09/02/2007
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19h55
Um rapaz identificado como Carlinhos foi preso nesta sexta-feira suspeito de ter participado da morte de João Hélio Fernandes, 6, no Rio. Ele seria irmão do adolescente de 16 anos que foi preso quinta (8) com Diego, 18, por suposto envolvimento no crime. Um quarto suspeito --Tiago, de 19 anos-- também foi preso quinta, mas acabou liberado por falta de provas. Nesta sexta, a Polícia Civil recuou e pediu a prisão dele à Justiça.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Hércules Pires do Nascimento, a suspeita contra Tiago e Carlinhos surgiu com base em novos depoimentos, colhidos nesta sexta.
Carlinhos, Diego e Tiago, que têm mais de 18 anos, devem ser indiciados pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e formação de quadrilha. O adolescente deverá cumprir medida socioeducativa por no máximo três anos.
Ameaças
Pessoas atiraram pedras contra a casa em que um dos suspeitos presos, identificado como Diego, mora, em Cascadura (zona norte). O pai do rapaz colaborou no encontro e prisão do filho e de dois supostos comparsas.
O pai de Diego afirmou que o filho não trabalhava e tinha comportamento rude. Ele já tinha passagem na polícia por roubo e, se for condenado, pode ficar de 20 a 30 anos na prisão. O adolescente pode ficar no máximo três anos apreendido. Para o delegado, ambos estariam sob o efeito de drogas.
Crime
O crime ocorreu na noite de quarta (7). Por volta das 21h, a comerciante Rosa Cristina Fernandes Vieites, 41, voltava em seu Corsa Sedan de um culto em um centro espírita, com os filhos João Hélio e Aline, 13. Ao passar pela rua João Vicente, em Oswaldo Cruz, foi abordada por dois homens --que mais tarde, presos, diriam à polícia que portavam um revólver de plástico.
Rosa e Aline saíram rapidamente do carro, mas a mãe não conseguiu retirar o filho de 6 anos, que sofria de hiperatividade e tinha dificuldades motoras e de fala. No banco traseiro e com cinto de segurança, João Hélio tentava sair do carro quando os ladrões arrancaram. Ficou pendurado no veículo e foi arrastado por um percurso de sete quilômetros, com o carro em alta velocidade e pessoas na rua gritando: "Pára, pára".
Os pneus do carro passaram várias vezes sobre o corpo que ficou dilacerado, com vários ossos expostos e sem a cabeça. "Foi a pior coisa que vi na minha vida", afirmou o delegado.
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da Folha OnlineUm rapaz identificado como Carlinhos foi preso nesta sexta-feira suspeito de ter participado da morte de João Hélio Fernandes, 6, no Rio. Ele seria irmão do adolescente de 16 anos que foi preso quinta (8) com Diego, 18, por suposto envolvimento no crime. Um quarto suspeito --Tiago, de 19 anos-- também foi preso quinta, mas acabou liberado por falta de provas. Nesta sexta, a Polícia Civil recuou e pediu a prisão dele à Justiça.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Hércules Pires do Nascimento, a suspeita contra Tiago e Carlinhos surgiu com base em novos depoimentos, colhidos nesta sexta.
Carlinhos, Diego e Tiago, que têm mais de 18 anos, devem ser indiciados pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e formação de quadrilha. O adolescente deverá cumprir medida socioeducativa por no máximo três anos.
Ameaças
Pessoas atiraram pedras contra a casa em que um dos suspeitos presos, identificado como Diego, mora, em Cascadura (zona norte). O pai do rapaz colaborou no encontro e prisão do filho e de dois supostos comparsas.
O pai de Diego afirmou que o filho não trabalhava e tinha comportamento rude. Ele já tinha passagem na polícia por roubo e, se for condenado, pode ficar de 20 a 30 anos na prisão. O adolescente pode ficar no máximo três anos apreendido. Para o delegado, ambos estariam sob o efeito de drogas.
Crime
O crime ocorreu na noite de quarta (7). Por volta das 21h, a comerciante Rosa Cristina Fernandes Vieites, 41, voltava em seu Corsa Sedan de um culto em um centro espírita, com os filhos João Hélio e Aline, 13. Ao passar pela rua João Vicente, em Oswaldo Cruz, foi abordada por dois homens --que mais tarde, presos, diriam à polícia que portavam um revólver de plástico.
Rosa e Aline saíram rapidamente do carro, mas a mãe não conseguiu retirar o filho de 6 anos, que sofria de hiperatividade e tinha dificuldades motoras e de fala. No banco traseiro e com cinto de segurança, João Hélio tentava sair do carro quando os ladrões arrancaram. Ficou pendurado no veículo e foi arrastado por um percurso de sete quilômetros, com o carro em alta velocidade e pessoas na rua gritando: "Pára, pára".
Os pneus do carro passaram várias vezes sobre o corpo que ficou dilacerado, com vários ossos expostos e sem a cabeça. "Foi a pior coisa que vi na minha vida", afirmou o delegado.
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