14/05/2006
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12h06
A onda de violência comandada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo causou ao menos 52 mortes no Estado e se espalhou para ao menos 36 penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) do Estado, desde a última sexta-feira (12). Neste domingo, rebelados mantêm mais de cem reféns em ao menos 20 unidades.
Nas ruas, a maior série de ataques contra forças de segurança já ocorrida no Estado, também se intensificou e, desde o início das ações, o crime organizado já promoveu cem ataques em diferentes pontos. Dos 52 mortos, 35 são policiais civis, militares, integrantes de guardas metropolitanas ou agentes de segurança de penitenciária. Também morreram três civis --entre eles a namorada de um policial-- e 14 suspeitos de envolvimento nos crimes.
As rebeliões começaram na tarde de sexta, em Avaré e em Iaras. Neste domingo, entre as unidades rebeladas estão os CDPs de São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Belém, a cadeia feminina de Campinas, e os presídios Itapetininga 1 e 2, Praia Grande, Adriano Marrey (Guarulhos), Pirajuí 2, Assis, Hortolândia, Martinópolis, Getulina, Mirandópolis 1 e 2, Potim 2, Casa Branca, Álvaro Carvalho e Marília.
Segundo o governo do Estado, São Paulo tem 33 CDPs e 74 presídios.
Em 2001, uma megarrebelião orquestrada pelo PCC atingiu 29 unidades no dia 18 de fevereiro. Os líderes do grupo conseguiram organizar o movimento e dar a ordem para o início dos motins se comunicando por meio de telefones celulares. O dia escolhido foi um domingo --quando os presídios estavam cheios de parentes e amigos dos detentos que faziam a visita semanal.
Reação
As ações são orquestradas pelo PCC, em retaliação à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção. Na quinta-feira (11), 765 presos foram transferidos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), com a intenção de coibir ações promovidas pela facção.
Na sexta, oito lideres do PCC foram levados para depoimento na sede do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), na zona norte de São Paulo. Entre eles estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. No sábado, ele foi levado para a penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), considerada a mais segura do país. Na unidade, ele ficará sob o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), mais rigoroso.
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da Folha OnlineA onda de violência comandada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo causou ao menos 52 mortes no Estado e se espalhou para ao menos 36 penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) do Estado, desde a última sexta-feira (12). Neste domingo, rebelados mantêm mais de cem reféns em ao menos 20 unidades.
Nas ruas, a maior série de ataques contra forças de segurança já ocorrida no Estado, também se intensificou e, desde o início das ações, o crime organizado já promoveu cem ataques em diferentes pontos. Dos 52 mortos, 35 são policiais civis, militares, integrantes de guardas metropolitanas ou agentes de segurança de penitenciária. Também morreram três civis --entre eles a namorada de um policial-- e 14 suspeitos de envolvimento nos crimes.
As rebeliões começaram na tarde de sexta, em Avaré e em Iaras. Neste domingo, entre as unidades rebeladas estão os CDPs de São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Belém, a cadeia feminina de Campinas, e os presídios Itapetininga 1 e 2, Praia Grande, Adriano Marrey (Guarulhos), Pirajuí 2, Assis, Hortolândia, Martinópolis, Getulina, Mirandópolis 1 e 2, Potim 2, Casa Branca, Álvaro Carvalho e Marília.
Segundo o governo do Estado, São Paulo tem 33 CDPs e 74 presídios.
Em 2001, uma megarrebelião orquestrada pelo PCC atingiu 29 unidades no dia 18 de fevereiro. Os líderes do grupo conseguiram organizar o movimento e dar a ordem para o início dos motins se comunicando por meio de telefones celulares. O dia escolhido foi um domingo --quando os presídios estavam cheios de parentes e amigos dos detentos que faziam a visita semanal.
Reação
As ações são orquestradas pelo PCC, em retaliação à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção. Na quinta-feira (11), 765 presos foram transferidos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), com a intenção de coibir ações promovidas pela facção.
Na sexta, oito lideres do PCC foram levados para depoimento na sede do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), na zona norte de São Paulo. Entre eles estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. No sábado, ele foi levado para a penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), considerada a mais segura do país. Na unidade, ele ficará sob o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), mais rigoroso.
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