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Cotidiano
08/11/2006 - 17h14

Promotor condiciona prisão de Carla Cepollina à entrega de passaporte

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

O promotor Luiz Fernando Vaggione disse que a prisão da advogada Carla Cepollina, acusada pela morte do coronel da reserva da PM e deputado estadual Ubiratan Guimarães, 63, acontecerá caso ela não entregue seu passaporte italiano. O promotor apresentou nesta quarta-feira à Justiça a denúncia contra a advogada.

Cepollina tem dupla cidadania e o promotor disse temer que ela saia do país.

"Nossas fronteiras são vulneráveis. Ela (Cepollina) fez a entrega maliciosamente só do passaporte brasileiro. O passaporte italiano será solicitado em prazo razoável para a entrega. Se ela não entregar o passaporte, eu peço a prisão", disse o promotor.

O pedido do passaporte, de acordo com Vaggione, foi entregue à Justiça juntamente com a denúncia. Cepollina deve ser citada pela Justiça e o prazo para a entrega do passaporte deve ser de 48 a 72 horas.

A mãe de Cepollina, a advogada Liliana Prinzivalli, entregou o passaporte brasileiro da filha ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) no dia 15 de setembro, seis dias após a morte do coronel.

Na ocasião Prinzivalli disse que entregou os dois passaportes à polícia. A advogada estava presente à entrevista coletiva do promotor e disse que sua filha não sairá do país.

Inquérito

O inquérito sobre a morte de Ubiratan havia sido concluído pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) no dia 13 de outubro. Para a Polícia Civil, Carla é a única responsável pelo crime e teria agido por motivo fútil. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado --por motivo fútil (ciúme) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (Ubiratan estava desarmado).

Em outubro, a 9ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) negou o pedido de habeas corpus preventivo movido por Cepollina.

Crime

Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan foi baleado em seu apartamento, nos Jardins (zona oeste de São Paulo). O crime ocorreu no dia 9 de setembro, mas o corpo foi encontrado na noite seguinte, enrolado em uma toalha.

Segundo a polícia, o coronel foi morto com um tiro de uma de suas armas --um revólver calibre 38 que não foi encontrado no local do crime.

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