13/04/2007
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12h47
da Folha Online, no Rio
O superintendente da PF (Polícia Federal) no Rio, Delci Carlos Teixeira, disse nesta sexta-feira que um dos supostos esquemas investigados durante a operação Hurricane (furacão, em inglês) foi o de cobrança de propina por um grupo de servidores da delegacia da PF em Niterói (RJ) para manter o funcionamento de caça-níqueis.
Segundo Teixeira, chefiados pelo delegado Carlos Pereira, os servidores cobravam R$ 50 mil por mês dos donos de caça-níqueis para não apreender as máquinas; para prejudicar contraventores rivais e para avisá-los caso houvesse alguma operação contra o jogo na região.
Durante toda a operação, devem ser cumpridos 70 mandados de busca e apreensão no Rio, em São Paulo, na Bahia e no Distrito Federal.
No Rio, um dos locais investigados era uma espécie de "fortaleza do jogo do bicho", ainda segundo o superintendente da PF. Lá foi apreendida uma grande quantia de dinheiro supostamente destinada aos pagamentos de propina. O montante ainda não foi contabilizado. Carros e motos de luxo também foram apreendidos.
Outro setor em que o grupo de exploração de jogos ilegais atuaria é o de contrabando de componentes eletrônicos, ainda de acordo com Teixeira.
Presos
Entre as pessoas presas sob suspeita de envolvimento no esquema estão autoridades da Justiça, da própria PF e do Carnaval do Rio. No total foram cumpridos 23 mandados de prisão no Rio e um na Bahia. O 25º suspeito, ao contrário do que a PF de Brasília havia informado anteriormente, ainda está sendo procurado.
Estão presos o ex-vice-presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, desembargador federal José Eduardo Carreira Alvim; outros dois desembargadores; o procurador regional da República do Rio, João Sérgio Leal Pereira; o delegado da PF em Niterói (RJ), Carlos Pereira; e uma delegada, um agente e um servidor da PF.
Já os suspeitos ligados ao Carnaval carioca são o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Ailton Guimarães Jorge, chamado de capitão Guimarães; um sobrinho dele, identificado como Júlio Guimarães; o presidente do conselho da Liesa e presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David; além de um bicheiro de Niterói (RJ) chamado Turcão.
Com GABRIELA MANZINI, da Folha Online
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CLARICE SPITZda Folha Online, no Rio
O superintendente da PF (Polícia Federal) no Rio, Delci Carlos Teixeira, disse nesta sexta-feira que um dos supostos esquemas investigados durante a operação Hurricane (furacão, em inglês) foi o de cobrança de propina por um grupo de servidores da delegacia da PF em Niterói (RJ) para manter o funcionamento de caça-níqueis.
Segundo Teixeira, chefiados pelo delegado Carlos Pereira, os servidores cobravam R$ 50 mil por mês dos donos de caça-níqueis para não apreender as máquinas; para prejudicar contraventores rivais e para avisá-los caso houvesse alguma operação contra o jogo na região.
Durante toda a operação, devem ser cumpridos 70 mandados de busca e apreensão no Rio, em São Paulo, na Bahia e no Distrito Federal.
No Rio, um dos locais investigados era uma espécie de "fortaleza do jogo do bicho", ainda segundo o superintendente da PF. Lá foi apreendida uma grande quantia de dinheiro supostamente destinada aos pagamentos de propina. O montante ainda não foi contabilizado. Carros e motos de luxo também foram apreendidos.
Outro setor em que o grupo de exploração de jogos ilegais atuaria é o de contrabando de componentes eletrônicos, ainda de acordo com Teixeira.
Presos
Entre as pessoas presas sob suspeita de envolvimento no esquema estão autoridades da Justiça, da própria PF e do Carnaval do Rio. No total foram cumpridos 23 mandados de prisão no Rio e um na Bahia. O 25º suspeito, ao contrário do que a PF de Brasília havia informado anteriormente, ainda está sendo procurado.
Estão presos o ex-vice-presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, desembargador federal José Eduardo Carreira Alvim; outros dois desembargadores; o procurador regional da República do Rio, João Sérgio Leal Pereira; o delegado da PF em Niterói (RJ), Carlos Pereira; e uma delegada, um agente e um servidor da PF.
Já os suspeitos ligados ao Carnaval carioca são o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Ailton Guimarães Jorge, chamado de capitão Guimarães; um sobrinho dele, identificado como Júlio Guimarães; o presidente do conselho da Liesa e presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David; além de um bicheiro de Niterói (RJ) chamado Turcão.
Com GABRIELA MANZINI, da Folha Online
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