18/05/2006
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18h58
da Folha Online
O presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), enviou nesta quinta-feira ao presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, um ofício denunciando os advogados Maria Cristina de Souza e Sérgio Wesley da Cunha, supostamente ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), por "corrupção ativa".
Torgan pede no ofício que Busato "tome providências no sentido de suspender dos advogados o direito do exercício da profissão até a completa apuração da denúncia".
O deputado alega que investigações realizadas pela Câmara atestam que Cunha e Rachado "compraram de um servidor terceirizado" da Casa uma "gravação de reunião reservada realizada por esse órgão no dia 10 do mês em curso contendo informações sigilosas".
O ex-operador de áudio da Câmara Arthur Vinicius Silva admitiu na quarta (17), em depoimento à CPI, ter vendido por R$ 200 dois CDs com a gravação dos depoimentos dos delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), prestadas em sessão reservada.
Na audiência, os delegados informaram, segundo a CPI, que isolariam um grupo de presos considerados de alta periculosidade --incluindo líderes da facção-- e que tinham conhecimento do plano dos criminosos de promover uma megarrebelião no domingo passado, Dia das Mães.
Por meio dos advogados, as informações teriam chegado ao líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, e influenciado no início da onda de violência promovida pelo PCC desde sexta passada (12).
OAB
Por meio de sua assessoria de imprensa, Busato afirmou que cabe às seccionais da Ordem investigar denúncias contra advogados, e não ao Conselho Federal do órgão.
Por isso, o ofício com a solicitação de suspensão dos advogados foi remetido ao presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, para que ele "tome as providências cabíveis para dar andamento às investigações quanto à eventual participação de ambos os advogados no caso".
Outro lado
Cunha nega que ele --ou seu cliente-- mantenham qualquer ligação com o PCC. O advogado é responsável pela defesa de Leandro Lima de Carvalho, preso no último dia 1º de maio e suspeito de envolvimento em uma tentativa de resgate de Marcola, denunciada por interceptações telefônicas.
Maria Cristina Rachado também disse que não teve acesso à fita com os depoimentos.
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CPI pede à OAB suspensão de advogados supostamente ligados ao PCC
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ANDREZA MATAISda Folha Online
O presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), enviou nesta quinta-feira ao presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, um ofício denunciando os advogados Maria Cristina de Souza e Sérgio Wesley da Cunha, supostamente ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), por "corrupção ativa".
Torgan pede no ofício que Busato "tome providências no sentido de suspender dos advogados o direito do exercício da profissão até a completa apuração da denúncia".
O deputado alega que investigações realizadas pela Câmara atestam que Cunha e Rachado "compraram de um servidor terceirizado" da Casa uma "gravação de reunião reservada realizada por esse órgão no dia 10 do mês em curso contendo informações sigilosas".
O ex-operador de áudio da Câmara Arthur Vinicius Silva admitiu na quarta (17), em depoimento à CPI, ter vendido por R$ 200 dois CDs com a gravação dos depoimentos dos delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), prestadas em sessão reservada.
Na audiência, os delegados informaram, segundo a CPI, que isolariam um grupo de presos considerados de alta periculosidade --incluindo líderes da facção-- e que tinham conhecimento do plano dos criminosos de promover uma megarrebelião no domingo passado, Dia das Mães.
Por meio dos advogados, as informações teriam chegado ao líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, e influenciado no início da onda de violência promovida pelo PCC desde sexta passada (12).
OAB
Por meio de sua assessoria de imprensa, Busato afirmou que cabe às seccionais da Ordem investigar denúncias contra advogados, e não ao Conselho Federal do órgão.
Por isso, o ofício com a solicitação de suspensão dos advogados foi remetido ao presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, para que ele "tome as providências cabíveis para dar andamento às investigações quanto à eventual participação de ambos os advogados no caso".
Outro lado
Cunha nega que ele --ou seu cliente-- mantenham qualquer ligação com o PCC. O advogado é responsável pela defesa de Leandro Lima de Carvalho, preso no último dia 1º de maio e suspeito de envolvimento em uma tentativa de resgate de Marcola, denunciada por interceptações telefônicas.
Maria Cristina Rachado também disse que não teve acesso à fita com os depoimentos.
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