23/02/2007
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09h18
Onze moradores de imóveis de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) recorreram à Justiça para obrigar o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da linha 4-amarela do metrô, a abrigá-los em hotéis enquanto a região onde um canteiro de obras desabou, mês passado, não for segura.
Desde o acidente, que matou sete pessoas, mais de cem moradores do bairro estão em hotéis pagos pelo consórcio de empreiteiras. Devido ao desabamento, parte dos imóveis permanece sem água e energia elétrica. Não há previsão para liberação da área.
No despacho, concedido no último dia 16, a juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro, da 5ª Vara Cível de Pinheiros, afirma que os riscos ao imóvel e à integridade física dos moradores são "evidentes" e dá ao consórcio um prazo de 48 horas para alocá-los em hotéis, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 2.000.
Procurado pela reportagem, o consórcio ainda não informou se cumpriu a decisão. Os moradores são representados por defensores públicos.
Indenizações
Na quinta-feira (22), o consórcio informou que fechou 21 acordos de indenização com famílias cujos imóveis foram afetados pelo desabamento.
Segundo o consórcio, os parentes de Valéria Marmit, do funcionário público Marcio Rodrigues Alambert e do office-boy Cícero da Silva, que morreram no acidente, aceitaram as indenizações propostas. Os donos da van que foi engolida --onde quatro dos sete mortos estavam-- e os proprietários de cinco veículos também já foram indenizados.
De acordo com o consórcio, as negociações com as famílias das outras quatro vítimas prosseguem.
Demissão
Nesta semana, denúncias que questionaram a condução das obras da linha 4, principalmente no que diz respeito à futura estação Fradique Coutinho, causaram a demissão do presidente do Metrô, Luiz Carlos David. Ele foi substituído interinamente pelo próprio secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. David alegou questões pessoais.
Segundo o secretário de Comunicação do governo José Serra (PSDB), Hubert Alquéres, não há pressa para escolher o nome do novo presidente.
Especial
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Leia a cobertura completa sobre o desabamento na obra do metrô
Justiça manda consórcio levar moradores ameaçados para hotéis
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da Folha OnlineOnze moradores de imóveis de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) recorreram à Justiça para obrigar o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da linha 4-amarela do metrô, a abrigá-los em hotéis enquanto a região onde um canteiro de obras desabou, mês passado, não for segura.
Desde o acidente, que matou sete pessoas, mais de cem moradores do bairro estão em hotéis pagos pelo consórcio de empreiteiras. Devido ao desabamento, parte dos imóveis permanece sem água e energia elétrica. Não há previsão para liberação da área.
No despacho, concedido no último dia 16, a juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro, da 5ª Vara Cível de Pinheiros, afirma que os riscos ao imóvel e à integridade física dos moradores são "evidentes" e dá ao consórcio um prazo de 48 horas para alocá-los em hotéis, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 2.000.
Procurado pela reportagem, o consórcio ainda não informou se cumpriu a decisão. Os moradores são representados por defensores públicos.
Indenizações
Na quinta-feira (22), o consórcio informou que fechou 21 acordos de indenização com famílias cujos imóveis foram afetados pelo desabamento.
Segundo o consórcio, os parentes de Valéria Marmit, do funcionário público Marcio Rodrigues Alambert e do office-boy Cícero da Silva, que morreram no acidente, aceitaram as indenizações propostas. Os donos da van que foi engolida --onde quatro dos sete mortos estavam-- e os proprietários de cinco veículos também já foram indenizados.
De acordo com o consórcio, as negociações com as famílias das outras quatro vítimas prosseguem.
Demissão
Nesta semana, denúncias que questionaram a condução das obras da linha 4, principalmente no que diz respeito à futura estação Fradique Coutinho, causaram a demissão do presidente do Metrô, Luiz Carlos David. Ele foi substituído interinamente pelo próprio secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. David alegou questões pessoais.
Segundo o secretário de Comunicação do governo José Serra (PSDB), Hubert Alquéres, não há pressa para escolher o nome do novo presidente.
Especial

