09/12/2006
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10h23
da Folha de S.Paulo, em Nova York
Chegou ao mercado dos EUA na última quinta-feira a primeira pílula anticoncepcional mastigável. Sabor: menta. O novo método contraceptivo tem o mesmo teor hormonal e princípio ativos dos comprimidos convencionais.
Lançado pelo laboratório Warner Chilcott, o anticoncepcional é vendido como "alternativa", em caso de esquecimento. "Não lembrou de tomar a pílula antes de sair de casa? Vá à farmácia e compre o chiclete", anuncia o fabricante.
Segundo a FDA (Food and Drug Administration, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA), um terço das mulheres americanas esquece de tomar o contraceptivo uma ou duas vezes por mês, o que aumenta o risco de gravidez indesejada.
O remédio será vendido com o nome de fantasia "Femcon Fe". O laboratório afirma que o efeito é igual ao das pílulas regulares, com ciclo de 28 dias. O "Fe" é alusão ao símbolo químico do ferro, incluído na fórmula da pílula.
Receita
O preço sugerido para o anticoncepcional mastigável é US$ 44 (R$ 95), e é preciso receita médica, como para a maioria dos medicamentos vendidos nas farmácias americanas.
A caixa com os novos anticoncepcionais mastigáveis é vendida em tamanho menor do que o das pílulas convencionais, com as dimensões de um cartão de crédito.
A nova pílula é a versão mastigável do anticoncepcional "Ovcon 35", do mesmo fabricante, lançado no mercado há 30 anos.
O laboratório disse à Folha que planejava vender os chicletes com a mesma marca, mas uma pesquisa com médicos e farmacêuticos causou confusão entre as duas amostras, e o lançamento foi adiado de setembro para este mês.
Com água
Mesmo mastigável, alerta o fabricante, a pílula tem de ser ingerida com ao menos 250 ml de água.
Assim como outros anticoncepcionais, ela não reduz riscos de doenças sexualmente transmissíveis e provoca os mesmos efeitos colaterais.
"Não é a solução dos problemas, mas é uma ajuda bastante significativa. É uma abordagem muito boa no grupo de mulheres que desejam evitar a gravidez, sobretudo as jovens", afirmou o ginecologista Lee Shulman, diretor da Associação Americana de Reprodução Humana.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre anticoncepcionais
EUA lançam pílula anticoncepcional para ser mastigada
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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃOda Folha de S.Paulo, em Nova York
Chegou ao mercado dos EUA na última quinta-feira a primeira pílula anticoncepcional mastigável. Sabor: menta. O novo método contraceptivo tem o mesmo teor hormonal e princípio ativos dos comprimidos convencionais.
Lançado pelo laboratório Warner Chilcott, o anticoncepcional é vendido como "alternativa", em caso de esquecimento. "Não lembrou de tomar a pílula antes de sair de casa? Vá à farmácia e compre o chiclete", anuncia o fabricante.
Segundo a FDA (Food and Drug Administration, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA), um terço das mulheres americanas esquece de tomar o contraceptivo uma ou duas vezes por mês, o que aumenta o risco de gravidez indesejada.
O remédio será vendido com o nome de fantasia "Femcon Fe". O laboratório afirma que o efeito é igual ao das pílulas regulares, com ciclo de 28 dias. O "Fe" é alusão ao símbolo químico do ferro, incluído na fórmula da pílula.
Receita
O preço sugerido para o anticoncepcional mastigável é US$ 44 (R$ 95), e é preciso receita médica, como para a maioria dos medicamentos vendidos nas farmácias americanas.
A caixa com os novos anticoncepcionais mastigáveis é vendida em tamanho menor do que o das pílulas convencionais, com as dimensões de um cartão de crédito.
A nova pílula é a versão mastigável do anticoncepcional "Ovcon 35", do mesmo fabricante, lançado no mercado há 30 anos.
O laboratório disse à Folha que planejava vender os chicletes com a mesma marca, mas uma pesquisa com médicos e farmacêuticos causou confusão entre as duas amostras, e o lançamento foi adiado de setembro para este mês.
Com água
Mesmo mastigável, alerta o fabricante, a pílula tem de ser ingerida com ao menos 250 ml de água.
Assim como outros anticoncepcionais, ela não reduz riscos de doenças sexualmente transmissíveis e provoca os mesmos efeitos colaterais.
"Não é a solução dos problemas, mas é uma ajuda bastante significativa. É uma abordagem muito boa no grupo de mulheres que desejam evitar a gravidez, sobretudo as jovens", afirmou o ginecologista Lee Shulman, diretor da Associação Americana de Reprodução Humana.
Especial

