22/07/2006
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09h19
da Folha de S.Paulo, no Rio
Interceptações telefônicas feitas pela Justiça no mês passado mostram dois oficiais do Exército conversando sobre a operação que recuperou com traficantes dez fuzis e uma pistola roubados de quartel em março. As conversas foram publicadas pela revista "Carta Capital" desta semana.
O Exército informou que vai apurar o caso, mas continua a negar que tenha havido acordo com criminosos para recuperar as armas.
Em 15 de março, a Folha mostrou que a recuperação --anunciada na véspera, após operação de fachada na Rocinha-- havia ocorrido na realidade domingo, em operação sigilosa de Inteligência mediante acordo com a facção Comando Vermelho.
As exigências dos criminosos eram o fim da operação de asfixia do Exército ao tráfico; a apresentação pública das armas como se estivessem em favela de facção inimiga (ADA); e a transferência de um líder do presídio Bangu 1 ( Robson Caveirinha) para outro de menor rigor.
Foram monitorados os telefones do capitão Ailton Moraes Barros e o do tenente-coronel Rogério Duarte Gonçalves, comandante da 1ª Companhia de Inteligência do Comando Militar do Leste (CML).
Especial
Leia o que já foi publicado sobre as armas do Exército
Gravações mostram conversas sobre acordo do Exército no Rio
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RAPHAEL GOMIDEda Folha de S.Paulo, no Rio
Interceptações telefônicas feitas pela Justiça no mês passado mostram dois oficiais do Exército conversando sobre a operação que recuperou com traficantes dez fuzis e uma pistola roubados de quartel em março. As conversas foram publicadas pela revista "Carta Capital" desta semana.
O Exército informou que vai apurar o caso, mas continua a negar que tenha havido acordo com criminosos para recuperar as armas.
Em 15 de março, a Folha mostrou que a recuperação --anunciada na véspera, após operação de fachada na Rocinha-- havia ocorrido na realidade domingo, em operação sigilosa de Inteligência mediante acordo com a facção Comando Vermelho.
As exigências dos criminosos eram o fim da operação de asfixia do Exército ao tráfico; a apresentação pública das armas como se estivessem em favela de facção inimiga (ADA); e a transferência de um líder do presídio Bangu 1 ( Robson Caveirinha) para outro de menor rigor.
Foram monitorados os telefones do capitão Ailton Moraes Barros e o do tenente-coronel Rogério Duarte Gonçalves, comandante da 1ª Companhia de Inteligência do Comando Militar do Leste (CML).
Especial

