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Cotidiano
18/05/2006 - 00h31

Funcionários do sistema prisional de SP ameaçam entrar em greve

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da Agência Folha

Sindicalistas do sistema prisional de São Paulo afirmaram na quarta-feira (17) à Folha que a categoria deve decidir, em assembléia convocada para esta quinta-feira e para sexta (19), pela paralisação de atividades.

Os agentes penitenciários de São Paulo reivindicam mais segurança no trabalho, contratação de servidores --apontam déficit de 31 mil agentes-- e recomposição salarial de 40%. São cerca de 28 mil agentes no Estado, cujo salário inicial é de R$ 1.250.

A reportagem ouviu 5 das 11 coordenadorias regionais do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo).

Em todos os casos, os sindicalistas afirmaram que a insatisfação na categoria é geral. A onda de violência promovida pelo PCC --em que mais de 300 agentes foram feitos reféns em rebeliões e oito foram mortos-- agravou a situação. "O clima é de revolta. Chegamos no limite do caos", afirmou o coordenador regional de Mirandópolis, Renato Foshina.

Segundo João Batista Pancioni, da executiva estadual do sindicato, a convocação da assembléia foi uma demanda dos próprios agentes. "Eles estão ligando e cobrando uma ação do sindicato." O Sifuspesp também criticou a negociação do governo com a cúpula do PCC. "Basta de acordos entre o crime organizado e o governo", diz o informe do sindicato sobre a assembléia.

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou, por meio da assessoria de imprensa, que três concursos públicos para contratação de agentes estão em andamento. Afirmou também que, no Estado, há uma média de 4,86 presos por funcionário, o que estaria de acordo com normas internacionais de segurança.

Sobre as reivindicações salariais e por mais segurança nos presídios, a assessoria da SAP informou que não é possível comentar as demandas sem que elas estejam oficializadas.

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