08/03/2006
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12h47
Trocar experiências entre mulheres e disseminar informações sobre o parto normal. Essas foram as metas que levaram um grupo de mulheres a transformar uma lista de discussões pela internet no site Parto do Princípio, lançado nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher.
"Existe um uso indiscriminado da cesariana, mas nem sempre ela é necessária", diz a jornalista Daniela Buono, uma das fundadoras do site. "A nossa intenção é oferecer informações sobre o parto normal para as mulheres que não têm."
Mãe de Clara, hoje com um ano e três meses de idade, Buono afirma ter enfrentado problemas para optar pelo parto normal quando sua filha ia nascer. "Falei com três médicos e eles não queriam tocar no assunto. Sempre diziam que era melhor decidir na hora do parto", afirma.
Buono conta que os problemas que ela percebia eram os mesmos enfrentados por outras mulheres que participavam das discussões. O grupo decidiu formar uma rede de mulheres para trocar experiências, o que acabou gerando o site. "Decidimos fazer alguma coisa. No futuro ele deve se tornar uma ONG", diz.
"O parto normal é uma experiência indescritível. Eu me senti poderosa", diz a jornalista. "Além disso, oferece muito menos riscos para a mãe e as crianças".
Parto
Segundo o Ministério da Saúde, o número de partos normais realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) vem caindo desde 1999. O número de cesarianas, se não cresce proporcionalmente, vem aumentando desde 2002.
Em 1999, foram 1.992.568 partos normais. Cinco anos depois, o número havia caído para 1.626.092. O número de cesarianas não atinge a casa dos milhões, mas tem crescido: de 590.101 procedimentos em 2002 saltou para 617.687.
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da Folha OnlineTrocar experiências entre mulheres e disseminar informações sobre o parto normal. Essas foram as metas que levaram um grupo de mulheres a transformar uma lista de discussões pela internet no site Parto do Princípio, lançado nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher.
"Existe um uso indiscriminado da cesariana, mas nem sempre ela é necessária", diz a jornalista Daniela Buono, uma das fundadoras do site. "A nossa intenção é oferecer informações sobre o parto normal para as mulheres que não têm."
Mãe de Clara, hoje com um ano e três meses de idade, Buono afirma ter enfrentado problemas para optar pelo parto normal quando sua filha ia nascer. "Falei com três médicos e eles não queriam tocar no assunto. Sempre diziam que era melhor decidir na hora do parto", afirma.
Buono conta que os problemas que ela percebia eram os mesmos enfrentados por outras mulheres que participavam das discussões. O grupo decidiu formar uma rede de mulheres para trocar experiências, o que acabou gerando o site. "Decidimos fazer alguma coisa. No futuro ele deve se tornar uma ONG", diz.
"O parto normal é uma experiência indescritível. Eu me senti poderosa", diz a jornalista. "Além disso, oferece muito menos riscos para a mãe e as crianças".
Parto
Segundo o Ministério da Saúde, o número de partos normais realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) vem caindo desde 1999. O número de cesarianas, se não cresce proporcionalmente, vem aumentando desde 2002.
Em 1999, foram 1.992.568 partos normais. Cinco anos depois, o número havia caído para 1.626.092. O número de cesarianas não atinge a casa dos milhões, mas tem crescido: de 590.101 procedimentos em 2002 saltou para 617.687.
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