21/02/2006
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21h44
da Agência Folha
Uma mancha verde, formada por uma espécie de lodo espesso e sem cheiro, está se espalhando pelas margens do rio que banha o município de Cachoeira do Arari (PA).
De acordo com a prefeitura da cidade, que fica na ilha de Marajó, a seis horas de barco de Belém, a mancha no rio Arari começou a aparecer há aproximadamente um mês. As autoridades locais ainda não têm pistas sobre as causas do problema, que já prejudica a pesca no município.
Na semana passada, uma equipe da prefeitura visitou a localidade de Urubuquara --região do município que fica na costa da baía de Marajó-- para avaliar a situação.
De acordo com Alexandre Lima, assessor da prefeitura, os pescadores dizem que nunca viram nada parecido e estão assustados com a extensão da mancha. Apesar de descontínua, ela chega a ter dois quilômetros em alguns trechos do rio, segundo Lima.
A maior preocupação é com a diminuição do número de peixes e camarões, cuja pesca é uma das bases da economia do município, que tem cerca de 17 mil habitantes e 2.000 pescadores, segundo a prefeitura.
Não foram encontrados animais mortos, mas os camarões, principalmente, se tornaram escassos depois que a mancha apareceu.
A mancha entra no rio vinda da baía de Marajó, com o movimento da maré. Ao se concentrar nas margens, a substância seca e, ao ser observada ao sol, adquire nuances azuis, conforme descrição do assessor Lima.
"É como se as pedras das margens fossem pintadas com tinta", diz. A prefeitura não acredita que o problema seja causado por dejetos industriais, já que ela não tem cheiro, não está provocando a morte da fauna e não apresenta espuma.
De acordo com a prefeitura, a Defesa Civil do município já foi acionada, mas ainda não há uma definição das providências a ser tomadas.
A Defesa Civil Estadual informou que, até esta terça-feira, não havia sido notificada. Uma mancha parecida foi identificada recentemente em Barcarena (22 km de Belém). De acordo com a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Pará, a causa do problema foi a decomposição de algas, fenômeno comum na região.
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DANIELLE SIQUEIRAda Agência Folha
Uma mancha verde, formada por uma espécie de lodo espesso e sem cheiro, está se espalhando pelas margens do rio que banha o município de Cachoeira do Arari (PA).
De acordo com a prefeitura da cidade, que fica na ilha de Marajó, a seis horas de barco de Belém, a mancha no rio Arari começou a aparecer há aproximadamente um mês. As autoridades locais ainda não têm pistas sobre as causas do problema, que já prejudica a pesca no município.
Na semana passada, uma equipe da prefeitura visitou a localidade de Urubuquara --região do município que fica na costa da baía de Marajó-- para avaliar a situação.
De acordo com Alexandre Lima, assessor da prefeitura, os pescadores dizem que nunca viram nada parecido e estão assustados com a extensão da mancha. Apesar de descontínua, ela chega a ter dois quilômetros em alguns trechos do rio, segundo Lima.
A maior preocupação é com a diminuição do número de peixes e camarões, cuja pesca é uma das bases da economia do município, que tem cerca de 17 mil habitantes e 2.000 pescadores, segundo a prefeitura.
Não foram encontrados animais mortos, mas os camarões, principalmente, se tornaram escassos depois que a mancha apareceu.
A mancha entra no rio vinda da baía de Marajó, com o movimento da maré. Ao se concentrar nas margens, a substância seca e, ao ser observada ao sol, adquire nuances azuis, conforme descrição do assessor Lima.
"É como se as pedras das margens fossem pintadas com tinta", diz. A prefeitura não acredita que o problema seja causado por dejetos industriais, já que ela não tem cheiro, não está provocando a morte da fauna e não apresenta espuma.
De acordo com a prefeitura, a Defesa Civil do município já foi acionada, mas ainda não há uma definição das providências a ser tomadas.
A Defesa Civil Estadual informou que, até esta terça-feira, não havia sido notificada. Uma mancha parecida foi identificada recentemente em Barcarena (22 km de Belém). De acordo com a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Pará, a causa do problema foi a decomposição de algas, fenômeno comum na região.
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