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Cotidiano
17/01/2007 - 23h21

Polícia prende cliente suspeito de matar gerente de banco por dívidas

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JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha

Um cliente de uma agência bancária de Uberlândia (556 km de Belo Horizonte-MG) é acusado pela polícia de planejar o seqüestro e assassinar o gerente do banco em que era correntista em razão de dívidas no valor de R$ 30 mil.

O corpo do gerente do Bradesco Aleir Fernandes André, 45, foi encontrado pela Polícia Civil na noite de terça-feira (16), em cima da laje de uma escola de informática, no centro da cidade.

Segundo a polícia, o empresário Edilson Nastre, dono da escola, confessou, em depoimento, ter planejado o seqüestro e ter assassinado o gerente, por enforcamento, em 12 de dezembro, por medo de ter sido reconhecido.

O delegado Kleyverson Rezende disse que o corpo do gerente foi localizado após a prisão de Nastre, anteontem. "O corpo estava concretado, no vão entre uma pilastra e uma parede, em cima de uma laje da escola."

Nastre, de acordo com a polícia, declarou que seqüestrou o gerente por ter R$ 30 mil em dívidas em dois bancos --Bradesco e Banco do Brasil.

"Ele falou que planejou o seqüestro por causa da dívida e que sabia que o gerente tinha alguns bens. Num primeiro momento, pediu R$ 45 mil à família. Em 8 de dezembro, quando foi feito o último contato por telefone, pediu R$ 18 mil", disse o delegado. O resgate não chegou a ser pago.

André havia sido seqüestrado em 28 de novembro, após sair da agência onde trabalhava para almoçar. Três homens renderam o gerente e o colocaram em um Palio branco. Uma testemunha viu a ação e anotou os números da placa do carro. A polícia chegou ao empresário após localizar o Palio em Sorocaba (100 km de São Paulo).

Na cidade, três pessoas foram presas. Um homem está foragido. Durante o tempo que esteve seqüestrado, André foi mantido em cativeiro na casa de Nastre, informou a polícia. A mulher do empresário, identificada como Marize, também foi presa em Uberlândia.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado do empresário na tarde de ontem. A polícia não autorizou que Nastre fosse ouvido por telefone. Nos telefones que constam como sendo da escola de informática, ninguém atendeu às ligações.

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