25/01/2006
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21h08
da Agência Folha
Seis índios morreram e 17 ficaram feridos na madrugada desta quarta-feira em um acidente na BR-425, próximo a Guajará-Mirim (350 km de Porto Velho). Eles viajavam na carroceria de um caminhão carregado com castanhas que tombou na estrada, a cerca de 3 km da entrada da cidade. Entre os mortos havia dois bebês.
A Polícia Militar diz que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas. As hipóteses mais prováveis são as de que o motorista tenha dormido no volante ou tentado desviar de um animal que atravessava a pista. Segundo a polícia, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas.
De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), 25 índios viajavam no caminhão. Dois estavam na cabine, com o motorista, e 23 iam na carroceria --prática comum na região, mas proibida pelo Código Nacional de Trânsito.
Segundo a Funai, o caminhão foi alugado pelos índios para transportar a produção de castanhas da aldeia Ribeirão até Guajará-Mirim, onde o produto seria vendido.
Os seis mortos foram identificados pela Casa do Índio, entidade ligada à Funasa (Fundação Nacional de Saúde), e os corpos já foram liberados para o enterro.
De acordo com Lúcia Carneiro, chefe da Casa do Índio, morreram dois homens de 60 e 20 anos, duas mulheres de 56 e 23 anos, uma menina de 10 meses e um menino de 8 meses. Um dos homens chegou a receber atendimento médico, mas morreu no hospital.
Os 17 feridos foram atendidos no Hospital Regional de Guajará-Mirim. Quatro foram encaminhados para Porto Velho, dois deles com risco de morte. Sete continuavam internados em Guajará-Mirim, entre eles uma menina de nove anos. Os demais foram medicados e liberados.
A Funai diz que os 25 índios eram da etnia pacanova, mas moravam em três aldeias diferentes: Sagarana, Lage Velho e Ribeirão, todas na região de Guajará-Mirim, que faz fronteira com a Bolívia. Os índios alugaram o caminhão porque o deles estava quebrado. O motorista, segundo a Funai, não era índio.
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DANIELE SIQUEIRAda Agência Folha
Seis índios morreram e 17 ficaram feridos na madrugada desta quarta-feira em um acidente na BR-425, próximo a Guajará-Mirim (350 km de Porto Velho). Eles viajavam na carroceria de um caminhão carregado com castanhas que tombou na estrada, a cerca de 3 km da entrada da cidade. Entre os mortos havia dois bebês.
A Polícia Militar diz que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas. As hipóteses mais prováveis são as de que o motorista tenha dormido no volante ou tentado desviar de um animal que atravessava a pista. Segundo a polícia, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas.
De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), 25 índios viajavam no caminhão. Dois estavam na cabine, com o motorista, e 23 iam na carroceria --prática comum na região, mas proibida pelo Código Nacional de Trânsito.
Segundo a Funai, o caminhão foi alugado pelos índios para transportar a produção de castanhas da aldeia Ribeirão até Guajará-Mirim, onde o produto seria vendido.
Os seis mortos foram identificados pela Casa do Índio, entidade ligada à Funasa (Fundação Nacional de Saúde), e os corpos já foram liberados para o enterro.
De acordo com Lúcia Carneiro, chefe da Casa do Índio, morreram dois homens de 60 e 20 anos, duas mulheres de 56 e 23 anos, uma menina de 10 meses e um menino de 8 meses. Um dos homens chegou a receber atendimento médico, mas morreu no hospital.
Os 17 feridos foram atendidos no Hospital Regional de Guajará-Mirim. Quatro foram encaminhados para Porto Velho, dois deles com risco de morte. Sete continuavam internados em Guajará-Mirim, entre eles uma menina de nove anos. Os demais foram medicados e liberados.
A Funai diz que os 25 índios eram da etnia pacanova, mas moravam em três aldeias diferentes: Sagarana, Lage Velho e Ribeirão, todas na região de Guajará-Mirim, que faz fronteira com a Bolívia. Os índios alugaram o caminhão porque o deles estava quebrado. O motorista, segundo a Funai, não era índio.
Especial

