13/04/2007
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15h02
Os funcionários do setor de limpeza urbana --catadores de lixo, garis e motoristas-- entraram em greve em São Paulo, nesta sexta-feira. A categoria tem ao menos 13 mil trabalhadores.
De acordo com o Selur (Sindidato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo), nenhum dos 400 caminhões de coleta de lixo --domiciliar e empresarial-- saiu para prestar o serviço. Somente os serviços de saúde têm o lixo recolhido.
Segundo o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana), uma assembléia foi realizada pela manhã --a categoria pede 12% de reajuste e o Selur oferece 3,1%--, mas diante da falta de avanço nas negociações, os trabalhadores resolveram deflagrar a greve.
"Pedimos 12%, além de lanche e protetor solar gratuitos, mas o Selur disse que não é possível atender", afirmou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco.
O piso salarial do varredor é de R$ 544, e do coletor, R$ 647.
Em março, os trabalhadores da limpeza ameaçaram uma paralisação, que foi suspensa após a retomada das negociações.
De acordo com Pereira, dos trabalhadores, somente 30% paralisaram as atividades. O restante tem de trabalhar para garantir a coleta de lixo aos locais de prestação de serviços ligados à saúde.
Uma medida cautelar, concedida pela Justiça, garante a realização da coleta de lixo de hospitais, postos de saúde, laboratórios entre outros estabelecimentos da área de saúde.
No entanto, o Selur afirmou que mais de 30% dos trabalhadores da categoria estão em greve. O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, afirma que nenhum motorista --dos caminhões de coleta normal-- trabalhou nesta sexta e 50% dos garis estão paralisados.
"Fizemos uma contraproposta de aplicar o índice do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], que é melhor que a proposta anterior, além da redução da contribuição para plano de saúde, que representa 25% a menos do que eles pagam hoje. Eles não aceitaram", afirmou Caodaglio.
Na tarde da próxima segunda-feira (16) acontece uma audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), onde os trabalhadores e as empresas definirão as condições para a volta aos serviços.
De acordo Caodaglio, o departamento jurídico do Selur tenta antecipar para esta sexta a audiência para que a população não seja prejudicada no final de semana.
A Secretaria Municipal de Serviços Públicos informou que os garis farão a coleta de lixo, além da varrição, enquanto durar a greve.
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da Folha OnlineOs funcionários do setor de limpeza urbana --catadores de lixo, garis e motoristas-- entraram em greve em São Paulo, nesta sexta-feira. A categoria tem ao menos 13 mil trabalhadores.
De acordo com o Selur (Sindidato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo), nenhum dos 400 caminhões de coleta de lixo --domiciliar e empresarial-- saiu para prestar o serviço. Somente os serviços de saúde têm o lixo recolhido.
Segundo o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana), uma assembléia foi realizada pela manhã --a categoria pede 12% de reajuste e o Selur oferece 3,1%--, mas diante da falta de avanço nas negociações, os trabalhadores resolveram deflagrar a greve.
"Pedimos 12%, além de lanche e protetor solar gratuitos, mas o Selur disse que não é possível atender", afirmou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco.
O piso salarial do varredor é de R$ 544, e do coletor, R$ 647.
Em março, os trabalhadores da limpeza ameaçaram uma paralisação, que foi suspensa após a retomada das negociações.
De acordo com Pereira, dos trabalhadores, somente 30% paralisaram as atividades. O restante tem de trabalhar para garantir a coleta de lixo aos locais de prestação de serviços ligados à saúde.
Uma medida cautelar, concedida pela Justiça, garante a realização da coleta de lixo de hospitais, postos de saúde, laboratórios entre outros estabelecimentos da área de saúde.
No entanto, o Selur afirmou que mais de 30% dos trabalhadores da categoria estão em greve. O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, afirma que nenhum motorista --dos caminhões de coleta normal-- trabalhou nesta sexta e 50% dos garis estão paralisados.
"Fizemos uma contraproposta de aplicar o índice do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], que é melhor que a proposta anterior, além da redução da contribuição para plano de saúde, que representa 25% a menos do que eles pagam hoje. Eles não aceitaram", afirmou Caodaglio.
Na tarde da próxima segunda-feira (16) acontece uma audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), onde os trabalhadores e as empresas definirão as condições para a volta aos serviços.
De acordo Caodaglio, o departamento jurídico do Selur tenta antecipar para esta sexta a audiência para que a população não seja prejudicada no final de semana.
A Secretaria Municipal de Serviços Públicos informou que os garis farão a coleta de lixo, além da varrição, enquanto durar a greve.
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