17/03/2006
-
10h09
da Folha de S.Paulo
Espera, filas sob sol quente ou chuva, a perda de um dia de trabalho, tensão por ter o documento negado. É isso o que enfrenta quem precisa de um visto para entrar nos Estados Unidos. Mas, a partir de maio, o turista ou estudante que agendar a renovação no consulado de São Paulo irá se livrar, ao menos, da entrevista.
Nesta semana, já entrou em vigor um projeto experimental do consulado para a renovação de vistos. Em pouco mais de um mês, o procedimento será expandido para todos os turistas e estudantes de programas de universidades que queiram a renovação. Nos demais consulados do país, a entrevista continua necessária.
A medida é uma resposta do consulado ao crescimento de 43% no pedido de vistos neste ano em comparação ao mesmo período de 2005 e às críticas por causa da dificuldade em retirar o documento. "Estamos passando por uma situação sem precedentes pelo aumento da procura", diz o cônsul-geral dos Estados Unidos, Christopher Mac Mullen.
Neste ano houve um "boom" na demanda, e a estrutura do consulado não tem dado conta do serviço. Os motivos são o preço do dólar, que virou um atrativo para quem quer, por exemplo, ir à Disney ou a Nova York, e o vencimento dos vistos de dez anos, expedidos de 1995 a 2003.
Em 1996, houve o recorde de expedição de vistos no consulado em São Paulo. Na época, mais de 297 mil pessoas conseguiram o documento. Em 1995, o número foi superior a 223 mil. Isso significa que cerca de 500 mil documentos vencidos precisam ser renovados, caso exista o desejo de retornar à terra do Tio Sam. Isso tudo sem contar a demanda habitual pela primeira emissão.
Uma estratégia para ampliar o atendimento é a eliminação da entrevista, o que já ocorre na renovação de vistos de negócios. Desde fevereiro, quem tem um visto dessa categoria --que venceu há menos de um ano ou está para vencer--, só precisa pagar as taxas, preencher os formulários e comparecer ao consulado.
Foi o que fez Sérgio Júlio, 44. O diretor de uma companhia de alimentos precisava da renovação para viagens da empresa e não passou na cabine dos entrevistadores norte-americanos. "Achei mais prático. Fiz todos os procedimentos normais, mas não tive de esperar pela entrevista", conta.
Rigor
Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, as regras para emissão e renovação de vistos ficaram mais rigorosas. As entrevistas, que antes eram dispensadas, passaram a ser compulsórias.
Também foi instituído um sistema de "fichamento", com foto e impressões digitais dos indicadores. Atualmente, o consulado em São Paulo realiza mais de 850 atendimentos por dia.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre vistos para os EUA
Renovação de visto para os EUA é agilizada
Publicidade
SIMONE HARNIKda Folha de S.Paulo
Espera, filas sob sol quente ou chuva, a perda de um dia de trabalho, tensão por ter o documento negado. É isso o que enfrenta quem precisa de um visto para entrar nos Estados Unidos. Mas, a partir de maio, o turista ou estudante que agendar a renovação no consulado de São Paulo irá se livrar, ao menos, da entrevista.
Nesta semana, já entrou em vigor um projeto experimental do consulado para a renovação de vistos. Em pouco mais de um mês, o procedimento será expandido para todos os turistas e estudantes de programas de universidades que queiram a renovação. Nos demais consulados do país, a entrevista continua necessária.
A medida é uma resposta do consulado ao crescimento de 43% no pedido de vistos neste ano em comparação ao mesmo período de 2005 e às críticas por causa da dificuldade em retirar o documento. "Estamos passando por uma situação sem precedentes pelo aumento da procura", diz o cônsul-geral dos Estados Unidos, Christopher Mac Mullen.
Neste ano houve um "boom" na demanda, e a estrutura do consulado não tem dado conta do serviço. Os motivos são o preço do dólar, que virou um atrativo para quem quer, por exemplo, ir à Disney ou a Nova York, e o vencimento dos vistos de dez anos, expedidos de 1995 a 2003.
Em 1996, houve o recorde de expedição de vistos no consulado em São Paulo. Na época, mais de 297 mil pessoas conseguiram o documento. Em 1995, o número foi superior a 223 mil. Isso significa que cerca de 500 mil documentos vencidos precisam ser renovados, caso exista o desejo de retornar à terra do Tio Sam. Isso tudo sem contar a demanda habitual pela primeira emissão.
Uma estratégia para ampliar o atendimento é a eliminação da entrevista, o que já ocorre na renovação de vistos de negócios. Desde fevereiro, quem tem um visto dessa categoria --que venceu há menos de um ano ou está para vencer--, só precisa pagar as taxas, preencher os formulários e comparecer ao consulado.
Foi o que fez Sérgio Júlio, 44. O diretor de uma companhia de alimentos precisava da renovação para viagens da empresa e não passou na cabine dos entrevistadores norte-americanos. "Achei mais prático. Fiz todos os procedimentos normais, mas não tive de esperar pela entrevista", conta.
Rigor
Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, as regras para emissão e renovação de vistos ficaram mais rigorosas. As entrevistas, que antes eram dispensadas, passaram a ser compulsórias.
Também foi instituído um sistema de "fichamento", com foto e impressões digitais dos indicadores. Atualmente, o consulado em São Paulo realiza mais de 850 atendimentos por dia.
Especial

