30/03/2007
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23h56
O advogado Normando Cavalcanti, que representa a ABCTA (Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo), disse no final da noite desta sexta-feira que a paralisação dos controladores de tráfego aéreo pode terminar na madrugada deste sábado, resultado de uma reunião e um acordo que deverá ser firmado com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Segundo o advogado, o acordo trata de cinco principais pontos: gratificações, desmilitarização, melhoria das condições de trabalho e plano de carreira, além do fim das punições --com isso, profissionais transferidos voltariam aos postos de origem.
Iniciado na noite desta sexta, o movimento dos controladores foi divulgado em um manifesto da categoria --sem assinaturas-- e parou os aeroportos do país. Pelo documento, a principal reivindicação é o "fim das perseguições e retorno imediato dos representantes de associações e supervisores afastados de suas funções de origem".
O argumento seria uma referência, principalmente, à situação de um dos maiores líderes nacionais da categoria, o sargento Edleuzo Souza Cavalcanti, transferido recentemente do Cindacta-1, em Brasília (DF), onde as manifestações dos controladores têm se concentrado, desde o começo da crise, para um destacamento em Santa Maria (RS).
Transtornos
A assessoria de imprensa da Infraero (estatal que administra os aeroportos) afirma que o novo apagão aéreo afetou os 67 terminais sob responsabilidade da empresa. O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, afirmou à Folha Online que as operações estão interrompidas nas áreas controladas pelo Cindacta-1 e nas possíveis ligações. Segundo ele, as áreas controladas por outros Cindactas não estão totalmente paralisadas, mas têm reflexos do motim.
As restrições afetam as decolagens e, conseqüentemente, conexões. Os pousos ocorrem normalmente.
Caso o acordo seja firmado, os controladores não devem voltar ao trabalho imediatamente. Muitos estão sem se alimentar há horas, em uma greve de fome prevista como parte do movimento.
De acordo com controladores ouvidos pela reportagem, se o protesto terminar na madrugada deste sábado, as operações nos aeroportos serão normalizadas dentro de três ou quatro dias.
Com ANA PAULA RIBEIRO, da Folha Online, em Brasília, e Folha de S.Paulo
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da Folha OnlineO advogado Normando Cavalcanti, que representa a ABCTA (Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo), disse no final da noite desta sexta-feira que a paralisação dos controladores de tráfego aéreo pode terminar na madrugada deste sábado, resultado de uma reunião e um acordo que deverá ser firmado com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Segundo o advogado, o acordo trata de cinco principais pontos: gratificações, desmilitarização, melhoria das condições de trabalho e plano de carreira, além do fim das punições --com isso, profissionais transferidos voltariam aos postos de origem.
Iniciado na noite desta sexta, o movimento dos controladores foi divulgado em um manifesto da categoria --sem assinaturas-- e parou os aeroportos do país. Pelo documento, a principal reivindicação é o "fim das perseguições e retorno imediato dos representantes de associações e supervisores afastados de suas funções de origem".
O argumento seria uma referência, principalmente, à situação de um dos maiores líderes nacionais da categoria, o sargento Edleuzo Souza Cavalcanti, transferido recentemente do Cindacta-1, em Brasília (DF), onde as manifestações dos controladores têm se concentrado, desde o começo da crise, para um destacamento em Santa Maria (RS).
Transtornos
A assessoria de imprensa da Infraero (estatal que administra os aeroportos) afirma que o novo apagão aéreo afetou os 67 terminais sob responsabilidade da empresa. O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, afirmou à Folha Online que as operações estão interrompidas nas áreas controladas pelo Cindacta-1 e nas possíveis ligações. Segundo ele, as áreas controladas por outros Cindactas não estão totalmente paralisadas, mas têm reflexos do motim.
As restrições afetam as decolagens e, conseqüentemente, conexões. Os pousos ocorrem normalmente.
Caso o acordo seja firmado, os controladores não devem voltar ao trabalho imediatamente. Muitos estão sem se alimentar há horas, em uma greve de fome prevista como parte do movimento.
De acordo com controladores ouvidos pela reportagem, se o protesto terminar na madrugada deste sábado, as operações nos aeroportos serão normalizadas dentro de três ou quatro dias.
Com ANA PAULA RIBEIRO, da Folha Online, em Brasília, e Folha de S.Paulo
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