30/12/2006
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14h22
Saddam Hussein, 69, foi enforcado por volta de 1h deste sábado (horário de Brasília), em Bagdá, em cumprimento à execução imposta pela morte de 148 xiitas em 1982.
Veja a seguir a repercussão no Brasil sobre a execução:
Luiz Inácio Lula da Silva - presidente da República
"Não sei se foi um julgamento ou uma vingança. De qualquer forma, acho que não resolve o problema do Iraque. Acho que a violência vai continuar." Para Lula, o Iraque precisa ter autonomia para resolver seus problemas para conseguir resolver a crise da violência.
José Serra - governador eleito de São Paulo
"Sou contra a pena de morte, o olho por olho. Os processos contra Saddam deveriam ter prosseguido, por anos e anos, em tribunais mais sérios, para que todos os seus crimes, torturas e assassinatos fossem mostrados. Agora, serão apagados. Ele poderá tornar-se mais perigoso morto dessa forma do que vivo numa prisão perpétua."
Alberto Goldman - vice-governador eleito de São Paulo
"Esse processo, independentemente dos crimes cometidos por ele, que todos conhecem, não é algo que eu defenda. É evidente que essa execução está ligada aos interesses políticos do governo Bush. Não me parece que isso vai resolver qualquer problema no Oriente Médio, especialmente no Iraque. Absolutamente nada vai ser resolvido com isso. Talvez satisfaça uma parte da opinião pública americana mas não vai trazer a paz."
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho - deputado eleito e presidente da Força Sindical
"A pena de morte é muito dura, independentemente do crime que a pessoa tenha cometido. Não dá para concordar com a execução de ninguém, principalmente nós que vivemos em um país democrático. Só Deus pode tirar a vida de um ser humano."
Ricardo Berzoini - presidente licenciado do PT
"Qualquer execução, mesmo por crime comum ou processo político, qualquer pena de morte significa violação do princípio da vida. Há outras formas de punição."
Marcos Frota - ator
"Estou estupefato com a raça humana."
José Luiz Datena - apresentador de TV
"Qualquer ato como esse não é justificado. Isso pode desencadear uma reação muito pior no mundo islâmico. O mundo já vive em um barril de pólvora e, com essa execução, o Saddam pode se tornar um mártir. A pena de morte não reduz o índice de criminalidade nos países onde ela é aplicada. O cara foi desumano, mas não justifica a execução. Ele poderia ter sido condenado à prisão perpétua. Minha preocupação é com a repercussão disso no mundo."
Ariel de Castro Alves - advogado, ligado ao Movimento Nacional de Direitos Humanos e secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos de São Paulo
"Vejo essa execução como uma ação totalmente equivocada, pois viola as convenções internacionais da ONU [Organização das Nações Unidas], que proíbe a pena de morte. Vejo como um mau exemplo para mundo, apesar de se tratar de um ditador assassino e sanguinário. A morte do criminoso não ressuscita as suas vítimas. Isso só vai reforçar a violência no Iraque. A privação de liberdade seria uma pena mais adequada."
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Veja repercussão no Brasil sobre a execução de Saddam Hussein
da Folha OnlineSaddam Hussein, 69, foi enforcado por volta de 1h deste sábado (horário de Brasília), em Bagdá, em cumprimento à execução imposta pela morte de 148 xiitas em 1982.
Veja a seguir a repercussão no Brasil sobre a execução:
Luiz Inácio Lula da Silva - presidente da República
"Não sei se foi um julgamento ou uma vingança. De qualquer forma, acho que não resolve o problema do Iraque. Acho que a violência vai continuar." Para Lula, o Iraque precisa ter autonomia para resolver seus problemas para conseguir resolver a crise da violência.
José Serra - governador eleito de São Paulo
"Sou contra a pena de morte, o olho por olho. Os processos contra Saddam deveriam ter prosseguido, por anos e anos, em tribunais mais sérios, para que todos os seus crimes, torturas e assassinatos fossem mostrados. Agora, serão apagados. Ele poderá tornar-se mais perigoso morto dessa forma do que vivo numa prisão perpétua."
Alberto Goldman - vice-governador eleito de São Paulo
"Esse processo, independentemente dos crimes cometidos por ele, que todos conhecem, não é algo que eu defenda. É evidente que essa execução está ligada aos interesses políticos do governo Bush. Não me parece que isso vai resolver qualquer problema no Oriente Médio, especialmente no Iraque. Absolutamente nada vai ser resolvido com isso. Talvez satisfaça uma parte da opinião pública americana mas não vai trazer a paz."
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho - deputado eleito e presidente da Força Sindical
"A pena de morte é muito dura, independentemente do crime que a pessoa tenha cometido. Não dá para concordar com a execução de ninguém, principalmente nós que vivemos em um país democrático. Só Deus pode tirar a vida de um ser humano."
Ricardo Berzoini - presidente licenciado do PT
"Qualquer execução, mesmo por crime comum ou processo político, qualquer pena de morte significa violação do princípio da vida. Há outras formas de punição."
Marcos Frota - ator
"Estou estupefato com a raça humana."
José Luiz Datena - apresentador de TV
"Qualquer ato como esse não é justificado. Isso pode desencadear uma reação muito pior no mundo islâmico. O mundo já vive em um barril de pólvora e, com essa execução, o Saddam pode se tornar um mártir. A pena de morte não reduz o índice de criminalidade nos países onde ela é aplicada. O cara foi desumano, mas não justifica a execução. Ele poderia ter sido condenado à prisão perpétua. Minha preocupação é com a repercussão disso no mundo."
Ariel de Castro Alves - advogado, ligado ao Movimento Nacional de Direitos Humanos e secretário-geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos de São Paulo
"Vejo essa execução como uma ação totalmente equivocada, pois viola as convenções internacionais da ONU [Organização das Nações Unidas], que proíbe a pena de morte. Vejo como um mau exemplo para mundo, apesar de se tratar de um ditador assassino e sanguinário. A morte do criminoso não ressuscita as suas vítimas. Isso só vai reforçar a violência no Iraque. A privação de liberdade seria uma pena mais adequada."
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