06/05/2006
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10h58
da Folha de S.Paulo, no Rio
Análises da areia da praia de Copacabana, um dos principais cartões-postais do Rio, mostram que banhistas estão sujeitos a contrair verminoses, hepatite, micoses e bactérias. Um relatório elaborado pela Escola de Ciência e Tecnologia da Unigranrio, a pedido da Comissão de Meio Ambiente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio), atesta a presença de larvas e ovos do parasita nematódea, que indica a contaminação por matéria orgânica.
O teste foi feito nos dias 19 e 27, com a coleta de 30 amostras de areia em quatro pontos da orla, do Leme a Copacabana. Os trechos foram escolhidos por estarem próximos a línguas negras (manchas de esgoto a céu aberto) e ficam em frente às ruas Aurelino Leal, Barão de Ipanema, Santa Clara e Souza Lima.
As causas da contaminação, segundo o estudo, vão desde o comportamento dos banhistas, que insistem em levar cães à praia, à falta de saneamento, que leva o esgoto de favelas próximas à orla para as praias.
Segundo o responsável pelo relatório, David Zee, não existem estudos desse tipo no mundo, porque não é comum fazer análise da areia, mas apenas da água.
A pesquisa é feita de duas maneiras. A primeira é por amostragem: escolhem-se trechos da praia, coleta-se a areia e analisa-se a amostra, resíduo por resíduo, num microscópio. "Começamos a identificar vermes que são encontrados em intestinos de cães e gatos e em fezes de pombos."
A outra parte é feita pela lavagem da areia --recolhe-se 50 gramas de areia, que são lavados com água destilada e esterilizados. A análise para os coliformes é feita na água que lavou a areia.
Os maiores alvos de contaminação são as crianças, que pegam na areia e colocam a mão na boca. As principais doenças são amebíase, que causa infecção intestinal; ascaridiose, a popular lombriga; e oxiurose, a mais freqüente verminose. Adultos são mais contaminados pelos pés e pelo ânus, por se sentarem na areia.
As melhores formas de o banhista se precaver de contaminação, segundo Zee, são: posicionar-se sempre o mais próximo possível da arrebentação, já que a salinização e o movimento do mar lavam a areia, e comparar a coloração da areia seca que fica perto da arrebentação com a do local onde o banhista pretende se instalar --se houver diferença, a área escolhida está imprópria.
A Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) não considera que haja tanta contaminação da praia e aconselha banhistas a evitar locais de língua negra e banhos depois de chuvas.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre balneabilidade das praias
Areia de Copacabana está contaminada, diz estudo
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TALITA FIGUEIREDOda Folha de S.Paulo, no Rio
Análises da areia da praia de Copacabana, um dos principais cartões-postais do Rio, mostram que banhistas estão sujeitos a contrair verminoses, hepatite, micoses e bactérias. Um relatório elaborado pela Escola de Ciência e Tecnologia da Unigranrio, a pedido da Comissão de Meio Ambiente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio), atesta a presença de larvas e ovos do parasita nematódea, que indica a contaminação por matéria orgânica.
O teste foi feito nos dias 19 e 27, com a coleta de 30 amostras de areia em quatro pontos da orla, do Leme a Copacabana. Os trechos foram escolhidos por estarem próximos a línguas negras (manchas de esgoto a céu aberto) e ficam em frente às ruas Aurelino Leal, Barão de Ipanema, Santa Clara e Souza Lima.
As causas da contaminação, segundo o estudo, vão desde o comportamento dos banhistas, que insistem em levar cães à praia, à falta de saneamento, que leva o esgoto de favelas próximas à orla para as praias.
Segundo o responsável pelo relatório, David Zee, não existem estudos desse tipo no mundo, porque não é comum fazer análise da areia, mas apenas da água.
A pesquisa é feita de duas maneiras. A primeira é por amostragem: escolhem-se trechos da praia, coleta-se a areia e analisa-se a amostra, resíduo por resíduo, num microscópio. "Começamos a identificar vermes que são encontrados em intestinos de cães e gatos e em fezes de pombos."
A outra parte é feita pela lavagem da areia --recolhe-se 50 gramas de areia, que são lavados com água destilada e esterilizados. A análise para os coliformes é feita na água que lavou a areia.
Os maiores alvos de contaminação são as crianças, que pegam na areia e colocam a mão na boca. As principais doenças são amebíase, que causa infecção intestinal; ascaridiose, a popular lombriga; e oxiurose, a mais freqüente verminose. Adultos são mais contaminados pelos pés e pelo ânus, por se sentarem na areia.
As melhores formas de o banhista se precaver de contaminação, segundo Zee, são: posicionar-se sempre o mais próximo possível da arrebentação, já que a salinização e o movimento do mar lavam a areia, e comparar a coloração da areia seca que fica perto da arrebentação com a do local onde o banhista pretende se instalar --se houver diferença, a área escolhida está imprópria.
A Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) não considera que haja tanta contaminação da praia e aconselha banhistas a evitar locais de língua negra e banhos depois de chuvas.
Especial

