02/08/2006
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07h43
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O médico Luiz Carlos Ribeiro, acusado de envolvimento na morte da brasileira Fabíola Barbosa de Paula, 24, ocorrida na madrugada de segunda-feira nos EUA, após complicações durante cirurgia de lipoaspiração, já sofreu ao menos um processo de indenização por uma paciente, na Justiça de Minas Gerais.
Ele era dermatologista em Belo Horizonte. O processo movido por Vera Lúcia da Silva foi encerrado com um acordo, em dezembro do ano passado.
Ela contratou os serviços médicos de Ribeiro para tratar das manchas nas pálpebras inferiores, as chamadas olheiras, segundo Nara Rates dos Santos, uma das advogadas contratadas por Vera para cuidar do processo. O tratamento, feito à base de ácido, causou problemas à paciente, que teve que fazer posteriormente cirurgia plástica corretiva nas pálpebras.
Nara Santos disse que sua cliente entrou com pedido de indenização porque o médico "não a avisou sobre os riscos" do tratamento realizado.
"Ele não explicou as conseqüências do tratamento com o ácido e não pediu à minha cliente que assinasse um termo de responsabilidade, nada disso. O tratamento resultou em manchas enrugadas abaixo dos olhos. As fotos do efeito do tratamento foram anexadas ao processo", disse a advogada.
O valor da causa foi fixado em R$ 96 mil, de acordo com os dados disponibilizados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entanto, o acordo ocorrido entre as partes na 7ª Vara Cível ficou em R$ 30 mil, de acordo com a advogada.
Segundo ela, o cálculo maior era pelo "dano moral". Mas como não havia quase nenhum bem em nome de Ribeiro, e uma indenização de maior valor poderia se arrastar por muito tempo na Justiça, sua cliente preferiu o acordo, já que estava com a cirurgia plástica corretiva encaminhada.
A ação teve início em novembro de 2003, quando foi distribuída no Fórum Lafayette, na capital mineira. Segundo Santos, durante os 25 meses de tramitação do processo, Ribeiro nunca apareceu. Ele sempre foi representado pelos seus advogados, quatro no total.
A Folha não conseguiu localizá-los no início da noite. No escritório de um deles, o telefone não foi atendido.
No Conselho Regional de Medicina, conforme apurou a reportagem, não há processo contra Ribeiro. Na sua ficha no conselho não está especificada a sua especialidade médica.
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PAULO PEIXOTOda Agência Folha, em Belo Horizonte
O médico Luiz Carlos Ribeiro, acusado de envolvimento na morte da brasileira Fabíola Barbosa de Paula, 24, ocorrida na madrugada de segunda-feira nos EUA, após complicações durante cirurgia de lipoaspiração, já sofreu ao menos um processo de indenização por uma paciente, na Justiça de Minas Gerais.
Ele era dermatologista em Belo Horizonte. O processo movido por Vera Lúcia da Silva foi encerrado com um acordo, em dezembro do ano passado.
Ela contratou os serviços médicos de Ribeiro para tratar das manchas nas pálpebras inferiores, as chamadas olheiras, segundo Nara Rates dos Santos, uma das advogadas contratadas por Vera para cuidar do processo. O tratamento, feito à base de ácido, causou problemas à paciente, que teve que fazer posteriormente cirurgia plástica corretiva nas pálpebras.
Nara Santos disse que sua cliente entrou com pedido de indenização porque o médico "não a avisou sobre os riscos" do tratamento realizado.
"Ele não explicou as conseqüências do tratamento com o ácido e não pediu à minha cliente que assinasse um termo de responsabilidade, nada disso. O tratamento resultou em manchas enrugadas abaixo dos olhos. As fotos do efeito do tratamento foram anexadas ao processo", disse a advogada.
O valor da causa foi fixado em R$ 96 mil, de acordo com os dados disponibilizados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entanto, o acordo ocorrido entre as partes na 7ª Vara Cível ficou em R$ 30 mil, de acordo com a advogada.
Segundo ela, o cálculo maior era pelo "dano moral". Mas como não havia quase nenhum bem em nome de Ribeiro, e uma indenização de maior valor poderia se arrastar por muito tempo na Justiça, sua cliente preferiu o acordo, já que estava com a cirurgia plástica corretiva encaminhada.
A ação teve início em novembro de 2003, quando foi distribuída no Fórum Lafayette, na capital mineira. Segundo Santos, durante os 25 meses de tramitação do processo, Ribeiro nunca apareceu. Ele sempre foi representado pelos seus advogados, quatro no total.
A Folha não conseguiu localizá-los no início da noite. No escritório de um deles, o telefone não foi atendido.
No Conselho Regional de Medicina, conforme apurou a reportagem, não há processo contra Ribeiro. Na sua ficha no conselho não está especificada a sua especialidade médica.
Especial


