18/10/2006
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23h10
da Agência Folha, em Fortaleza
A Justiça Federal do Ceará aceitou a denúncia, feita pelo Ministério Público Federal, contra 23 pessoas envolvidas com o assalto ao Banco Central, em Fortaleza. Dos envolvidos, seis participaram diretamente do furto de R$ 164,8 milhões à caixa-forte do banco, em agosto de 2005. Os demais usufruíram ou ajudaram na lavagem do dinheiro.
A denúncia chegou ao juiz Danilo Fontenelle, da 11ª Vara Federal, no dia 11. No dia 13 ele a acatou. A maioria dos presos está fora do Ceará, mas todos serão ouvidos em Fortaleza. Os interrogatórios foram marcados entre os dias 30 de outubro e sete de novembro.
Dos denunciados, nove são da mesma família Laurindo, de Boa Viagem (a 250 km de Fortaleza): seis irmãos, dois primos e um tio.
Apontado como líder da família e da quadrilha, Raimundo Laurindo Barbosa Neto, conhecido como Neto, que está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, é primo de outro personagem apontado como chefe da quadrilha, Antonio Jussivan Alves do Santos, o Alemão, que está foragido.
Muitos dos denunciados, que têm ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), foram presos numa ação da Polícia Federal em Porto Alegre, em setembro deste ano. Eles escavavam um túnel para assaltar bancos, da mesma forma como aconteceu o furto em Fortaleza.
As prisões foram possíveis por meio de escuta telefônica legal a integrantes da quadrilha. Em depoimentos, alguns dos acusados já admitiram ter participado do crime e narraram como esconderam o dinheiro e como boa parte foi sumindo com o tempo.
Do total furtado, a PF conseguiu recuperar cerca de R$ 20 milhões, além de imóveis comprados pelos envolvidos com o dinheiro do crime.
Natal
Também foram denunciados, mas sem ter a prisão decretada: a dona da casa na periferia de Natal onde crianças encontraram, no começo de agosto, R$ 418 mil do furto ao Banco Central, o marido dela e uma outra mulher que teria ajudado a esconder o dinheiro.
Marcilene Alves Delmiro já disse, em um primeiro depoimento à PF, que apenas comprou a casa, sem ter qualquer participação no assalto.
O marido dela, Luiz Eduardo Moura Mota, está entre os envolvidos em outro assalto milionário que aconteceu em Fortaleza à transportadora de valores Corpvs, em 1999, de onde foram levados R$ 6,9 milhões. Alemão também está entre os acusados de ter participado do mesmo crime.
Na denúncia, o Ministério Público Federal cita apenas um caso de possível extorsão paga a policiais: o advogado Edson Campos Luziano, de São Bernardo do Campo, teria intermediado o pagamento de seu cliente Raimundo Laurindo Neto a um policial chamado Vítor, do 1ª Delegacia da Polícia Civil da cidade.
Luziano chegou a ser preso, mas teve sua prisão revogada pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região.
Especial
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Justiça aceita denúncia contra 23 por furto no BC de Fortaleza
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KAMILA FERNANDESda Agência Folha, em Fortaleza
A Justiça Federal do Ceará aceitou a denúncia, feita pelo Ministério Público Federal, contra 23 pessoas envolvidas com o assalto ao Banco Central, em Fortaleza. Dos envolvidos, seis participaram diretamente do furto de R$ 164,8 milhões à caixa-forte do banco, em agosto de 2005. Os demais usufruíram ou ajudaram na lavagem do dinheiro.
A denúncia chegou ao juiz Danilo Fontenelle, da 11ª Vara Federal, no dia 11. No dia 13 ele a acatou. A maioria dos presos está fora do Ceará, mas todos serão ouvidos em Fortaleza. Os interrogatórios foram marcados entre os dias 30 de outubro e sete de novembro.
Dos denunciados, nove são da mesma família Laurindo, de Boa Viagem (a 250 km de Fortaleza): seis irmãos, dois primos e um tio.
Apontado como líder da família e da quadrilha, Raimundo Laurindo Barbosa Neto, conhecido como Neto, que está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, é primo de outro personagem apontado como chefe da quadrilha, Antonio Jussivan Alves do Santos, o Alemão, que está foragido.
Muitos dos denunciados, que têm ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), foram presos numa ação da Polícia Federal em Porto Alegre, em setembro deste ano. Eles escavavam um túnel para assaltar bancos, da mesma forma como aconteceu o furto em Fortaleza.
As prisões foram possíveis por meio de escuta telefônica legal a integrantes da quadrilha. Em depoimentos, alguns dos acusados já admitiram ter participado do crime e narraram como esconderam o dinheiro e como boa parte foi sumindo com o tempo.
Do total furtado, a PF conseguiu recuperar cerca de R$ 20 milhões, além de imóveis comprados pelos envolvidos com o dinheiro do crime.
Natal
Também foram denunciados, mas sem ter a prisão decretada: a dona da casa na periferia de Natal onde crianças encontraram, no começo de agosto, R$ 418 mil do furto ao Banco Central, o marido dela e uma outra mulher que teria ajudado a esconder o dinheiro.
Marcilene Alves Delmiro já disse, em um primeiro depoimento à PF, que apenas comprou a casa, sem ter qualquer participação no assalto.
O marido dela, Luiz Eduardo Moura Mota, está entre os envolvidos em outro assalto milionário que aconteceu em Fortaleza à transportadora de valores Corpvs, em 1999, de onde foram levados R$ 6,9 milhões. Alemão também está entre os acusados de ter participado do mesmo crime.
Na denúncia, o Ministério Público Federal cita apenas um caso de possível extorsão paga a policiais: o advogado Edson Campos Luziano, de São Bernardo do Campo, teria intermediado o pagamento de seu cliente Raimundo Laurindo Neto a um policial chamado Vítor, do 1ª Delegacia da Polícia Civil da cidade.
Luziano chegou a ser preso, mas teve sua prisão revogada pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região.
Especial


