30/03/2007
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21h02
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O presidente da República já foi informado pelo telefone do Airbus presidencial sobre os desdobramentos do caos aéreo. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, após ouvir o relato da situação nos aeroportos, Lula "deu orientações para que que a Aeronáutica conversasse com os controladores [de vôo]".
O Planalto convocou uma reunião de emergência nesta noite para discutir o acirramento da crise aérea. Participam os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Franklin Martins (Comunicação Social), além do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.
Os três mantêm contato telefônico com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que chegou nesta noite ao Rio Grande do Sul, e com o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), que está em Minas Gerais.
Os controladores do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), com sede em Brasília, iniciaram nesta sexta-feira a paralisação que havia sido prometida em manifesto do sindicato da categoria divulgado hoje.
O manifesto continha apenas ameaças, mas os controladores decidiram iniciar a paralisação depois de uma reunião com o comandante do Cindacta-1. Ele disse aos controladores que se fosse caracterizado um motim, as punições previstas seriam aplicadas.
Desde as 17h, o espaçamento entre os vôos vem aumentando e às 18h40 o Cindacta-1 monitora apenas os vôos que já estavam no ar.
Nenhuma nova decolagem está sendo autorizada. As exceções são para ambulâncias aéreas, emergências ou vôos de autoridades federais. O objetivo é, em algumas horas, paralisar todo o espaço aéreo nacional. Os controladores reivindicam gratificação salarial e garantias para o andamento do processo de desmilitarização do setor.
Mais tarde, a Infraero (estatal que administra os aerorportos) confirmou que não haverá mais nenhuma decolagem em aeroportos do território nacional em virtude do motim dos controladores aéreos.
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Por telefone, Lula orienta Aeronáutica a conversar com controladores
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EDUARDO SCOLESEda Folha de S.Paulo, em Brasília
O presidente da República já foi informado pelo telefone do Airbus presidencial sobre os desdobramentos do caos aéreo. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, após ouvir o relato da situação nos aeroportos, Lula "deu orientações para que que a Aeronáutica conversasse com os controladores [de vôo]".
O Planalto convocou uma reunião de emergência nesta noite para discutir o acirramento da crise aérea. Participam os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Franklin Martins (Comunicação Social), além do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.
Os três mantêm contato telefônico com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que chegou nesta noite ao Rio Grande do Sul, e com o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), que está em Minas Gerais.
Os controladores do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), com sede em Brasília, iniciaram nesta sexta-feira a paralisação que havia sido prometida em manifesto do sindicato da categoria divulgado hoje.
O manifesto continha apenas ameaças, mas os controladores decidiram iniciar a paralisação depois de uma reunião com o comandante do Cindacta-1. Ele disse aos controladores que se fosse caracterizado um motim, as punições previstas seriam aplicadas.
Desde as 17h, o espaçamento entre os vôos vem aumentando e às 18h40 o Cindacta-1 monitora apenas os vôos que já estavam no ar.
Nenhuma nova decolagem está sendo autorizada. As exceções são para ambulâncias aéreas, emergências ou vôos de autoridades federais. O objetivo é, em algumas horas, paralisar todo o espaço aéreo nacional. Os controladores reivindicam gratificação salarial e garantias para o andamento do processo de desmilitarização do setor.
Mais tarde, a Infraero (estatal que administra os aerorportos) confirmou que não haverá mais nenhuma decolagem em aeroportos do território nacional em virtude do motim dos controladores aéreos.
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