20/03/2007
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11h02
Uma missa em memória de policiais assassinados lotou a igreja da Candelária, no centro do Rio, na manhã desta terça-feira.
Desde o começo do ano, nove PMs morreram em confrontos e outros 22 foram assassinados no período de folga, de acordo com a corporação. O número de policiais civis mortos seria seis.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, participaram da cerimônia, além de comandantes de batalhões, amigos e familiares das vítimas.
Violência
Entre o dia 8 e o dia 15 deste mês, 12 policiais militares foram assassinados no Rio --cinco estavam em serviço, quatro de folga e três estavam à paisana. A Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) instaurou uma CPI para apurar as mortes de policiais no Estado.
Na noite do último domingo (18), dois policiais --um civil e um militar-- foram baleados em diferentes pontos do Rio. O policial civil, identificado como Evandro de Souza, 47, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Veja a cronologia das últimas mortes de policiais:
Na quinta-feira passada (8), o soldado da PM Cláudio Ferreira da Silva, lotado no Batalhão de Choque, foi morto a tiros por dois homens em uma moto em um ponto de ônibus da avenida Marechal Deodoro, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os ladrões teriam atirado ao perceber que o soldado, embora estivesse à paisana, estava armado.
Pouco antes, o PM Fábio Luis Gadelho de Carvalho havia sido morto em Olaria, na zona norte do Rio. Ele seguia em um carro da corporação quando foi atacado por homens que seguiam em outro carro --eles seriam traficantes da favela do Caracol.
Naquela mesma noite, foram mortos ainda o cabo da PM Sebastião da Silva Santos e o soldado Fábio Roberto da Silva, do 9º Batalhão (Rocha Miranda), na avenida Monsenhor Félix, em Irajá, ainda na zona norte do Rio. Eles chegavam para atender uma ocorrência, mas foram recebidos a tiros por quatro desconhecidos. Os dois morreram na hora, e as armas que eles carregavam foram roubadas.
Outro PM do 9º Batalhão foi morto. Na noite de sexta-feira (9), Marcel Soares de Souza, 32, foi abordado por dois homens quando voltava para casa, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, e baleado no rosto.
Na noite de domingo (11), o soldado da PM Cláudio Malker de Freitas Silva, 37, lotado no 12º Batalhão (Niterói), foi morto a tiros em um restaurante da praia de Itaipuaçu, em Maricá (RJ); e o PM Douglas de Oliveira Carneiro, 35, foi cercado por um grupo e morto a tiros ao sair de um baile funk, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.
Na noite de segunda-feira (12), o capitão da PM Paulo César Silva dos Santos Lima foi morto a tiros por homens que interceptaram seu carro --um Honda Fit-- para roubá-lo, em Anchieta, mais uma vez na zona norte do Rio. Ele estava à paisana no momento do crime. Silva atuava no 18º Batalhão (Jacarepaguá).
Na noite de terça (13), o sargento Hélio Ricardo Porto Valentino, 45, foi rendido por criminosos quando passava em seu carro --um Siena-- pela rua Mercúrio, na Pavuna. De acordo com a PM, o sargento estava de folga e não reagiu, mas os ladrões atiraram ao perceber que havia uma farda da corporação no banco traseiro.
Na noite de quarta (14), o segundo-sargento da PM Jorge Ulisses Vieitas Fernandes Vieira foi morto a tiros por um grupo de homens armados na rua Irapuã, na Penha Circular, na zona norte do Rio. Ele seguia em seu carro --um Fiat Uno prata-- para o quartel do 5º Batalhão, na zona portuária, quando foi rendido. Desta vez, os ladrões também teriam atirado ao perceber que, dentro do carro, estava a farda do PM. Os criminosos levaram o carro e a arma que ele portava.
Na quinta-feira (15), dois PMs foram assassinados. Pela manhã, o soldado Elson de Souza Rente, 30, foi baleado ao tentar impedir um assalto no Jardim América (zona norte). Um colega que estava com ele no momento do crime, Leandro Ipanema, ficou ferido.
À noite, o sargento Aílton Lima da Fonseca morreu depois de ser baleado na cabeça durante uma operação na favela da Metral (zona oeste).
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da Folha OnlineUma missa em memória de policiais assassinados lotou a igreja da Candelária, no centro do Rio, na manhã desta terça-feira.
Desde o começo do ano, nove PMs morreram em confrontos e outros 22 foram assassinados no período de folga, de acordo com a corporação. O número de policiais civis mortos seria seis.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, participaram da cerimônia, além de comandantes de batalhões, amigos e familiares das vítimas.
Violência
Entre o dia 8 e o dia 15 deste mês, 12 policiais militares foram assassinados no Rio --cinco estavam em serviço, quatro de folga e três estavam à paisana. A Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) instaurou uma CPI para apurar as mortes de policiais no Estado.
Na noite do último domingo (18), dois policiais --um civil e um militar-- foram baleados em diferentes pontos do Rio. O policial civil, identificado como Evandro de Souza, 47, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Veja a cronologia das últimas mortes de policiais:
Na quinta-feira passada (8), o soldado da PM Cláudio Ferreira da Silva, lotado no Batalhão de Choque, foi morto a tiros por dois homens em uma moto em um ponto de ônibus da avenida Marechal Deodoro, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os ladrões teriam atirado ao perceber que o soldado, embora estivesse à paisana, estava armado.
Pouco antes, o PM Fábio Luis Gadelho de Carvalho havia sido morto em Olaria, na zona norte do Rio. Ele seguia em um carro da corporação quando foi atacado por homens que seguiam em outro carro --eles seriam traficantes da favela do Caracol.
Naquela mesma noite, foram mortos ainda o cabo da PM Sebastião da Silva Santos e o soldado Fábio Roberto da Silva, do 9º Batalhão (Rocha Miranda), na avenida Monsenhor Félix, em Irajá, ainda na zona norte do Rio. Eles chegavam para atender uma ocorrência, mas foram recebidos a tiros por quatro desconhecidos. Os dois morreram na hora, e as armas que eles carregavam foram roubadas.
Outro PM do 9º Batalhão foi morto. Na noite de sexta-feira (9), Marcel Soares de Souza, 32, foi abordado por dois homens quando voltava para casa, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, e baleado no rosto.
Na noite de domingo (11), o soldado da PM Cláudio Malker de Freitas Silva, 37, lotado no 12º Batalhão (Niterói), foi morto a tiros em um restaurante da praia de Itaipuaçu, em Maricá (RJ); e o PM Douglas de Oliveira Carneiro, 35, foi cercado por um grupo e morto a tiros ao sair de um baile funk, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.
Na noite de segunda-feira (12), o capitão da PM Paulo César Silva dos Santos Lima foi morto a tiros por homens que interceptaram seu carro --um Honda Fit-- para roubá-lo, em Anchieta, mais uma vez na zona norte do Rio. Ele estava à paisana no momento do crime. Silva atuava no 18º Batalhão (Jacarepaguá).
Na noite de terça (13), o sargento Hélio Ricardo Porto Valentino, 45, foi rendido por criminosos quando passava em seu carro --um Siena-- pela rua Mercúrio, na Pavuna. De acordo com a PM, o sargento estava de folga e não reagiu, mas os ladrões atiraram ao perceber que havia uma farda da corporação no banco traseiro.
Na noite de quarta (14), o segundo-sargento da PM Jorge Ulisses Vieitas Fernandes Vieira foi morto a tiros por um grupo de homens armados na rua Irapuã, na Penha Circular, na zona norte do Rio. Ele seguia em seu carro --um Fiat Uno prata-- para o quartel do 5º Batalhão, na zona portuária, quando foi rendido. Desta vez, os ladrões também teriam atirado ao perceber que, dentro do carro, estava a farda do PM. Os criminosos levaram o carro e a arma que ele portava.
Na quinta-feira (15), dois PMs foram assassinados. Pela manhã, o soldado Elson de Souza Rente, 30, foi baleado ao tentar impedir um assalto no Jardim América (zona norte). Um colega que estava com ele no momento do crime, Leandro Ipanema, ficou ferido.
À noite, o sargento Aílton Lima da Fonseca morreu depois de ser baleado na cabeça durante uma operação na favela da Metral (zona oeste).
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