13/05/2006
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18h36
A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) classificou os ataques a polícia de São Paulo ocorridos entre a noite de sexta-feira e manhã deste sábado de "guerrilha urbana".
Na nota divulgada hoje, o órgão manifestou uma profunda preocupação com o nível de violência e articulação do crime organizado nas ações que deixaram ao menos 30 mortos.
"Este grave episódio que fez tantas vítimas inocentes e do qual ainda não temos a devida dimensão requer das autoridades uma atitude enérgica no sentido de fazer cessar essa verdadeira 'guerrilha urbana'", diz ainda a nota assinada pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso.
Para o órgão, "a sensação de impunidade está entre os principais fatores da ousadia do crime organizado".
Leia abaixo a íntegra da nota da OAB-SP
"Diante dos 55 ataques perpetrados a postos policiais no Estado e de uma nova megarebelião nos presídios , na madrugada de ontem (12/5), a Seção Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil externa sua profunda preocupação com o nível de violência e de organização do crime organizado, capaz de promover um verdadeiro enfrentamento com as forças do Estado.
Este grave episódio que fez tantas vítimas inocentes e do qual ainda não temos a devida dimensão requer das autoridades uma atitude enérgica no sentido de fazer cessar essa verdadeira "guerrilha urbana" e desarticular as ações do crime organizado.
A sensação de impunidade está entre os principais fatores da ousadia do crime organizado, cujo crescimento só acontece quando seu objetivo maior é alcançado: os "lucros" do crime. Por isso, o combate efetivo à lavagem de dinheiro pode ser mais eficaz do que uma legislação penal mais rigorosa. Torna-se fundamental, igualmente, coibir a comunicação entre criminosos dentro e fora das prisões e sua conseqüente articulação; assim como a criação de um serviço de inteligência policial capaz de antever ações violentas e abortá-las.
Nesse momento grave, de confrontação e exibição de força do crime organizado, a sociedade espera apreensiva que o Poder Público garanta a segurança da população e a normalidade em todo o Estado de São Paulo. A segurança pública tem papel fundamental no Estado Democrático de Direito.
São Paulo, 13 de maio de 2006.
Luiz Flávio Borges D'Urso
Presidente da OAB-SP"
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OAB-SP classifica ataques em SP como "guerrilha urbana"
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da Folha OnlineA OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) classificou os ataques a polícia de São Paulo ocorridos entre a noite de sexta-feira e manhã deste sábado de "guerrilha urbana".
Na nota divulgada hoje, o órgão manifestou uma profunda preocupação com o nível de violência e articulação do crime organizado nas ações que deixaram ao menos 30 mortos.
"Este grave episódio que fez tantas vítimas inocentes e do qual ainda não temos a devida dimensão requer das autoridades uma atitude enérgica no sentido de fazer cessar essa verdadeira 'guerrilha urbana'", diz ainda a nota assinada pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso.
Para o órgão, "a sensação de impunidade está entre os principais fatores da ousadia do crime organizado".
Leia abaixo a íntegra da nota da OAB-SP
"Diante dos 55 ataques perpetrados a postos policiais no Estado e de uma nova megarebelião nos presídios , na madrugada de ontem (12/5), a Seção Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil externa sua profunda preocupação com o nível de violência e de organização do crime organizado, capaz de promover um verdadeiro enfrentamento com as forças do Estado.
Este grave episódio que fez tantas vítimas inocentes e do qual ainda não temos a devida dimensão requer das autoridades uma atitude enérgica no sentido de fazer cessar essa verdadeira "guerrilha urbana" e desarticular as ações do crime organizado.
A sensação de impunidade está entre os principais fatores da ousadia do crime organizado, cujo crescimento só acontece quando seu objetivo maior é alcançado: os "lucros" do crime. Por isso, o combate efetivo à lavagem de dinheiro pode ser mais eficaz do que uma legislação penal mais rigorosa. Torna-se fundamental, igualmente, coibir a comunicação entre criminosos dentro e fora das prisões e sua conseqüente articulação; assim como a criação de um serviço de inteligência policial capaz de antever ações violentas e abortá-las.
Nesse momento grave, de confrontação e exibição de força do crime organizado, a sociedade espera apreensiva que o Poder Público garanta a segurança da população e a normalidade em todo o Estado de São Paulo. A segurança pública tem papel fundamental no Estado Democrático de Direito.
São Paulo, 13 de maio de 2006.
Luiz Flávio Borges D'Urso
Presidente da OAB-SP"
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