professor-doutor e orientador da tese.
O estudo foi feito em 74 km da rodovia, entre São Carlos e Limeira. O trecho é administrado pela empresa Centrovias, fonte dos dados do estudo. No trecho de Limeira a São José do Rio Preto, a estrada, segundo a pesquisa 2005 da Confederação Nacional do Transporte, foi a melhor do país.
Em relação à velocidade, o estudo também mostra que o radar não é um controle efetivo --2 km após o radar é onde se concentra a maior porcentagem de veículos acima do limite: 26,9%. Em pontos distantes do radar, a média é de 21,8%. No radar, é de 10,3%.
A versão final do trabalho será enviada a órgãos de trânsito como Denatran, DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e Artesp (agência que regula os transportes rodoviários no Estado). "O estudo é significativo para apontar que o radar fixo não resolve como instrumento de segurança, mas apenas como fonte geradora de receita", disse Ferraz.
Procurada, a Centrovias disse que a instalação de radares fixos integra o contrato de concessão.
O DER defende o radar como medida de fiscalização e de segurança e diz querer acesso aos dados para avaliar a metodologia.
Especial


