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Cotidiano
18/04/2006 - 21h06

Polícia investiga origem de fotos de sexo com universitária em SP

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JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha
ROGÉRIO MARTINEZ
Colaboração para a Agência Folha, em Marília

A Polícia Civil de Pompéia (474 km a noroeste de São Paulo) instaurou inquérito nesta terça-feira para apurar o autor da veiculação de fotos na internet de uma universitária da cidade nas quais ela aparece fazendo sexo com dois rapazes.

As imagens da jovem de 20 anos foram disponibilizadas no Orkut e em blogs. No material constava o fone da moça e de um rapaz apontado como namorado dela, que não aparecia nas fotografias.

Após a divulgação na rede mundial de computadores, a estudante de direito da Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília) em Marília, recebeu em sua página no site de relacionamentos Orkut cerca de 10 mil recados. A página foi retirada do ar. A maior parte das mensagens na página era ofensas contra a estudante, sua família e amigos.

"Estamos começando a investigação para achar quem soltou as fotos na internet. Em caso de ter havido mensagens ameaçadoras, ela pode requerer que seja instaurado um outro inquérito", disse o delegado-titular de Pompéia, Válter Bettio, que investiga o caso.

No entendimento de Bettio, o autor da divulgação das fotos pode responder a processo por injúria e difamação. Estão previstos para os próximos dias os depoimentos da jovem e dos dois rapazes.

Tumulto

Na quarta-feira passada, depois de um tumulto na faculdade onde estuda, a universitária teve de ser retirada do local escoltada pela Polícia Militar. A sala de aula da estudante foi cercada por alunos que gritavam ofensas, faziam piadas e ironizavam a moça.

A estudante não retornou à faculdade. De acordo com Antonio Carlos Vieira, 28, presidente do Diretório Acadêmico do curso de direito da Univem, ela já manifestou intenção de voltar às aulas. "Conversei com ela, pedi desculpas em nome do diretório e disse que a entidade repudia esse tipo de manifestação", afirmou Vieira.

O departamento de marketing da Univem, por e-mail, informou que "uma turma de curiosos queria ver ou conhecer a aluna e isso acabou chamando a atenção de outras pessoas que não tinham conhecimento do fato". Ainda conforme a entidade, "assustado com a aglomeração no corredor, um colega de outra sala tomou a iniciativa de chamar reforço policial que conduziu [a estudante] até o veículo sem maiores problemas".

Alunos da Univem evitam falar sobre o caso, em razão do risco de punição por envolvimento na manifestação.

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