08/06/2006
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14h37
Editora de Cotidiano da Folha Online
Deputados da CPI do Tráfico de Armas chegaram por volta das 13h desta quinta-feira ao presídio de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo) para ouvir Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da máximo da facção criminosa PCC.
Ele demonstrou irritação com a presença de fotógrafos e evitou olhar para as câmeras. Além de falar sobre tráfico de armas e suas possíveis rotas, Marcola deverá ser questionado sobre a onda de ataques ocorrida em São Paulo entre 12 e 19 de maio --a maior já ocorrida contra as forças de segurança do Estado-- e o suposto acordo feito na ocasião entre ele e o governo de São Paulo, para o fim da violência.
Marcola também deve responder sobre o vazamento da gravação dos depoimentos de dois delegados do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) à CPI. Os advogados Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado --que defende Marcola-- são suspeitos de ter comprado, por R$ 200, a gravação de uma sessão secreta, com depoimentos dados pelos delegados Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz.
Para a comissão, a onda de violência seria uma reação das lideranças do PCC após terem acesso às declarações dos policiais. Os ataques em São Paulo começaram após decisão do governo do Estado de isolar lideranças da facção.
Segurança
Por questões de segurança, Marcola será ouvido na penitenciária em que está preso, onde vigora o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). A CPI chegou a cogitar a realização do depoimento na própria Câmara e no fórum da Barra Funda (zona oeste de São Paulo), hipóteses logo descartadas.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), havia vetado o depoimento de Marcola nas dependências da Casa, por considerar que o local não oferecia a segurança necessária. A decisão de ouvir o criminoso no interior também levou em conta o argumento do secretário da Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, de que a transferência de Marcola para a capital, para o depoimento, poderia ser arriscada.
A viagem dos deputados é acompanhada de um esquema especial de segurança da Polícia Federal. Desde que a CPI decidiu ouvir Marcola, ameaças de morte foram recebidas na Câmara.
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Deputados ouvem Marcola na penitenciária de Presidente Bernardes
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LÍVIA MARRAEditora de Cotidiano da Folha Online
Deputados da CPI do Tráfico de Armas chegaram por volta das 13h desta quinta-feira ao presídio de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo) para ouvir Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da máximo da facção criminosa PCC.
| Reuters |
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| Marcola, líder do PCC |
Ele demonstrou irritação com a presença de fotógrafos e evitou olhar para as câmeras. Além de falar sobre tráfico de armas e suas possíveis rotas, Marcola deverá ser questionado sobre a onda de ataques ocorrida em São Paulo entre 12 e 19 de maio --a maior já ocorrida contra as forças de segurança do Estado-- e o suposto acordo feito na ocasião entre ele e o governo de São Paulo, para o fim da violência.
Marcola também deve responder sobre o vazamento da gravação dos depoimentos de dois delegados do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) à CPI. Os advogados Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado --que defende Marcola-- são suspeitos de ter comprado, por R$ 200, a gravação de uma sessão secreta, com depoimentos dados pelos delegados Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz.
Para a comissão, a onda de violência seria uma reação das lideranças do PCC após terem acesso às declarações dos policiais. Os ataques em São Paulo começaram após decisão do governo do Estado de isolar lideranças da facção.
| Folha Imagem |
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| Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, cobre o rosto durante depoimento a deputados |
Segurança
Por questões de segurança, Marcola será ouvido na penitenciária em que está preso, onde vigora o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). A CPI chegou a cogitar a realização do depoimento na própria Câmara e no fórum da Barra Funda (zona oeste de São Paulo), hipóteses logo descartadas.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), havia vetado o depoimento de Marcola nas dependências da Casa, por considerar que o local não oferecia a segurança necessária. A decisão de ouvir o criminoso no interior também levou em conta o argumento do secretário da Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, de que a transferência de Marcola para a capital, para o depoimento, poderia ser arriscada.
A viagem dos deputados é acompanhada de um esquema especial de segurança da Polícia Federal. Desde que a CPI decidiu ouvir Marcola, ameaças de morte foram recebidas na Câmara.
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