20/01/2007
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13h01
A condenação da ex-vendedora Simone Cassiano da Silva, 30, a oito anos de prisão por ter jogado a filha de dois meses (e hoje com um ano) na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), não deve pôr fim ao caso, uma vez que os advogados de defesa devem recorrer da sentença.
Durante o julgamento, que durou 27 horas, Simone repetiu sua versão: entregou o bebê --que acabara de sair da maternidade-- a um casal de moradores de rua que passava. O casal nunca foi localizado.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Simone jogou a menina na lagoa para esconder do namorado que ela era filha de outro homem. Exames de DNA comprovaram que o então namorado de Simone não é o pai da criança.
A criança foi encontrada boiando na lagoa da Pampulha no dia 28 de janeiro de 2006. Ela estava dentro de um saco plástico preto, que se encontrava preso a um pedaço de madeira. A menina, prematura e que ficou internada desde seu nascimento, foi localizada poucas horas depois de ter recebido alta médica.
Seu choro foi ouvido por um casal que passeava na orla e pediu socorro. Com a ajuda de um pedaço de madeira, um homem conseguiu retirar o saco da água. Inicialmente, segundo a polícia, eles confundiram o choro da bebê com miados e pensaram tratar-se de um gato.
Um casal que aguardava para adotar uma criança foi designado, no início de fevereiro de 2006, para receber a menina. A decisão foi tomada pela juíza Neuza Maria Guido, da Vara da Infância e Juventude de Belo Horizonte (MG).
Por determinação judicial, os nomes e o endereço residencial do casal devem permanecer em sigilo. A criança foi registrada como Letícia Maria Cassiano, mas seu nome poderá ser alterado por quem obtiver sua guarda definitiva.
Seu futuro ainda depende de três processos judiciais --Promotoria e pais adotivos querem destituir o poder pátrio de Simone; pai e a madrasta de Simone movem ação pela guarda da menina.
Com Agência Folha
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da Folha OnlineA condenação da ex-vendedora Simone Cassiano da Silva, 30, a oito anos de prisão por ter jogado a filha de dois meses (e hoje com um ano) na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), não deve pôr fim ao caso, uma vez que os advogados de defesa devem recorrer da sentença.
Durante o julgamento, que durou 27 horas, Simone repetiu sua versão: entregou o bebê --que acabara de sair da maternidade-- a um casal de moradores de rua que passava. O casal nunca foi localizado.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Simone jogou a menina na lagoa para esconder do namorado que ela era filha de outro homem. Exames de DNA comprovaram que o então namorado de Simone não é o pai da criança.
A criança foi encontrada boiando na lagoa da Pampulha no dia 28 de janeiro de 2006. Ela estava dentro de um saco plástico preto, que se encontrava preso a um pedaço de madeira. A menina, prematura e que ficou internada desde seu nascimento, foi localizada poucas horas depois de ter recebido alta médica.
Seu choro foi ouvido por um casal que passeava na orla e pediu socorro. Com a ajuda de um pedaço de madeira, um homem conseguiu retirar o saco da água. Inicialmente, segundo a polícia, eles confundiram o choro da bebê com miados e pensaram tratar-se de um gato.
Um casal que aguardava para adotar uma criança foi designado, no início de fevereiro de 2006, para receber a menina. A decisão foi tomada pela juíza Neuza Maria Guido, da Vara da Infância e Juventude de Belo Horizonte (MG).
Por determinação judicial, os nomes e o endereço residencial do casal devem permanecer em sigilo. A criança foi registrada como Letícia Maria Cassiano, mas seu nome poderá ser alterado por quem obtiver sua guarda definitiva.
Seu futuro ainda depende de três processos judiciais --Promotoria e pais adotivos querem destituir o poder pátrio de Simone; pai e a madrasta de Simone movem ação pela guarda da menina.
Com Agência Folha
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