20/07/2006
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17h45
O advogado Mauro Octávio Nacif, o mais teatral dos defensores de Suzane von Richthofen, 22, acusada de ter participado da morte dos pais em 2002, chegou na tarde desta quinta-feira ao fórum da Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Ele não acompanhou a sessão durante toda a manhã, devido a um descolamento da retina.
Pouco antes do começo da sessão desta quinta-feira, o colega dele e também defensor de Suzane, Mário Sérgio de Oliveira Filho, comunicou à imprensa que Nacif havia sofrido o problema e que precisou buscar atendimento em uma clínica no Ibirapuera (zona sul de São Paulo).
Quando chegou ao fórum, Nacif estava com a cabeça permanentemente inclinada para o lado esquerdo. Sua alegação era o próprio descolamento de retina. Ao ar livre, ele ainda ostentava um par de óculos escuros.
O atraso de Nacif não influenciou neste quarto dia de júri. O julgamento começou na segunda-feira (17). Suzane, o então namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, são réus confessos no processo que os acusa de ter planejado e matado os pais dela, Manfred e Marísia, em outubro de 2002.
Para o Ministério Público, o problema envolvendo Nacif colaborou com a tática de estender a leitura das peças processuais e pretende distanciar dois momentos: o emocionado segundo interrogatório de Cristian, ocorrido no final da noite de quarta (19), da votação dos jurados.
Nesta manhã, ao chegar ao fórum da Barra Funda, onde acontece o júri, Oliveira Filho reconheceu que "os jurados são levados pela emoção".
Emoção
O segundo interrogatório de Cristian representou uma reviravolta no júri. Em seu novo relato, ele admitiu ter golpeado Marísia à morte, ao lado do irmão; atribuiu a concepção do plano a Suzane; e disse que ela acusou o pai de ter tentado estuprá-la quando ela tinha 13 anos.
Inicialmente, Cristian e o irmão Daniel, haviam dito que o primeiro recuara no momento em que deveria ter golpeado as vítimas e que, por isso, apenas Daniel havia batido no casal.
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da Folha OnlineO advogado Mauro Octávio Nacif, o mais teatral dos defensores de Suzane von Richthofen, 22, acusada de ter participado da morte dos pais em 2002, chegou na tarde desta quinta-feira ao fórum da Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Ele não acompanhou a sessão durante toda a manhã, devido a um descolamento da retina.
Pouco antes do começo da sessão desta quinta-feira, o colega dele e também defensor de Suzane, Mário Sérgio de Oliveira Filho, comunicou à imprensa que Nacif havia sofrido o problema e que precisou buscar atendimento em uma clínica no Ibirapuera (zona sul de São Paulo).
Quando chegou ao fórum, Nacif estava com a cabeça permanentemente inclinada para o lado esquerdo. Sua alegação era o próprio descolamento de retina. Ao ar livre, ele ainda ostentava um par de óculos escuros.
O atraso de Nacif não influenciou neste quarto dia de júri. O julgamento começou na segunda-feira (17). Suzane, o então namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, são réus confessos no processo que os acusa de ter planejado e matado os pais dela, Manfred e Marísia, em outubro de 2002.
Para o Ministério Público, o problema envolvendo Nacif colaborou com a tática de estender a leitura das peças processuais e pretende distanciar dois momentos: o emocionado segundo interrogatório de Cristian, ocorrido no final da noite de quarta (19), da votação dos jurados.
Nesta manhã, ao chegar ao fórum da Barra Funda, onde acontece o júri, Oliveira Filho reconheceu que "os jurados são levados pela emoção".
Emoção
O segundo interrogatório de Cristian representou uma reviravolta no júri. Em seu novo relato, ele admitiu ter golpeado Marísia à morte, ao lado do irmão; atribuiu a concepção do plano a Suzane; e disse que ela acusou o pai de ter tentado estuprá-la quando ela tinha 13 anos.
Inicialmente, Cristian e o irmão Daniel, haviam dito que o primeiro recuara no momento em que deveria ter golpeado as vítimas e que, por isso, apenas Daniel havia batido no casal.
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