28/09/2006
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10h57
da Folha Online
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) encontraram partículas de chumbo em uma calça de Carla Cepollina, indiciada na quarta-feira (27) pela morte do namorado --o deputado estadual e coronel da PM de São Paulo Ubiratan Guimarães--, segundo apurou a Folha.
Mas, de acordo com peritos do próprio IC, ainda não é possível utilizar isso como prova de que Carla atirou contra Ubiratan. A explicação é que o material pode ter sido impregnado na peça de outra maneira que não por causa dos resquícios que, normalmente, acabam em quem dispara uma arma.
Outro ponto que a polícia ainda tenta esclarecer para anexar ao inquérito no qual acusa Carla são algumas peças de roupas que, de acordo com a funcionária da casa, teriam sido lavadas com algumas manchas de molho de tomate. Anteontem, dezenas de peças de roupas da advogada foram apreendidas e levadas para análise. Tenta-se descobrir se as manchas são, verdadeiramente, do extrato da tomate ou sangue.
Indiciamento
Policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) indiciaram ontem a advogada Carla Cepollina, 40, acusada de homicídio doloso duplamente qualificado --motivo fútil (ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (Ubiratan estava desarmado).
O processo de indiciamento havia começado na segunda-feira (25), com o início do quarto interrogatório dela na sede do departamento. O depoimento havia sido interrompido porque Carla teria dito que estava estressada e para que a polícia realizasse buscas no apartamento onde ela vive com a mãe, no Brooklin (zona sul). Na ocasião, foram encontradas armas no local, e a mãe dela, a também advogada Liliana Prinzivalli, foi autuada por posse irregular.
Apesar do indiciamento, o inquérito ainda não foi concluído, o que deverá ocorrer nos próximos dias. Depois, será encaminhado ao Ministério Público, que deverá oferecer denúncia (acusação formal) contra Carla. Caberá à Justiça analisar e, se a denúncia for aceita, abrir processo contra ela.
Crime
Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan morreu com um tiro no abdômen, no último dia 9. O corpo foi encontrado na noite seguinte, enrolado em uma toalha, no apartamento dele, nos jardins, zona oeste de São Paulo.
Uma das sete armas que o coronel mantinha em casa --um revólver calibre 38-- não foi encontrada no local do crime. Segundo a polícia, o coronel foi morto com uma bala do mesmo calibre, que poderia ser de uma munição especial, segundo o advogado da família de Ubiratan, Vicente Cascione.
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IC vê resquícios de chumbo em roupa de Carla Cepollina
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da Folha de S.Pauloda Folha Online
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) encontraram partículas de chumbo em uma calça de Carla Cepollina, indiciada na quarta-feira (27) pela morte do namorado --o deputado estadual e coronel da PM de São Paulo Ubiratan Guimarães--, segundo apurou a Folha.
Mas, de acordo com peritos do próprio IC, ainda não é possível utilizar isso como prova de que Carla atirou contra Ubiratan. A explicação é que o material pode ter sido impregnado na peça de outra maneira que não por causa dos resquícios que, normalmente, acabam em quem dispara uma arma.
Outro ponto que a polícia ainda tenta esclarecer para anexar ao inquérito no qual acusa Carla são algumas peças de roupas que, de acordo com a funcionária da casa, teriam sido lavadas com algumas manchas de molho de tomate. Anteontem, dezenas de peças de roupas da advogada foram apreendidas e levadas para análise. Tenta-se descobrir se as manchas são, verdadeiramente, do extrato da tomate ou sangue.
Indiciamento
Policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) indiciaram ontem a advogada Carla Cepollina, 40, acusada de homicídio doloso duplamente qualificado --motivo fútil (ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (Ubiratan estava desarmado).
O processo de indiciamento havia começado na segunda-feira (25), com o início do quarto interrogatório dela na sede do departamento. O depoimento havia sido interrompido porque Carla teria dito que estava estressada e para que a polícia realizasse buscas no apartamento onde ela vive com a mãe, no Brooklin (zona sul). Na ocasião, foram encontradas armas no local, e a mãe dela, a também advogada Liliana Prinzivalli, foi autuada por posse irregular.
Apesar do indiciamento, o inquérito ainda não foi concluído, o que deverá ocorrer nos próximos dias. Depois, será encaminhado ao Ministério Público, que deverá oferecer denúncia (acusação formal) contra Carla. Caberá à Justiça analisar e, se a denúncia for aceita, abrir processo contra ela.
Crime
Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan morreu com um tiro no abdômen, no último dia 9. O corpo foi encontrado na noite seguinte, enrolado em uma toalha, no apartamento dele, nos jardins, zona oeste de São Paulo.
Uma das sete armas que o coronel mantinha em casa --um revólver calibre 38-- não foi encontrada no local do crime. Segundo a polícia, o coronel foi morto com uma bala do mesmo calibre, que poderia ser de uma munição especial, segundo o advogado da família de Ubiratan, Vicente Cascione.
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