12/06/2006
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22h33
da Agência Folha, em Recife
Um adolescente de 16 anos foi assassinado na madrugada desta segunda-feira, em Recife (PE), horas antes de depor à Justiça sobre uma agressão com duas mortes supostamente praticada por policiais militares contra 17 rapazes durante o Carnaval deste ano.
O rapaz fazia parte do grupo que teria sido agredido. Ele foi assassinado a tiros próximo de sua casa, quando retornava de um pagode. A Polícia Civil apura a causa do crime, mas o assassino não foi identificado.
Os pais da vítima não descartam a possibilidade de "queima de arquivo", mas preferem aguardar as investigações. Além dessa possibilidade, a polícia apura também uma eventual participação do rapaz com "galeras" (grupos envolvidos em pequenos delitos).
A morte e a ausência de um dos advogados dos policiais acusados provocou o adiamento da audiência, que ocorreria hoje. A sessão foi remarcada para quarta-feira.
A suposta agressão aos adolescentes teria acontecido na noite de 27 de fevereiro. Os 17 jovens teriam sido abordados por policiais militares no bairro do Recife, região central da cidade.
Acusados de promover um "arrastão" contra foliões que se divertiam no local, eles teriam sido levados até uma ponte que passa sobre o rio Capibaribe.
Os rapazes disseram em depoimento que foram espancados e obrigados a entrar no rio. Dois adolescentes, Zinael José Souza da Silva, 17, que é filho de um soldado da PM, e Diogo Rozendo Ferreira, 15, não sabiam nadar e morreram afogados.
Um tenente, um sargento e três soldados foram indiciados e estão presos. Em depoimento, eles negaram as agressões e a intenção de matar as vítimas.
Especial
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Jovem que acusava PMs de agressão é morto em Recife
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FÁBIO GUIBUda Agência Folha, em Recife
Um adolescente de 16 anos foi assassinado na madrugada desta segunda-feira, em Recife (PE), horas antes de depor à Justiça sobre uma agressão com duas mortes supostamente praticada por policiais militares contra 17 rapazes durante o Carnaval deste ano.
O rapaz fazia parte do grupo que teria sido agredido. Ele foi assassinado a tiros próximo de sua casa, quando retornava de um pagode. A Polícia Civil apura a causa do crime, mas o assassino não foi identificado.
Os pais da vítima não descartam a possibilidade de "queima de arquivo", mas preferem aguardar as investigações. Além dessa possibilidade, a polícia apura também uma eventual participação do rapaz com "galeras" (grupos envolvidos em pequenos delitos).
A morte e a ausência de um dos advogados dos policiais acusados provocou o adiamento da audiência, que ocorreria hoje. A sessão foi remarcada para quarta-feira.
A suposta agressão aos adolescentes teria acontecido na noite de 27 de fevereiro. Os 17 jovens teriam sido abordados por policiais militares no bairro do Recife, região central da cidade.
Acusados de promover um "arrastão" contra foliões que se divertiam no local, eles teriam sido levados até uma ponte que passa sobre o rio Capibaribe.
Os rapazes disseram em depoimento que foram espancados e obrigados a entrar no rio. Dois adolescentes, Zinael José Souza da Silva, 17, que é filho de um soldado da PM, e Diogo Rozendo Ferreira, 15, não sabiam nadar e morreram afogados.
Um tenente, um sargento e três soldados foram indiciados e estão presos. Em depoimento, eles negaram as agressões e a intenção de matar as vítimas.
Especial

