14/04/2007
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18h15
A Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo informou que uma das duas empresas já retomou em 70% a coleta de lixo na cidade e que a situação está sob controle. O serviço de varrição, segundo a secretaria, funcionou normalmente neste sábado.
Hoje foi o segundo dia de greve dos funcionários do setor de limpeza urbana --catadores de lixo, garis e motoristas--, e o lixo se acumulou em alguns pontos de São Paulo.
Os sindicatos das empresas e dos funcionários foram procurados para comentar sobre a greve, mas não atenderam às ligações feitas hoje pela Folha Online.
Os funcionários do setor entraram em greve na sexta-feira (13). A categoria tem ao menos 13 mil trabalhadores. Ontem, de acordo com o Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo), nenhum dos 400 caminhões de coleta de lixo (domiciliar e empresarial) saiu às ruas --somente os serviços de saúde têm o lixo recolhido.
Segundo o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana), uma assembléia foi realizada na manhã de ontem --a categoria pede 12% de reajuste e o Selur oferece 3,1%--, mas diante da falta de avanço nas negociações, os trabalhadores resolveram deflagrar a greve.
"Pedimos 12%, além de lanche e protetor solar gratuitos, mas o Selur disse que não é possível atender", afirmou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco. O piso salarial do varredor é de R$ 544, e do coletor, R$ 647.
De acordo com Pereira, dos trabalhadores, somente 30% paralisaram as atividades. O restante tem de trabalhar para garantir a coleta de lixo aos locais de prestação de serviços ligados à saúde.
Uma medida cautelar, concedida pela Justiça, garante a realização da coleta de lixo de hospitais, postos de saúde, laboratórios entre outros estabelecimentos da área de saúde.
No entanto, o Selur afirmou que mais de 30% dos trabalhadores da categoria estão em greve. O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, afirma que nenhum motorista --dos caminhões de coleta normal-- trabalhou nesta sexta e 50% dos garis estão paralisados.
"Fizemos uma contraproposta de aplicar o índice do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], que é melhor que a proposta anterior, além da redução da contribuição para plano de saúde, que representa 25% a menos do que eles pagam hoje. Eles não aceitaram", afirmou Caodaglio.
Em março, os trabalhadores da limpeza ameaçaram uma paralisação, que foi suspensa após a retomada das negociações.
Ontem, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou o funcionamento de pelo menos 70% do serviço. Na tarde da próxima segunda-feira (16) acontece uma audiência de conciliação no TRT, onde os trabalhadores e as empresas definirão as condições para a volta aos serviços.
Por dia, a capital produz cerca de 13 mil toneladas de detritos, sendo 9 mil toneladas de lixo recolhidas por 370 caminhões --o restante é entulho e material para reciclagem.
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da Folha OnlineA Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo informou que uma das duas empresas já retomou em 70% a coleta de lixo na cidade e que a situação está sob controle. O serviço de varrição, segundo a secretaria, funcionou normalmente neste sábado.
Hoje foi o segundo dia de greve dos funcionários do setor de limpeza urbana --catadores de lixo, garis e motoristas--, e o lixo se acumulou em alguns pontos de São Paulo.
Os sindicatos das empresas e dos funcionários foram procurados para comentar sobre a greve, mas não atenderam às ligações feitas hoje pela Folha Online.
| Leandro Moraes/Folha Imagem |
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| Lixo na rua dos Trilhos, na Mooca, no 2º dia de greve dos funcionários da limpeza urbana |
Segundo o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana), uma assembléia foi realizada na manhã de ontem --a categoria pede 12% de reajuste e o Selur oferece 3,1%--, mas diante da falta de avanço nas negociações, os trabalhadores resolveram deflagrar a greve.
"Pedimos 12%, além de lanche e protetor solar gratuitos, mas o Selur disse que não é possível atender", afirmou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco. O piso salarial do varredor é de R$ 544, e do coletor, R$ 647.
De acordo com Pereira, dos trabalhadores, somente 30% paralisaram as atividades. O restante tem de trabalhar para garantir a coleta de lixo aos locais de prestação de serviços ligados à saúde.
Uma medida cautelar, concedida pela Justiça, garante a realização da coleta de lixo de hospitais, postos de saúde, laboratórios entre outros estabelecimentos da área de saúde.
No entanto, o Selur afirmou que mais de 30% dos trabalhadores da categoria estão em greve. O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, afirma que nenhum motorista --dos caminhões de coleta normal-- trabalhou nesta sexta e 50% dos garis estão paralisados.
"Fizemos uma contraproposta de aplicar o índice do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], que é melhor que a proposta anterior, além da redução da contribuição para plano de saúde, que representa 25% a menos do que eles pagam hoje. Eles não aceitaram", afirmou Caodaglio.
Em março, os trabalhadores da limpeza ameaçaram uma paralisação, que foi suspensa após a retomada das negociações.
Ontem, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou o funcionamento de pelo menos 70% do serviço. Na tarde da próxima segunda-feira (16) acontece uma audiência de conciliação no TRT, onde os trabalhadores e as empresas definirão as condições para a volta aos serviços.
Por dia, a capital produz cerca de 13 mil toneladas de detritos, sendo 9 mil toneladas de lixo recolhidas por 370 caminhões --o restante é entulho e material para reciclagem.
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