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Cotidiano
19/05/2006 - 18h35

PM confirma duas ocorrências em SP, apesar do clima de tranqüilidade

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da Folha Online

O clima de calma em São Paulo, após a maior série de ataques a forças de segurança e de rebeliões da história do Estado, foi perturbado por apenas duas ocorrências na madrugada desta sexta-feira, segundo o coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, comandante-geral da PM (Polícia Militar).

Os dois casos ocorreram na capital e em Ribeirão Preto. Sua possível ligação com as ações promovidas pelo crime organizado --especialmente pelo PCC (Primeiro Comando da Capital)-- deverá ser investigada.

Por volta das 2h30 desta sexta, homens atiraram contra a sede da Guarda Municipal em São Roque. O coronel, porém, não confirmou o caso.

Para o coronel, o número de ocorrências registradas em todo o Estado caiu nos últimos dias porque "os cidadãos de bem estavam em casa". "Foi mais fácil identificar os bandidos." Ele disse que os ataques ocorridos "nas últimas 30 horas" foram feitos por "delinqüentes de segunda categoria".

Borges disse ainda que acreditar que os integrantes do PCC que vivem em São Paulo fugiram. Os ataques foram mais intensos entre sexta-feira (12) e segunda-feira (15). Há suspeitas de que representantes do governo tenham estabelecido um acordo com o chefe da facção criminosa, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, no domingo (14).

Números

Desde o início da série de ataques --a maior contra as forças de segurança já ocorrida no Estado--, 107 suspeitos foram mortos.

Outras 45 pessoas morreram: 23 policiais militares, sete policiais civis, três guardas municipais, oito agentes de segurança penitenciária e quatro civis --sendo uma namorada de um policial.

Somadas às mortes de nove detentos de penitenciárias e CDPs (Centros de Detenção Provisória) ocorridas durante os motins, o total de pessoas mortas em decorrência da onda de crimes sobe para 161. Outros nove presos também teriam morrido em motins, o que elevaria o número para 170.

Segundo balanço divulgado na quinta-feira pela Secretaria da Segurança, desde o dia 12 foram registrados 293 ataques no Estado --82 a ônibus, 56 a residências de policiais, 17 a bancos e caixas eletrônicos, um à garagem de ônibus, um à estação de metrô, um à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), além de outras 135 "agressões diversas".

Colaboraram DIÓGENES MUNIZ e GABRIELA MANZINI da Folha Online

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