04/05/2006
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13h59
Três testemunhas foram ouvidas entre as 10h e as 13h desta quinta-feira, aproximadamente, durante o júri de Antonio Pimenta Neves, 69, réu confesso da morte da ex-namorada --a também jornalista Sandra Gomide--, em 2000. O julgamento ocorre no fórum de Ibiúna (64 km a oeste de São Paulo) --cidade onde ocorreu o crime.
Foram ouvidas duas testemunhas de acusação --João Gomide, pai de Sandra, e Deomar Setti, dono do haras onde ocorreu o crime. Segundo a assessoria de imprensa do TJ (Tribunal de Justiça), Marlei Setti --também dona do haras-- foi ouvida como testemunha de juízo, a pedido da acusação e aceito pela defesa.
Ainda na tarde desta quinta-feira serão ouvidas três testemunhas de defesa e uma de juízo. Há, ainda, o depoimento de outra testemunha de acusação previsto, mas poderá ser dispensado pelo juiz Diego Ferreira Mendes.
Depoimentos
À Justiça, João Gomide falou como era o relacionamento da filha com Pimenta Neves. Disse que o jornalista era arrogante e agredia Sandra verbalmente. Falou, ainda, que a filha teria sido agredida também fisicamente. Durante as declarações, Pimenta Neves movimentou a cabeça negativamente.
O jornalista manteve a cabeça baixa e evitou ficar ao alcance da visão de João Gomide. Ele ficou sentado entre os advogados de defesa e, ao término do depoimento, retornou para a cadeira que ocupara ontem, na ponta da mesa. O pai de Sandra não via Pimenta Neves desde o crime.
Em seguida, foi ouvido Deomar Setti, dono do haras onde Sandra foi morta. Ele também considerou Pimenta Neves arrogante e, aos jornalistas, falou que, para ele, o crime foi premeditado. Justificou pelo fato de Pimenta Neves ter chegado cedo ao haras e mostrar preocupação com os veículos que entravam --supostamente para saber sobre a chegada de Sandra.
Marlei afirmou que Sandra teria sido ameaçada pelo jornalista. Meses antes do crime, ela teria visto marcas de violência no corpo da vítima.
Depois dos depoimentos, ocorrerá a fase de debates entre a defesa e a acusação. A expectativa é que a sentença seja conhecida na noite desta quinta. O júri é composto por quatro mulheres e três homens.
Crime
O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, em um haras. Sandra Gomide, à época com 32 anos, foi atingida por dois tiros: um nas costas e outro no ouvido.
A defesa do jornalista afirma que ele agiu sob forte emoção. Pimenta Neves foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso com duas qualificadoras (agravantes): motivo torpe (ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (tiro pelas costas).
Ex-diretor de Redação do jornal "O Estado de S.Paulo", o jornalista ficou sete meses preso. Em março de 2001, o STF concedeu uma liminar permitindo a Pimenta Neves aguardar o julgamento em liberdade. Para o STF, ele não representa risco à sociedade.
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da Folha OnlineTrês testemunhas foram ouvidas entre as 10h e as 13h desta quinta-feira, aproximadamente, durante o júri de Antonio Pimenta Neves, 69, réu confesso da morte da ex-namorada --a também jornalista Sandra Gomide--, em 2000. O julgamento ocorre no fórum de Ibiúna (64 km a oeste de São Paulo) --cidade onde ocorreu o crime.
Foram ouvidas duas testemunhas de acusação --João Gomide, pai de Sandra, e Deomar Setti, dono do haras onde ocorreu o crime. Segundo a assessoria de imprensa do TJ (Tribunal de Justiça), Marlei Setti --também dona do haras-- foi ouvida como testemunha de juízo, a pedido da acusação e aceito pela defesa.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Pimenta Neves no fórum de Ibiúna, onde ocorre julgamento |
Ainda na tarde desta quinta-feira serão ouvidas três testemunhas de defesa e uma de juízo. Há, ainda, o depoimento de outra testemunha de acusação previsto, mas poderá ser dispensado pelo juiz Diego Ferreira Mendes.
Depoimentos
À Justiça, João Gomide falou como era o relacionamento da filha com Pimenta Neves. Disse que o jornalista era arrogante e agredia Sandra verbalmente. Falou, ainda, que a filha teria sido agredida também fisicamente. Durante as declarações, Pimenta Neves movimentou a cabeça negativamente.
O jornalista manteve a cabeça baixa e evitou ficar ao alcance da visão de João Gomide. Ele ficou sentado entre os advogados de defesa e, ao término do depoimento, retornou para a cadeira que ocupara ontem, na ponta da mesa. O pai de Sandra não via Pimenta Neves desde o crime.
Em seguida, foi ouvido Deomar Setti, dono do haras onde Sandra foi morta. Ele também considerou Pimenta Neves arrogante e, aos jornalistas, falou que, para ele, o crime foi premeditado. Justificou pelo fato de Pimenta Neves ter chegado cedo ao haras e mostrar preocupação com os veículos que entravam --supostamente para saber sobre a chegada de Sandra.
Marlei afirmou que Sandra teria sido ameaçada pelo jornalista. Meses antes do crime, ela teria visto marcas de violência no corpo da vítima.
Depois dos depoimentos, ocorrerá a fase de debates entre a defesa e a acusação. A expectativa é que a sentença seja conhecida na noite desta quinta. O júri é composto por quatro mulheres e três homens.
Crime
O crime ocorreu no dia 20 de agosto de 2000, em um haras. Sandra Gomide, à época com 32 anos, foi atingida por dois tiros: um nas costas e outro no ouvido.
A defesa do jornalista afirma que ele agiu sob forte emoção. Pimenta Neves foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso com duas qualificadoras (agravantes): motivo torpe (ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (tiro pelas costas).
Ex-diretor de Redação do jornal "O Estado de S.Paulo", o jornalista ficou sete meses preso. Em março de 2001, o STF concedeu uma liminar permitindo a Pimenta Neves aguardar o julgamento em liberdade. Para o STF, ele não representa risco à sociedade.
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