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06/12/2006 - 22h01

Fábio Bibancos, da Turma do Bem, é eleito o Empreendedor Social 2006

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CÁSSIO AOQUI
Editor-assistente de Negócios da Folha de S.Paulo

Nada como um belo sorriso para ver as portas se abrirem. E foi com um daqueles bem largos que o dentista Fábio Bibancos, 43, recebeu a notícia de que foi eleito o Empreendedor Social 2006 em evento ocorrido na noite desta quarta no Masp (Museu de Arte de São Paulo).

O dentista, que concorreu com outros 152 candidatos, está à frente da Turma do Bem, rede de profissionais odontólogos que atende crianças e adolescentes de baixa renda com graves problemas bucais.

Renato Stockler/ Folha Imagem
Bibancos criou uma ONG que oferece tratamento dentário a pessoas de baixa renda
Bibancos criou uma ONG que oferece tratamento dentário a pessoas de baixa renda


"Isso faz a gente se sentir bem. Como é bom ver quando se dá valor ao trabalho que nós fazemos", comemorou Bibancos, logo após a cerimônia de premiação, promovida pela Folha em parceria com a Fundação Schwab.

De colega em colega, Bibancos já providenciou tratamento a 1.150 crianças e adolescentes em 150 cidades do país. Todos são atendidos até os 18 anos e em consultórios particulares.

A Turma do Bem reúne, além de 650 dentistas, 400 voluntários que trocam correspondências com crianças em abrigos.

"O prêmio nos ajudará a ter visibilidade e divulgará nossa causa", disse Bibancos.

Com a conquista, Bibancos, dedicada ao filho Bernardo, 9, poderá contar com visibilidade na mídia, troca de conhecimento e contatos com grandes patrocinadores. Ele participará, com todas as despesas pagas, do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça; da Cúpula Mundial de Empreendedores Sociais; e do Fórum Econômico na América Latina.

Segundo e terceiro lugares

Assim como Fábio Bibancos, Berenice Kikuchi, 55, segunda colocada no concurso, também tem na criança o enfoque de seu trabalho na Aafesp (Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo).

A enfermeira criou e elaborou, à mão, uma cartilha popular sobre a anemia falciforme e, em 2002, escreveu o primeiro livro brasileiro sobre a doença, que agora é detectada em teste hoje previsto em lei federal.

"Não esperava, foi uma grata surpresa", disse Kikuchi, ao saber do resultado obtido hoje à noite.

"Estou aqui representando 47% da população do país, a negra, que precisa de estímulos como este", disse.

Para o administrador Willy Pessoa Rodrigues, 57, terceiro colocado entre os finalistas, "estar no meio dessas nove pessoas já é uma grande vitória". Willy é fundador da Agência Mandalla DHSA (Desenvolvimento Holístico Sistêmico Ambiental), entidade que pretende usar a tecnologia de policultura flexível contra o êxodo rural. O sistema, batizado de Mandalla, fincou raízes em 90 comunidades, em 12 Estados.

"Com o prêmio, conseguiremos difundir o trabalho que estamos fazendo em todo o país", disse.

Os finalistas

Neste ano, o prêmio recebeu 153 inscrições (22% a mais do que em 2005). Apenas nove empreendedores sociais chegaram à reta final: todos passaram por uma sabatina da Folha e da Fundação Schwab, e foram levados a um júri de notáveis.

Além dos três primeiros colocados, os selecionados foram: Ana Moser (Instituto Esporte & Educação), André François Junior (ImageMagica), Auro Danny Lescher (Projeto Quixote), Jussara Matsuda (Clínica Cidadã), Maria Teresa Leal (Coopa-Roca) e Patrícia Chalaça (Projeto Casa da Criança).

Fizeram parte do júri neste ano Danilo Santos de Miranda, diretor-regional do Sesc-SP (Serviço Social do Comércio de São Paulo); Glauco Arbix, professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo Paulo); Ismael Ferreira, presidente da Apaeb (Associação de de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira); Luis Carlos Merege, coordenador do Centro de Estudos do Terceiro Setor da FGV (Fundação Getulio Vargas); Mário Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica; Pamela Hartigan, diretora-executiva da Fundação Schwab; Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social; Ruy Ohtake, arquiteto, e Suzana Singer, secretária de Redação da Folha.

Realizado pela segunda vez no Brasil e simultaneamente em 30 países, o prêmio Empreendedor Social busca identificar líderes de organizações --com ou sem fins lucrativos-- que desenvolvam produtos ou serviços voltados à melhoria de comunidades marginalizadas.

Em um ano, expandiu-se de 24 para 30 países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Cingapura, Chile, Colômbia, Coréia, Gana, Espanha, França, Israel, Jordânia, EUA, Filipinas, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, México, Nigéria, Noruega, Quênia, Reino Unido, República Tcheca, Suíça, Turquia e Vietnã.

Especial
  • Veja o caderno "Empreendedor Social 2006" (Só assinantes)
  • Confira como foi a premiação em 2005
  • Leia o que já foi publicado sobre o prêmio "Empreendedor Social 2006"
  • Leia o que já foi publicado sobre a Fundação Schwab
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