16/04/2007
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10h10
da Folha de S.Paulo
Os casos de dengue no Estado de São Paulo subiram 33% na primeira quinzena deste mês em relação ao registro anterior. Os casos passaram de 15.237 para 20.341, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Também cresceu o número de pessoas infectadas pela dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença: de 5 para 14.
Ainda assim, até a última sexta-feira, o Estado registrava queda de 27% no número de casos da doença em relação ao mesmo período do ano passado --20.341 casos em 2007 contra 27.966 de 2006.
A partir de hoje, a secretaria lança uma ofensiva contra a dengue, em parceria com a Polícia Militar, em 645 municípios paulistas. Chamado de "esquadrão antidengue", um grupo de 60 pessoas vai se juntar às equipes municipais para tentar frear o avanço da doença em cidades onde o quadro está pior.
Treinado pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), o grupo pulverizará imóveis para controlar mosquitos adultos (que picam), vai vistoriar criadouros e orientará a população.
Nesta semana, o trabalho se concentrará em Sumaré, na região de Campinas, que notificou do início do ano até sexta-feira 526 casos de dengue. A próxima cidade a receber a força-tarefa deve ser Hortolândia (a oito quilômetros de Sumaré), que, no último dia 9, registrou uma morte por dengue hemorrágica --a sexta do Estado.
Silvana Calegari Vieira, 25, estava doente havia uma semana, mas não teve a doença diagnosticada a tempo. Segundo a família, ela procurou um hospital em Hortolândia nos dias que antecederam a sua morte, mas o diagnóstico que recebeu foi de virose. Levada para Campinas no dia 8, ela morreu 24 horas depois de ser internada.
Na mesma semana em que Silvana adoeceu, outras duas pessoas também contraíram dengue hemorrágica --uma menina de cinco anos, de Hortolândia, e um homem de Campinas. Eles não correm risco de morrer, segundo os médicos.
Infectologistas vêm alertando para o aumento da gravidade dos casos de dengue e para a falta de preparo dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce, conforme a Folha revelou no último dia 8.
Segundo o infectologista Luiz Jacinto da Silva, professor da Unicamp, o salto é esperado porque, à medida que as pessoas contraem dengue por um determinado subtipo de vírus e depois se reinfectam por outro, são maiores as chances de complicações. Há três subtipos virais circulando no país.
A quantidade de casos de dengue na cidade de São Paulo também cresceu (44%) na última semana, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Foram 162 casos autóctones --contraídos na própria cidade-- contra 112 na semana anterior.
A Sucen irá contratar mais 120 pessoas para auxiliar as prefeituras do Estado no combate à dengue. Mas avisa: sem ajuda da população, será difícil conter o avanço dos casos, pois 80% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue estão dentro dos domicílios.
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CLÁUDIA COLLUCCIda Folha de S.Paulo
Os casos de dengue no Estado de São Paulo subiram 33% na primeira quinzena deste mês em relação ao registro anterior. Os casos passaram de 15.237 para 20.341, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Também cresceu o número de pessoas infectadas pela dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença: de 5 para 14.
Ainda assim, até a última sexta-feira, o Estado registrava queda de 27% no número de casos da doença em relação ao mesmo período do ano passado --20.341 casos em 2007 contra 27.966 de 2006.
A partir de hoje, a secretaria lança uma ofensiva contra a dengue, em parceria com a Polícia Militar, em 645 municípios paulistas. Chamado de "esquadrão antidengue", um grupo de 60 pessoas vai se juntar às equipes municipais para tentar frear o avanço da doença em cidades onde o quadro está pior.
Treinado pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), o grupo pulverizará imóveis para controlar mosquitos adultos (que picam), vai vistoriar criadouros e orientará a população.
Nesta semana, o trabalho se concentrará em Sumaré, na região de Campinas, que notificou do início do ano até sexta-feira 526 casos de dengue. A próxima cidade a receber a força-tarefa deve ser Hortolândia (a oito quilômetros de Sumaré), que, no último dia 9, registrou uma morte por dengue hemorrágica --a sexta do Estado.
Silvana Calegari Vieira, 25, estava doente havia uma semana, mas não teve a doença diagnosticada a tempo. Segundo a família, ela procurou um hospital em Hortolândia nos dias que antecederam a sua morte, mas o diagnóstico que recebeu foi de virose. Levada para Campinas no dia 8, ela morreu 24 horas depois de ser internada.
Na mesma semana em que Silvana adoeceu, outras duas pessoas também contraíram dengue hemorrágica --uma menina de cinco anos, de Hortolândia, e um homem de Campinas. Eles não correm risco de morrer, segundo os médicos.
Infectologistas vêm alertando para o aumento da gravidade dos casos de dengue e para a falta de preparo dos profissionais de saúde para o diagnóstico precoce, conforme a Folha revelou no último dia 8.
Segundo o infectologista Luiz Jacinto da Silva, professor da Unicamp, o salto é esperado porque, à medida que as pessoas contraem dengue por um determinado subtipo de vírus e depois se reinfectam por outro, são maiores as chances de complicações. Há três subtipos virais circulando no país.
A quantidade de casos de dengue na cidade de São Paulo também cresceu (44%) na última semana, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Foram 162 casos autóctones --contraídos na própria cidade-- contra 112 na semana anterior.
A Sucen irá contratar mais 120 pessoas para auxiliar as prefeituras do Estado no combate à dengue. Mas avisa: sem ajuda da população, será difícil conter o avanço dos casos, pois 80% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue estão dentro dos domicílios.
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