21/07/2006
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16h37
A diretoria do Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) orientou a categoria a paralisar as atividades neste fim de semana.
Em assembléia realizada na semana passada, o sindicato definiu que, a cada agente morto durante a semana, a orientação será de paralisar as atividades no fim de semana.
No último fim de semana, ficaram suspensos os banhos de sol dos presos e as visitas de familiares em 11 penitenciárias do Estado. Nesta terça-feira (18), morreu no hospital do Servidor Público Municipal o agente penitenciário Ângelo Rodrigo Batista Martins, 28, atingido em 6 de julho por oito tiros.
Segundo informou o Sindasp, Martins foi o 16º agente assassinado desde a primeira onda de ataques atribuída ao PCC (Primeiro Comando da Capital), em maio deste ano.
O secretário geral do sindicato, Rozalvo José da Silva, disse não esperar adesão total dos agentes na paralisação do fim de semana. "Infelizmente, há muita pressão das administrações das penitenciárias e os próprios agentes têm medo das reações dos presos", disse.
Silva admitiu que a categoria não conseguiu resultados práticos com os protestos. "O governo do Estado vive de mentiras: falou sobre a liberação do porte de armas para agentes, e até agora nada; falou em treinamento dos agentes para o uso das armas, e até agora nada; falou sobre linha de financiamento para compra das armas, e até agora nada", afirmou.
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou, por meio de assessoria que não recebeu nenhuma notificação oficial sobre as paralisações do fim de semana.
Sobre as medidas de segurança para os agentes, a SAP informou que um curso prático de manuseio de armas de fogo será dado pela Polícia Militar e os exames de aptidão psicológica serão aplicados em cada região do Estado.
Uma equipe da secretaria estuda os procedimentos relacionados ao curso
preparatório e para o porte de arma.
No papel
No último dia 10, dois dias antes do início da nova onda de violência promovida pelo PCC em São Paulo, os secretários Saulo de Castro Abreu Filho (Segurança Pública) e Antonio Ferreira Pinto (Administração Penitenciária) definiram um conjunto de medidas de segurança para funcionários do sistema prisional paulista.
Após uma reunião de quatro horas com Abreu Filho, Ferreira Pinto disse que as medidas não poderão ser divulgadas com detalhes "por serem sigilosas". Entretanto, os secretários disseram que chamariam os agentes para uma conversa. "Até agora, nada", disse Silva.
Os secretários admitiram a criação de uma linha telefônica exclusiva entre funcionários da administração penitenciária e a polícia. Ferreira Pinto afirmou que os agentes receberão capacitação técnica para o uso de armas de fogo fora do ambiente de trabalho.
No dia 10, foi publicado no "Diário Oficial" da União portaria que regulamenta o porte de armas de fogo pelos agentes. A categoria passará por exames psicológicos com psicólogos da PF.
Os agentes não poderão usar as armas de fogo dentro dos presídios. A Secretaria da Administração Penitenciária deve estudar como e onde as armas serão guardadas.
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Agentes penitenciários devem paralisar atividades no fim de semana
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da Folha OnlineA diretoria do Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) orientou a categoria a paralisar as atividades neste fim de semana.
Em assembléia realizada na semana passada, o sindicato definiu que, a cada agente morto durante a semana, a orientação será de paralisar as atividades no fim de semana.
No último fim de semana, ficaram suspensos os banhos de sol dos presos e as visitas de familiares em 11 penitenciárias do Estado. Nesta terça-feira (18), morreu no hospital do Servidor Público Municipal o agente penitenciário Ângelo Rodrigo Batista Martins, 28, atingido em 6 de julho por oito tiros.
Segundo informou o Sindasp, Martins foi o 16º agente assassinado desde a primeira onda de ataques atribuída ao PCC (Primeiro Comando da Capital), em maio deste ano.
O secretário geral do sindicato, Rozalvo José da Silva, disse não esperar adesão total dos agentes na paralisação do fim de semana. "Infelizmente, há muita pressão das administrações das penitenciárias e os próprios agentes têm medo das reações dos presos", disse.
Silva admitiu que a categoria não conseguiu resultados práticos com os protestos. "O governo do Estado vive de mentiras: falou sobre a liberação do porte de armas para agentes, e até agora nada; falou em treinamento dos agentes para o uso das armas, e até agora nada; falou sobre linha de financiamento para compra das armas, e até agora nada", afirmou.
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) informou, por meio de assessoria que não recebeu nenhuma notificação oficial sobre as paralisações do fim de semana.
Sobre as medidas de segurança para os agentes, a SAP informou que um curso prático de manuseio de armas de fogo será dado pela Polícia Militar e os exames de aptidão psicológica serão aplicados em cada região do Estado.
Uma equipe da secretaria estuda os procedimentos relacionados ao curso
preparatório e para o porte de arma.
No papel
No último dia 10, dois dias antes do início da nova onda de violência promovida pelo PCC em São Paulo, os secretários Saulo de Castro Abreu Filho (Segurança Pública) e Antonio Ferreira Pinto (Administração Penitenciária) definiram um conjunto de medidas de segurança para funcionários do sistema prisional paulista.
Após uma reunião de quatro horas com Abreu Filho, Ferreira Pinto disse que as medidas não poderão ser divulgadas com detalhes "por serem sigilosas". Entretanto, os secretários disseram que chamariam os agentes para uma conversa. "Até agora, nada", disse Silva.
Os secretários admitiram a criação de uma linha telefônica exclusiva entre funcionários da administração penitenciária e a polícia. Ferreira Pinto afirmou que os agentes receberão capacitação técnica para o uso de armas de fogo fora do ambiente de trabalho.
No dia 10, foi publicado no "Diário Oficial" da União portaria que regulamenta o porte de armas de fogo pelos agentes. A categoria passará por exames psicológicos com psicólogos da PF.
Os agentes não poderão usar as armas de fogo dentro dos presídios. A Secretaria da Administração Penitenciária deve estudar como e onde as armas serão guardadas.
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