10/04/2007
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09h00
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira (9) que, se solicitada oficialmente, a Força Nacional de Segurança estará à disposição do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). No mesmo dia, ao sair do velório do policial militar Guaracy de Oliveira da Costa, 28, o governador afirmou que pedirá ao presidente o aumento no efetivo da Força Nacional e a presença das Forças Armadas na cidade.
"Chegamos num momento em que ninguém deve ficar procurando saber de quem é a culpa, ou seja, essa criança é de todos nós. Há uma violência e nós precisamos cuidar dela, do prefeito ao Presidente da República. Todos nós temos de ter responsabilidade", disse Lula, após discursar na cerimônia de abertura da Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, no Centro de Exposições Anhembi (zona norte de São Paulo).
O policial militar morto no Rio trabalhava na segurança do governador e de sua família. Ele foi baleado no domingo (8) ao, supostamente, reagir a um assalto. Costa foi atingido por seis tiros e chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos.
O governador vai se encontrar com Lula na quarta-feira (11), que visita a cidade para assinar contratos para a construção de mais nove navios da Transpetro (subsidiária de transportes da Petrobras).
Para Cabral, as Forças Armadas poderiam ajudar no policiamento não só no entorno das unidades militares, em rodovias, nas Linhas Amarela e Vermelha, e na avenida Brasil. Com isso, seria antecipado o aumento de efetivo da Força Nacional, que seria gradual até os Jogos Pan-Americanos --em julho.
O governador também disse que acha necessária a discussão sobre o papel das Guardas Municipais, entre elas a da cidade do Rio, que não pode usar armas. "A nossa Polícia Militar está extremamente sobrecarregada, assim como a Polícia Civil. Agora é a hora de todos atuarem contra a criminalidade, a Força Nacional de Segurança, as Forças Armadas, a Guarda Municipal. Acho que todos os poderes e a sociedade civil têm que participar dessa luta frisou o governador.
Repercussão
Em Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, sinalizou que a possibilidade de colocar as Forças Armadas no policiamento no Rio é remota.
"As Forças Armadas são treinadas para outro tipo de ação, são homens que fazem uma intervenção já no âmbito de guerra. Portanto não há adequação de seu treinamento para funções de policiamento", disse o ministro.
Segundo Genro, para que o pedido de Cabral seja examinado, ele deve ser feito ao presidente. "Temos uma visão de princípios sobre isso. É a visão da Constituição, não é a opinião do ministro", afirmou.
O ministro ainda disse que o problema da violência não é somente um problema no Rio, mas em todas as regiões metropolitanas do país.
"Hoje há uma situação de insegurança em todas as regiões metropolitanas muito séria. É necessário fazer um movimento em "pinça', ou seja, um trabalho de policiamento de ataque às fontes que produzem a criminalidade e assim por diante".
Com Agência Brasil
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da Folha OnlineO presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira (9) que, se solicitada oficialmente, a Força Nacional de Segurança estará à disposição do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). No mesmo dia, ao sair do velório do policial militar Guaracy de Oliveira da Costa, 28, o governador afirmou que pedirá ao presidente o aumento no efetivo da Força Nacional e a presença das Forças Armadas na cidade.
"Chegamos num momento em que ninguém deve ficar procurando saber de quem é a culpa, ou seja, essa criança é de todos nós. Há uma violência e nós precisamos cuidar dela, do prefeito ao Presidente da República. Todos nós temos de ter responsabilidade", disse Lula, após discursar na cerimônia de abertura da Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, no Centro de Exposições Anhembi (zona norte de São Paulo).
O policial militar morto no Rio trabalhava na segurança do governador e de sua família. Ele foi baleado no domingo (8) ao, supostamente, reagir a um assalto. Costa foi atingido por seis tiros e chegou a ser operado, mas não resistiu aos ferimentos.
O governador vai se encontrar com Lula na quarta-feira (11), que visita a cidade para assinar contratos para a construção de mais nove navios da Transpetro (subsidiária de transportes da Petrobras).
Para Cabral, as Forças Armadas poderiam ajudar no policiamento não só no entorno das unidades militares, em rodovias, nas Linhas Amarela e Vermelha, e na avenida Brasil. Com isso, seria antecipado o aumento de efetivo da Força Nacional, que seria gradual até os Jogos Pan-Americanos --em julho.
O governador também disse que acha necessária a discussão sobre o papel das Guardas Municipais, entre elas a da cidade do Rio, que não pode usar armas. "A nossa Polícia Militar está extremamente sobrecarregada, assim como a Polícia Civil. Agora é a hora de todos atuarem contra a criminalidade, a Força Nacional de Segurança, as Forças Armadas, a Guarda Municipal. Acho que todos os poderes e a sociedade civil têm que participar dessa luta frisou o governador.
Repercussão
Em Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, sinalizou que a possibilidade de colocar as Forças Armadas no policiamento no Rio é remota.
"As Forças Armadas são treinadas para outro tipo de ação, são homens que fazem uma intervenção já no âmbito de guerra. Portanto não há adequação de seu treinamento para funções de policiamento", disse o ministro.
Segundo Genro, para que o pedido de Cabral seja examinado, ele deve ser feito ao presidente. "Temos uma visão de princípios sobre isso. É a visão da Constituição, não é a opinião do ministro", afirmou.
O ministro ainda disse que o problema da violência não é somente um problema no Rio, mas em todas as regiões metropolitanas do país.
"Hoje há uma situação de insegurança em todas as regiões metropolitanas muito séria. É necessário fazer um movimento em "pinça', ou seja, um trabalho de policiamento de ataque às fontes que produzem a criminalidade e assim por diante".
Com Agência Brasil
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