20/08/2006
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20h16
Nesta segunda-feira, às 9h, começa o julgamento do primeiro réu do processo que investiga a chacina ocorrida na Baixada Fluminense (RJ), em março de 2005, quando 29 pessoas foram mortas nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu. O soldado da PM Carlos Jorge Carvalho, conhecido como Carlinhos ou Carlos Cavalo, será julgado separadamente dos outros quatro réus no Tribunal do Júri de Nova Iguaçu.
Carvalho foi acusado formalmente por 29 homicídios qualificados --por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas--, uma tentativa de homicídio e formação de quadrilha.
Os outros quatro policiais militares acusados dos mesmos crimes, Marcos Siqueira Costa, José Augusto Moreira Felipe, Fabiano Gonçalves Lopes e Júlio César Amaral de Paula, ainda não têm julgamento marcado. Mas, segundo o promotor responsável pelo caso, Marcelo Muniz, eles devem ser julgados no prazo de dois meses.
Carvalho será julgado individualmente graças a um acordo firmado entre a defesa dele e o Ministério Público. Muniz explica que esse julgamento é importante por ser o primeiro, podendo influenciar no resultado do julgamento dos outros quatro acusados. "Há uma lógica de um grupo que participou [da chacina]", disse o promotor.
Muniz afirmou que o Ministério Público usará recursos audiovisuais durante o julgamento. "Vamos usar recursos visuais como um documentário sobre a chacina, exibido no exterior, fitas e um 'datashow', expondo dados da investigação e provas periciais de uma forma mais didática."
Há mais dois réus no caso, os cabos da PM Ivonei de Souza e Gilmar Simão. Eles foram denunciados apenas por formação de quadrilha e têm direito de aguardar seu julgamento em liberdade. Outros quatro PMs haviam sido apontados como suspeitos durante o inquérito policial, mas acabaram sendo liberados por falta de provas.
Com Agência Brasil
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Primeiro acusado de chacina no Rio vai a julgamento nesta segunda
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da Folha OnlineNesta segunda-feira, às 9h, começa o julgamento do primeiro réu do processo que investiga a chacina ocorrida na Baixada Fluminense (RJ), em março de 2005, quando 29 pessoas foram mortas nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu. O soldado da PM Carlos Jorge Carvalho, conhecido como Carlinhos ou Carlos Cavalo, será julgado separadamente dos outros quatro réus no Tribunal do Júri de Nova Iguaçu.
Carvalho foi acusado formalmente por 29 homicídios qualificados --por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas--, uma tentativa de homicídio e formação de quadrilha.
Os outros quatro policiais militares acusados dos mesmos crimes, Marcos Siqueira Costa, José Augusto Moreira Felipe, Fabiano Gonçalves Lopes e Júlio César Amaral de Paula, ainda não têm julgamento marcado. Mas, segundo o promotor responsável pelo caso, Marcelo Muniz, eles devem ser julgados no prazo de dois meses.
Carvalho será julgado individualmente graças a um acordo firmado entre a defesa dele e o Ministério Público. Muniz explica que esse julgamento é importante por ser o primeiro, podendo influenciar no resultado do julgamento dos outros quatro acusados. "Há uma lógica de um grupo que participou [da chacina]", disse o promotor.
Muniz afirmou que o Ministério Público usará recursos audiovisuais durante o julgamento. "Vamos usar recursos visuais como um documentário sobre a chacina, exibido no exterior, fitas e um 'datashow', expondo dados da investigação e provas periciais de uma forma mais didática."
Há mais dois réus no caso, os cabos da PM Ivonei de Souza e Gilmar Simão. Eles foram denunciados apenas por formação de quadrilha e têm direito de aguardar seu julgamento em liberdade. Outros quatro PMs haviam sido apontados como suspeitos durante o inquérito policial, mas acabaram sendo liberados por falta de provas.
Com Agência Brasil
Especial

