10/05/2007
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18h42
O colunista e membro do Conselho Editorial da Folha Gilberto Dimenstein considerou um fato isolado o tumulto ocorrido na madrugada do último domingo (6) durante o show do grupo Racionais MCs na Virada Cultural de São Paulo. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, durante bate-papo com 689 internautas.
A confusão, que terminou em confronto entre fãs da banda e policiais militares na praça da Sé, resultou em depredações no comércio, um carro depredado, outro incendiado e 11 pessoas detidas. Para a prefeitura, o atraso no início da apresentação dos Racionais foi um dos fatores que levaram ao tumulto e, por isso, o grupo de rap será multado pela administração municipal, antecipou Dimenstein à Folha Online.
Apesar do confronto e das cenas de violência na Sé, Dimenstein afirmou que o evento foi um sucesso e que o tumulto foi um fato isolado. "Não há dúvida de que o show foi colocado no lugar errado e na hora errada, levando em conta o risco que esse tipo de espetáculo traz", disse.
Para ele, o fato mais importante "foram os 3,5 milhões de pessoas que se divertiram pacificamente". "O mais importante é que nunca tanta gente saiu na rua para festejar a arte em toda a história de São Paulo."
Segundo Dimenstein, poder público deve, nos próximos eventos, ser mais cauteloso. "A prefeitura está certa em multar os Racionais".
Apesar disso, ele afirma que o grupo não é o principal responsável pela confusão ocorrida na Sé. "Mas o atraso ajudou a aumentar a tensão. Não é a primeira vez que shows dos Racionais têm pancadaria. E nem é a primeira vez que eles atrasam em shows, o que no meu modo de ver é um desrespeito inaceitável".
Durante o bate-papo, Dimenstein afirmou que a cidade "vive uma crescente efervescência cultural". "Um bom exemplo disso é como a praça Roosevelt está se transformando num pólo de teatro"
"Defendo a idéia de que o centro da cidade deveria ser um bairro 24 horas. E, mais, que os finais de semana oferecessem miniviradas culturais. Seria uma forma de aprofundar identidade com a nossa região histórica e fazer da cidade um espaço maior de convivência".
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Dimenstein diz que tumulto foi fato isolado na Virada; prefeitura multa Racionais
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da Folha OnlineO colunista e membro do Conselho Editorial da Folha Gilberto Dimenstein considerou um fato isolado o tumulto ocorrido na madrugada do último domingo (6) durante o show do grupo Racionais MCs na Virada Cultural de São Paulo. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, durante bate-papo com 689 internautas.
A confusão, que terminou em confronto entre fãs da banda e policiais militares na praça da Sé, resultou em depredações no comércio, um carro depredado, outro incendiado e 11 pessoas detidas. Para a prefeitura, o atraso no início da apresentação dos Racionais foi um dos fatores que levaram ao tumulto e, por isso, o grupo de rap será multado pela administração municipal, antecipou Dimenstein à Folha Online.
Apesar do confronto e das cenas de violência na Sé, Dimenstein afirmou que o evento foi um sucesso e que o tumulto foi um fato isolado. "Não há dúvida de que o show foi colocado no lugar errado e na hora errada, levando em conta o risco que esse tipo de espetáculo traz", disse.
Para ele, o fato mais importante "foram os 3,5 milhões de pessoas que se divertiram pacificamente". "O mais importante é que nunca tanta gente saiu na rua para festejar a arte em toda a história de São Paulo."
Segundo Dimenstein, poder público deve, nos próximos eventos, ser mais cauteloso. "A prefeitura está certa em multar os Racionais".
Apesar disso, ele afirma que o grupo não é o principal responsável pela confusão ocorrida na Sé. "Mas o atraso ajudou a aumentar a tensão. Não é a primeira vez que shows dos Racionais têm pancadaria. E nem é a primeira vez que eles atrasam em shows, o que no meu modo de ver é um desrespeito inaceitável".
Durante o bate-papo, Dimenstein afirmou que a cidade "vive uma crescente efervescência cultural". "Um bom exemplo disso é como a praça Roosevelt está se transformando num pólo de teatro"
"Defendo a idéia de que o centro da cidade deveria ser um bairro 24 horas. E, mais, que os finais de semana oferecessem miniviradas culturais. Seria uma forma de aprofundar identidade com a nossa região histórica e fazer da cidade um espaço maior de convivência".
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