18/05/2006
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17h35
O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta quinta-feira um inquérito para investigar se o secretário estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, cometeu algum crime ligado à administração pública quando permitiu que 28 televisores de origem desconhecida fossem instalados em presídios do Estado.
De acordo com o Ministério Público, a suspeita surgiu quando reportagens revelaram que Furukawa admitiu ter recebido os televisores --enviado pelos correios por apenas um remetente-- sem qualquer comprovação de origem. Os aparelhos teriam sido comprados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e sua instalação teria sido negociada com o governo.
Para os promotores Saad Mazloum e Silvio Antonio Marques, o recebimento dos televisores "atenta contra a lei e os princípios da administração pública, notadamente da legalidade, moralidade e lealdade às instituições, valores que devem nortear a conduta de todos os agentes públicos".
Parte dos aparelhos foi enviada à penitenciária 1 de Avaré. Na época, um dos detentos que seria beneficiado era o chefe do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros integrantes da cúpula da facção. No sábado passado (13), eles foram transferidos para o presídio de Presidente Bernardes (620 km a oeste de São Paulo).
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Promotoria apura conduta de secretário que permitiu TVs em prisões
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da Folha OnlineO Ministério Público de São Paulo instaurou nesta quinta-feira um inquérito para investigar se o secretário estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, cometeu algum crime ligado à administração pública quando permitiu que 28 televisores de origem desconhecida fossem instalados em presídios do Estado.
De acordo com o Ministério Público, a suspeita surgiu quando reportagens revelaram que Furukawa admitiu ter recebido os televisores --enviado pelos correios por apenas um remetente-- sem qualquer comprovação de origem. Os aparelhos teriam sido comprados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e sua instalação teria sido negociada com o governo.
Para os promotores Saad Mazloum e Silvio Antonio Marques, o recebimento dos televisores "atenta contra a lei e os princípios da administração pública, notadamente da legalidade, moralidade e lealdade às instituições, valores que devem nortear a conduta de todos os agentes públicos".
Parte dos aparelhos foi enviada à penitenciária 1 de Avaré. Na época, um dos detentos que seria beneficiado era o chefe do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros integrantes da cúpula da facção. No sábado passado (13), eles foram transferidos para o presídio de Presidente Bernardes (620 km a oeste de São Paulo).
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