16/11/2006
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17h53
da Folha Online, em Brasília
A divulgação do relatório preliminar da Aeronáutica sobre a queda do Boeing da Gol, nesta quinta-feira, 48 dias após o acidente, frustrou as expectativas sobre a identificação das causas do acidente que matou 154 pessoas no último dia 29 de setembro. "No momento, qualquer conclusão será prematura", disse o presidente da comissão de investigação, coronel Rufino da Silva Ferreira, ao apresentar o relatório.
Ele admitiu que problemas na comunicação entre o Legacy da empresa norte-americana de táxi aéreo ExcelAire os centros de controle contribuíram para o acidente, mas disse que não seria possível ainda dizer "que uma coisa causou o acidente".
O foco das investigações, que poderão levar dez meses ou mais, segundo Ferreira, está na avaliação do funcionamento do transponder e equipamentos de rádio e navegação do Legacy, conhecimento e preparo previstos aos pilotos da empresa de táxi aéreo para a realização do vôo no Brasil, mas também nos aspectos relativos a normas e procedimentos do controle de tráfego aéreo, atualmente em uso no Brasil e no mundo, sistemas e equipamentos de comunicações e sistemas de vigilância do controle de tráfego aéreo.
Ferreira afirmou ainda que a entrevista com os controladores de tráfego aéreo que trabalhavam no momento do acidente será "fundamental" para avançar nas investigações. Ele explicou que além dos dados técnicos, obtidos com as gravações e registros dos equipamentos, o relato dos controladores permitir que a comissão identifique que informações estavam disponíveis para orientar a ação dos controladores.
Os controladores poderão ser ouvidos na próxima semana, segundo o presidente da comissão. Os pilotos norte-americanos também voltarão a ser procurados pela equipe de investigação nos próximos dias.
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Relatório frustra expectativa sobre identificação das causas de acidente aéreo
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PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
A divulgação do relatório preliminar da Aeronáutica sobre a queda do Boeing da Gol, nesta quinta-feira, 48 dias após o acidente, frustrou as expectativas sobre a identificação das causas do acidente que matou 154 pessoas no último dia 29 de setembro. "No momento, qualquer conclusão será prematura", disse o presidente da comissão de investigação, coronel Rufino da Silva Ferreira, ao apresentar o relatório.
Ele admitiu que problemas na comunicação entre o Legacy da empresa norte-americana de táxi aéreo ExcelAire os centros de controle contribuíram para o acidente, mas disse que não seria possível ainda dizer "que uma coisa causou o acidente".
O foco das investigações, que poderão levar dez meses ou mais, segundo Ferreira, está na avaliação do funcionamento do transponder e equipamentos de rádio e navegação do Legacy, conhecimento e preparo previstos aos pilotos da empresa de táxi aéreo para a realização do vôo no Brasil, mas também nos aspectos relativos a normas e procedimentos do controle de tráfego aéreo, atualmente em uso no Brasil e no mundo, sistemas e equipamentos de comunicações e sistemas de vigilância do controle de tráfego aéreo.
Ferreira afirmou ainda que a entrevista com os controladores de tráfego aéreo que trabalhavam no momento do acidente será "fundamental" para avançar nas investigações. Ele explicou que além dos dados técnicos, obtidos com as gravações e registros dos equipamentos, o relato dos controladores permitir que a comissão identifique que informações estavam disponíveis para orientar a ação dos controladores.
Os controladores poderão ser ouvidos na próxima semana, segundo o presidente da comissão. Os pilotos norte-americanos também voltarão a ser procurados pela equipe de investigação nos próximos dias.
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