20/03/2007
-
08h02
da Folha Online
Dois médicos ficaram mais de uma hora e meia presos em um elevador do hospital municipal do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, no último dia 25. Não bastasse o desfalque no atendimento, o incidente ainda serviu para acentuar a preocupação quanto à segurança dos pacientes: o elevador que quebrou é o mesmo usado por quem segue para consultas nos setores clínicos, inclusive de obstetrícia.
Segundo freqüentadores e funcionários do hospital ouvidos pela Folha Online, os elevadores quebram com freqüência --até duas vezes por semana-- e, desde o dia 25 de fevereiro, ostentam um aviso com promessas de conserto.
O hospital de Ermelino Matarazzo tem seis andares. No primeiro funcionam a emergência e a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No segundo operam divisões administrativas; no terceiro, ginecologia e obstetrícia; e, nos demais, salas ambulatoriais e cirúrgicas.
Dos elevadores, três --entre eles o que parou com dois médicos entre o térreo e o primeiro andar-- atendem visitantes e pacientes ambulatoriais --principalmente gestantes.
Na sexta-feira (16), a reportagem tentou examinar os elevadores e tomar conhecimento do conteúdo completo do aviso, mas foi impedida pela segurança e pela diretoria do hospital, sob a alegação de que a visita --mesmo a uma área comum do prédio-- só poderia ser feita com a presença de um assessor de imprensa do gabinete da Secretaria Municipal de Saúde.
Em resposta aos questionamentos da reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu, nesta terça-feira, a demora para retirar os médicos do elevador ao fato de que na ocasião, um domingo, a Otis --empresa que era responsável pela manutenção-- trabalhava apenas com equipes de plantão.
A assessoria de imprensa da secretaria nega problemas freqüentes nos elevadores e afirma que um contrato com a empresa prevê manutenção preventiva e corretiva nos equipamentos.
Leia mais
Polícia ouve depoimentos e tenta esclarecer morte de francês no RJ
Polícia prende suspeitos de matar criança durante assalto em SP
Atrasos persistem em aeroportos; situação deve voltar ao normal hoje
Promotoria denuncia cinco por assalto a banco em Moema
Defesa de extremista italiano usa júri à revelia para evitar extradição
Especial
Leia o que já foi publicado sobre hospitais municipais
Elevador quebra e prende médicos por mais de uma hora em hospital de SP
Publicidade
GABRIELA MANZINIda Folha Online
Dois médicos ficaram mais de uma hora e meia presos em um elevador do hospital municipal do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, no último dia 25. Não bastasse o desfalque no atendimento, o incidente ainda serviu para acentuar a preocupação quanto à segurança dos pacientes: o elevador que quebrou é o mesmo usado por quem segue para consultas nos setores clínicos, inclusive de obstetrícia.
Segundo freqüentadores e funcionários do hospital ouvidos pela Folha Online, os elevadores quebram com freqüência --até duas vezes por semana-- e, desde o dia 25 de fevereiro, ostentam um aviso com promessas de conserto.
O hospital de Ermelino Matarazzo tem seis andares. No primeiro funcionam a emergência e a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No segundo operam divisões administrativas; no terceiro, ginecologia e obstetrícia; e, nos demais, salas ambulatoriais e cirúrgicas.
Dos elevadores, três --entre eles o que parou com dois médicos entre o térreo e o primeiro andar-- atendem visitantes e pacientes ambulatoriais --principalmente gestantes.
Na sexta-feira (16), a reportagem tentou examinar os elevadores e tomar conhecimento do conteúdo completo do aviso, mas foi impedida pela segurança e pela diretoria do hospital, sob a alegação de que a visita --mesmo a uma área comum do prédio-- só poderia ser feita com a presença de um assessor de imprensa do gabinete da Secretaria Municipal de Saúde.
Em resposta aos questionamentos da reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu, nesta terça-feira, a demora para retirar os médicos do elevador ao fato de que na ocasião, um domingo, a Otis --empresa que era responsável pela manutenção-- trabalhava apenas com equipes de plantão.
A assessoria de imprensa da secretaria nega problemas freqüentes nos elevadores e afirma que um contrato com a empresa prevê manutenção preventiva e corretiva nos equipamentos.
Leia mais
Especial


